The story of the book Men in War, written by Andreas Latzko, is set during the First World War. Andreas Latzko uses not only his powerful writing but also his own experiences to depict various points of view on the war. Describing the storylines of the characters in this book Andreas Latzko writes about the horrors of war, the lasting effects, and the crisis of morality and ethics.
It's unfortunate this books been forgotten given the powerful writing and its popularity immediately following The Great War, which Andreas Latzko got to witness first hand. Drawing on his experiences, Latzko presents six vignettes of the war from various points of view. There is the shell-shocked officer, traumatized not only by what he's seen, but about the way society has let it all go on. "Did it surprise you to find out that the war is horrible? The only surprising thing was the going off. To find out that the women are horrible -- that was the surprising thing. That they can smile and throw roses, that they can up their men, their children, the boys they have put to bed a thousand times and pulled the covers over a thousand times, and petted and brought up to be men. That was the surprise...Not a single man would have gone off if they [the women] had sworn never to give themselves to a man who has split open other men's skulls and shot and bayoneted human beings. Not one man I tell you. They had the chance to protect us, but all they care about was being in style --nothing else in the world but just being in style."
Then there is the Austrian Captain, come out of retirement for the war, leading for the first time a company of men, farmers and peasants, to certain death. His introspective narrative is one of the most gripping pieces I've ever read. "Ever since the beginning of the war he been preparing himself for this moment without relax. He had brooded over it day and night, had told himself a thousand times that where a higher interest is at stake, the misery of the individual counts for nothing, and a conscientious leader must armor himself with indifference. And now he stood there and observed with terror how all his good resolutions crumbled, and nothing remained in him but and impassioned, boundless pity for these driven home-keepers, who prepared themselves with such quiet resignation...what was there left for them to do when their grand folks, the learned people, their own captain with the three golden stars on his collar, assured them it was their duty and a most praiseworthy thing to shoot Italian bricklayers and engineers and farmers into fragments?" This also follows the battle of wits between him and his subaltern, a twenty-year old lieutenant who is relishing war and who has no qualms about mowing down wounded enemies on the field. "The phrase 'Oath to the Flag and Commander in Chief' were the sun and substance of all things...but now he had grown deaf to this fanfaronade of such words and clearly saw the framework on which they were constructed, how was he to keep pace with the young who were a credulous echo of every speech they heard?" The ending of this vignette is especially striking.
The writing is beautiful, emotive, and brutal in its condemnation of war and its senselessness. Both the third and final story discuss the power dynamics in a war; Those who die and those who profit from it. The final three stories are harrowing descriptions of soldiers who've been churned up and spit out by war to face grievous wounds, PTSD, and the heartbreak of a world that just goes on without them.
This is a book every world leader should read. Everyone who thinks that there is honor in war and glory in killing should read this book. Because without experiencing war, it's what we all think.
(Um arrependimento: não me recordar de como cheguei a esse livro. Tudo nele é um primor, a começar pelo projeto gráfico adotado pela Editora Carambaia para a sua coleção “Acervo”.)
“Homens em guerra”, de Andreas Latzko, é um livro com seis contos baseado nas experiências de primeira-mão do autor na Primeira Guerra Mundial. Servindo como oficial no exército austro-húngaro junto ao front italiano, Latzko entrou em choque após um ataque de artilharia sofrido por sua posição em 1915. Por esse motivo, o autor passou oito meses internado em Davos, na Suíça. Nesse período, Latzko redigiu essa obra e a publicou, anonimamente, em 1917. O anonimato foi motivado pelo fato do conteúdo antimilitarista ser considerado antipatriótico e, consequentemente, a divulgação desse texto ser encarada como um ato de deserção. Não à toa, “Homens em guerra” foi banido por todas as nações envolvidas no conflito. E, como costuma acontecer com obras censuradas, o livro foi uma sensação entre os soldados que a contrabandeavam — dentre os quais, o também escritor Stefan Zweig, cujo testemunho consta na presente edição.
Se Hans Castorp, personagem de Thomas Mann, desce “A Montanha Mágica” quando ouve o estrondo que anuncia a Primeira Guerra Mundial, então Andreas Latzko é seu anti-simétrico: de carne e osso e sangue e suor e lágrimas, ele escala uma pilha de mortos para deixar a Primeira Guerra Mundial e chegar a Davos. Em um depoimento de seu encontro com o autor (e também apenso à presente edição), Romain Rolland, Nobel de Literatura de 1915 e notório pacifista, relata que “[a] expressão à qual Latzko sempre volta é: ‘As pessoas não têm mais fantasia’. […] Esse é o grande mal; elas não conseguem representar para si mesmas o sofrimento e o horror da guerra. […] E Latzko conclui: ‘É preciso forçar as pessoas a ver e a sentir; é preciso enfiar em suas cabeças a imaginação que lhes falta’.” Afinal, como escreve em um dos contos, “[q]uem já tinha visto e pensado a vida de todos os ângulos não podia ser um mero soldado […] que ainda não se tornara um verdadeiro ser humano, que ainda não vira o mundo de outra maneira senão a partir do pátio da escola de cadetes ou da caserna.”
“Homens em guerra” me lembrou muito de “O exército de cavalaria”, de Isaac Bábel. Ambos são compostos de contos; ambos se passam em um mesmo contexto histórico (se estendermos a Primeira Guerra Mundial até a Guerra Civil Russa); ambos trazem o conhecimento de causa de seus autores que tomaram parte nos conflitos; ambos denunciam a violência desmedida e os horrores da guerra. Contudo, o livro de Bábel é mais “literário” — isto é, constrói metáforas e metonímias, demonstra um apuramento intencional da linguagem, elabora personagens que costuram a sequência dos contos — enquanto o de Latzko é mais “literal”. Suas descrições das tantas facetas da guerra (todas terríveis; a guerra não tem faceta boa) são jornalísticas. Seus contos são denúncias cruas do absurdo do conflito; são, sobretudo, de uma lucidez absoluta, ainda mais se levarmos em conta que o autor não dispunha do benefício do distanciamento histórico de mais de um século com o qual contamos. É perturbador constatar, já então, a presença de temas como: o ufanismo, os interesses econômicos por trás da guerra, as desigualdades sociais manifestas no perfil dos convocados ao front, o transtorno de estresse pós-traumático, a invisibilização dos soldados feridos e traumatizados e, por fim, a desumanização dos combatentes tanto pelos poderes instituídos quanto por seus próprios pares em ambos os lados da trincheira.
Sobre a repercussão entre seus contemporâneos, Latzko (registrado por Rolland) diz: “Quando publiquei o meu livro escreviam-me: ‘Não consegui dormir por duas noites por causa dele’. E eu respondia: ‘Como assim? Depois de quatro anos deixando a guerra acontecer você esperou o meu livro para ficar perturbado?!’.” Mais de cem anos depois, até quando deveremos esperar para que todos se perturbem?
“Doentes são os surdos e os cegos, não eu! “Doentes são os embotados, cuja alma não entoa nem empatia nem a própria raiva; […]”
Intense and haunting stories during the First World War. A punch in the stomach from the Introduction (Stefan Zweig´ beautifully elaborated text) to the last page.
Os contos aqui descrevem o horror e a loucura da guerra. Mas principalmente a sensação de absurdo, de "como é possível isso estar acontecendo?". E sentimos junto com o autor, que viveu tais situações na Primeira Grande Guerra, que ele tão habilmente transmite, com metáforas expressivas e descrições de crueza apavorante. Há momentos de panfletagem pacifista, mas poucas vezes uma causa esteve em tão boas mãos - e , convenhamos, causa até hoje mais que necessária. Destaque para a obra-prima "Batismo de fogo".
https://wpbluhm.wordpress.com/2018/03... The first book I’ve read that was recommended by Haunted Bookshop owner Roger Mifflin, Men in War by Andreas Latzko is a scream of rage and unimaginable pain, a primal scream against the inhumanity that Latzko endured as a soldier of Austria-Hungary on the River Isonzo front against Italy in 1916. If I didn’t understand what men in war have been through, now I have an inkling. The book is a powerful, life-changing experience that I must force myself to read again soon.
Men in War is a novel with six chapters, more accurately described as six short stories, linked mainly by the front and by the unrelenting despair and senselessness of the situation. This is a book that should shake the reader to the core. No wonder the Hitler regime had it burned – it exposes far too much of what the war machine is all about.
“My Comrade (A Diary),” the fourth chapter, is a bomb – a rant of common sense from a man diagnosed as mentally ill because he carries the memories of the men he has seen destroyed by war and he cannot fathom the insanity that did them such harm. It’s a clear peek behind the haunted eyes of those who have seen the same: We see that such memories cannot possibly be compartmentalized or tucked away forgotten. I would guess they can only be endured a best as one can.
Latzko wrote Men in War (Menschen im Krieg) during his rehabilitation from physical and psychic injuries sustained during his service; he served on the Isonzo front during 1916, suffering malaria and then severe shock from a heavy Italian artillery barrage. After eight months in the hospital, he moved to Davos, Switzerland, for further recuperation and rehab, where he wrote the book in 1917.
This is the book that Christopher Morley, through Mifflin, says “was so damned true that the government suppressed it.” One prays Latzko got some relief by letting the words pour out of his fingers. He does a service to humanity by sharing the inhumanity he witnessed and by letting us see and feel the damage done to his heart and soul.
Uomini in guerra è forse la narrazione sulla prima Guerra mondiale che più mi ha sconvolta, un appello alla coscienza, un manifesto del valore della memoria (magistralmente riassunto nel racconto Il camerata), un monito a riflettere sul prezzo umano della guerra prima di pronunciare con troppa facilità l'auspicio di un nuovo conflitto. http://athenaenoctua2013.blogspot.it/...
Probably one of the best books I've ever read and one of my favorites relating to WWI. Latzko writes of the horrors of war, the lasting effects, and the crisis of morality and ethics many had/have returning.
Contos excepcionais com passagens belas, mensagens de cunho político, e uma escrita superior. Um livro que conseguia mostrar o seu caráter e causara efeito. A comentar sobre loucura, coragem e covardia, Latzko escrevera um livro que deveria estar presente em nós, ainda mais no tempo que estamos a viver.
Homens em Guerra é um livro profundo por conta da carga dolorosa que carrega. Foi publicado em 1917 e retrata os horrores da Primeira Guerra através de 06 contos, escritos por Andreas Latzko, frutos de experiências próprias ou de histórias ouvidas de companheiros.
Ele, que serviu como oficial do exército austro-húngaro, teve um colapso nervoso e durante sua recuperação, escreveu anonimamente. A intenção era mostrar as barbaridades que os rapazes do front passavam nos campos de batalha.
Foi considerado, na época, o único livro que contava a VERDADE. Por esse motivo foi proibido pelos países que estavam envolvidos no conflito. Mesmo assim, cópias clandestinas circularam com capas trocadas, fazendo com que soldados se identificassem com as atrocidades narradas, pois eram diversas histórias do ponto de vista deles.
Sua grande preocupação era em relação ao indivíduo, mostrando como vidas preciosas eram estupidamente desperdiçadas. Heroísmo, segundo ele, não se aplicava ao que acontecia ali, pois era uma apenas propaganda pró-guerra, criada pelos senhores da guerra, que faziam esforço para as pessoas entenderem a guerra como questão de patriotismo. Com o passar do tempo, elas perceberam que não era bem assim.
Por conta do nº de “matéria humana” que foi se perdendo, houve necessidade de convocar, além dos jovens, profissionais de diversas áreas, camponeses, para defender não só sua pátria, mas sua família. Uma questão de honra! E dessa forma as pessoas eram convencidas a estar lá. Pessoas mal treinadas que foram parar ali sem nenhuma chance de escapatória.
Livro cheio de imagens vívidas de sacrifícios involuntários, em nome de um patriotismo e uma culpa que não era deles. Homens que retornaram desfigurados, sem membros, que perderam sua sanidade. Essa obra sempre será um eterno (e necessário) lembrete da realidade da guerra e do que o homem é capaz de fazer.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Em Homens em Guerra, Andreas Latzko nos coloca de frente com seis contos baseados em experiências reais do autor quando lutou na Grande Guerra. Este não é um livro sobre heróis de batalha ou táticas militares. É um grito mudo, um manifesto que busca "obrigar as pessoas a sentir e enfiar na cabeça delas a imaginação que lhes falta" – parafraseando o próprio autor.
Latzko faz questão de escancarar o aniquilamento da natureza dos soldados que retornam destruídos – seja física, seja psicologicamente. A fim de evidenciar essa ruptura, o autor faz uso magistral da linguagem expressionista. Ele nos insere em mentes delirantes e febris que estiveram de frente a horrores que rivalizam com as mais perturbadoras obras de H.P. Lovecraft, com o agravante de que os monstros de Latzko são puramente humanos e industriais.
Essa aniquilação ontológica dos que voltaram da guerra me recorda do livro First Blood, de David Morrell. Nessa obra, Rambo, um jovem recém-saído do Vietnã, entra numa espiral de violência desencadeada pelo despreparo da sociedade em lidar com os que retornam dos horrores do combate. Aqui, Latzko nos mostra que não há como lidar com homens expostos a cenas e situações que a mente humana não foi projetada para presenciar. O capítulo "O Camarada" demonstra isso com um brilhantismo ímpar: o colapso psíquico e a loucura pós-guerra não são doenças, são as últimas trincheiras da resistência moral de um indivíduo que se recusa a aceitar o absurdo.
Homens em Guerra é uma obra de uma força tão cortante que foi censurada e queimada pouco tempo após o seu lançamento. O seu poder reside justamente em nos confrontar com a realidade incontornável das trincheiras: não há heróis, não há últimas palavras românticas. Restam apenas indivíduos reduzidos a mero "Material Humano", condenados a passar pelos maiores tormentos que o intelecto consegue suportar.
Andreas Latzko’s book took me by surprise. I purchased tangentially from Bolerium Books (on line) in San Francisco, one of my favorite haunts.
Since WWI has been a hobby of mine I saw its 1918 publication date and took a small chance.
All I can say is that this book is brilliant and a completely unexpected gem in honestly conveying the unique horrors associated with the “Great War”. Here are found individual stories and musings at times heavily opinionated by someone I later found out experienced the grotesque brutality of a war fought as if in Napoleonic times but with weapons of destruction which simply decimated unexpected human beings.
If this book were only this it would be a liberal education, especially to the class of mattoids who still hurl humanity into one glorious flag waving endeavor after another, (to the profit of the usual crew the banks, munitions companies, along with those who may benefit from the social and cultural realignments that war always brings) it would be a must read for these reasons alone.
But it is more. It is the voice of the internally socially conflicted. It is the voice of the normative values of the day that justify and glorify war, yet possessing a conscious and by experience knowing death and cruelty to others like this cannot be justified. It does not shy away from how woman of the day added to the social clamor for conflict, courage and service to an experience few knew anything about.
The book is constructed like novellas. It is excellent read and one whose message is unfortunately still not heard by vested interests in the ‘great game’.
Andreas Latzko, com a precisão de quem viveu o horror das trincheiras, entrega em Homens em Guerra um retrato feroz da destruição humana causada pelo conflito. Publicado anonimamente em 1917 e agora resgatado pela editora Carambaia, o livro reúne seis contos que desmontam qualquer ilusão de heroísmo. A apresentação de Stefan Zweig, outro intelectual que conheceu de perto os abalos da Primeira Guerra Mundial, reforça a urgência da obra.
Os contos percorrem diferentes ângulos da experiência bélica. Em A Partida, vemos o peso insuportável da despedida. Batismo de Fogo escancara o trauma do primeiro combate, desmistificando o ideal de bravura. O Vencedor ironiza o próprio conceito de triunfo, expondo a guerra como uma máquina de aniquilação. O Companheiro — um diário traz a angústia cotidiana de quem sobrevive à carnificina, enquanto A Morte de um Herói mostra que, na guerra, o verdadeiro heroísmo pode ser apenas uma ficção conveniente. Por fim, A Volta para Casa retrata um soldado que retorna não como um vencedor, mas como um espectro de si mesmo.
Latzko escreve sem concessões. Seu estilo é direto, cortante, e sua denúncia da guerra foi tão contundente que o livro foi proibido em vários países. A leitura hoje é inquietante: um lembrete de que, enquanto o culto à guerra persiste, sua tragédia continua a se repetir. Como Zweig percebeu, Latzko não apenas narra a guerra, mas revela seu impacto irreversível na alma humana. Um texto que traz um relato pungente e ao mesmo tempo poético do horror, da loucura e do absurdo do conflito.
O livro é excelente! Tratam-se de histórias curtas mostrando as várias faces da guerra. No seu lançamento tinha o objetivo de descrever para a população os horrores da guerra e que a mesma não tem nada de romântico nem patriótico. Segue uma linha bem parecida com o livro "Nada de Novo no Front", de Erick Maria Remarque, porém não com a mesma leveza destes. As histórias são mais densas, tanto no lado da violência bruta como na psicológica. O único ponto negativo seria a tradução em algumas partes. O livro trata de um tema sério, as histórias são fortes. Em um caso assim, creio que não convém utilizar a expressão "chamar o Hugo" na tradução de um momento que descrevia um oficial vomitando, para citar um exemplo.
Livro pacifista sobre a Primeira Guerra Mundial. é impressionante na descrição dos horrores desta guerra! A descrição é muito vívida pois são recordações do campo de batalha do jovem soldado austro-húngaro Andreas Latzko. Obviamente que nas páginas deste livro de contos perpassa um pouco de panfletarismo, mas num mundo devastado pela carnificina justificada por um patriotismo doentio, alguém tinha que expor outro ponto de vista. Esse pacifismo fez com que a obra fosse proibida por muito tempo em vários países. Muito bem escrito, esses horrores são mais tristes ainda pois a Europa já está em guerra de novo! A mensagem de paz não perdura no coração empedernido dos ricos e poderosos...
An incredible story of the individual brutality and horror of war; its sensless sadness and cruelty. Of those who go learn its uselessness and the cruelty of those who celebrate their departure not their return. Masterful !!
"Uomini in guerra", con una nuova traduzione dal tedesco, era un romanzo ormai introvabile da molto tempo. Pubblicato nel 1917, costò caro all'autore e divenne presto un successo internazionale tradotto in 19 lingue sebbene le nazioni coinvolte nella guerra facessero di tutto per bloccarne la diffusione e bandirlo. Il suo autore, lo scrittore e giornalista ungherese Andreas Latzko (1876-1943), combatte nel 1915-1916 come ufficiale dell'esercito austro-ungarico sul fronte italiano e viene gravemente ferito. Mandato al fronte sul fiume Isonzo si ammala di malaria e subisce forti attacchi; da quest'esperienza nasce "Uomini in guerra" pubblicato in Germania e poi tradotto in una ventina di lingue.
Forse il primo romanzo di denuncia sugli orrori del conflitto, che mette a nudo la verità della guerra. Il libro è un'opera costituita da sei racconti, in cui la crudeltà e l'assurdità della guerra è narrata attraverso la sofferenza fisica e psicologica dei personaggi. Sei storie durissime, il cui comune denominatore è il verificarsi di un evento rivelatore che fa scattare nella mente dei protagonisti una presa di coscienza. Un atto di denuncia in sei episodi scritto da Andreas Latzko, ufficiale dell'esercito austroungarico proprio durante la Grande Guerra.
Non tutti i racconti sono di alto livello, decisamente alcuni sono meglio di altri. Complice comunque una scrittura che risulta "datata" per i nostri occhi, molto roboante, pregna di patriottismo, di valori che suonano veramente fuori dagli spartiti moderni per il lettore di oggi (e ancor più utili per capire il pensiero dell'epoca). I più belli e coinvolgenti sono stati sicuramente: "Il camerata", "Il battesimo del fuco", "Il ritorno in patria", il peggiore "Il vincitore", veramente poco accattivante e noioso.
Sicuramente i migliori sono quelli dove le emozioni del soldato davanti alle atrocità della guerra vengono poste in primo piano: vacillano, vengono sconvolte da ciò che le circondano, finiscono preda di pazzie. Non mi stupisco di come questo libro sia stato messo alla berlina ai tempi della prima guerra mondiale, dove venivano mandati al macello come tanti buoi uomini che erano contadini, manovali, piccoli bottegai, infarciti di toni patriottici e del tutto alla mercé dei signori della guerra che per lo più non vedevano neanche una trincea se non disegnata su una carta geografica.
Non siamo davanti ad un capolavoro come "Niente di nuovo sul fronte occidentale", il miglior libro sulla prima guerra mondiale che ho letto, ma questi racconti aggiungono sicuramente un tassello in più per capire veramente quella che fu una delle più grandi tragedie dell'uomo con oltre 70 milioni di uomini mobilitati in tutto il mondo (60 milioni solo in Europa) di cui oltre 9 milioni caddero sui campi di battaglia e circa 7 milioni di vittime civili, non solo per i diretti effetti delle operazioni di guerra ma anche per le conseguenti carestie ed epidemie.
ein schonungslos ehrlicher blick aus dem schützengraben an der front in den schützengraben der gesellschaft. aus mehreren perspektiven wird in sechs kapiteln die grausame brutalität des ersten weltkrieges erzählt, die zunehmend zur groteske wird. wertvoll an diesem text ist nicht nur die perspektive, die zwischen einfachen soldaten, verwundeten, offizieren und dem kaiser als oberbefehlshaber wechselt und damit eine gesamtdarstellung des krieges liefert, sondern auch der reflektorische stil des autors, der dadurch ein zeitloses manifest gegen die sinnlosigkeit des krieges schafft, die im letzten kapitel "heimkehr" ihren traurigen höhepunkt findet. prädikat: pflichtlektüre!
O livro é uma leitura pungente, crua, mas possui uma delicadeza em retratar os vários aspectos que a guerra causa em um indivíduo e em sociedade através dos seis contos.