Um relato sobre o júri mais aguardado nos últimos tempos, em que a prova foi a testemunha. Um impressionante embate entre Defesa e Acusação, uma narrativa contundente, explica sobre o caso Nardoni, em que se vê a luta pela resolução de um crime.
Minha mãe sempre falava desse livro, que ela (mesmo não sendo uma leitora tão ávida) leu em 2 dias. E dito e feito. Que livro íncrivel!!!. Ele narra os 5 dias de julgamento dos acusados do homicídio da Isabella Nardoni. Ilana Casoy narra de uma forma tão fluída e que realmente me senti no júri. Além disso, ver os peritos, legistas e delegada dando o depoimento nos revela a tese da autora: de que a melhores testemunhas são as provas, de como é irrefutável um bom trabalho científico e pericial. Casoy conseguiu me deixar apreensivo com o final, mesmo já sabendo. Leitura sensacional.
Li aqui nas resenhas que muitos acharam Ilana imparcial na narrativa. Não tive essa impressão na época em que li o livro (cinco anos atrás) ou talvez não tivesse a maturidade para perceber, cega que eu estava pela covardia que foi esse crime. O fato é que acredito que todos réus devem ter direito a uma defesa justa (defesa essa que em casos midiáticos como esse fica minada), caso contrário viveríamos uma barbárie do tipo olho por olho e dente por dente, mas não consigo acreditar que exista quem genuinamente ache que o casal não é culpado. Podval, o criminalista que estava à frente da defesa na época do julgamento, declarou recentemente - em documentário da Netflix - acreditar na inocência do casal. Me custa acreditar que um homem experiente e respeitado como ele é realmente ache isso. Nesse mesmo documentário, que também conta com a participação de Ilana, há menção a uma suposta conversa ocorrida entre a avó de Isabella e o pai da madrastra, na qual o pai confidencia à avó que seria da vontade de Jatobá confessar, o que ela foi impedida de fazer pelos Nardoni (o motivo para tal proibição é abordado no documentário e me pareceu bem plausível). Concordo que a perícia não foi impecável, contudo não me parece que foi elemento imprescindível para a condenação e nem que houve erro deliberado e grosseiro, como aconteceu na Itália com o caso de Amanda Knox.
Diferentemente do livro da mesma autora sobre o caso Richthofen, este tem uma narrativa extremamente irritante. A autora parece estar deslumbrada com o convite do Ministério Público para acompanhar o julgamento (o que se verifica já no prefácio, em que o promotor do caso se declara amigo íntimo), com a presença e proximidade da Glória Perez, com o circo midiático.
A narrativa é parcial não com base nas provas, mas nesse deslumbramento da autora, que faz parecer que o promotor é genial, a polícia é infalível, e os advogados dos réus são cruéis, maliciosos, grosseiros e incompetentes.
Procura desfazer todas as alegações e questionamentos da defesa, e inflar as falas da promotoria e da polícia. Parece uma líder de torcida do promotor do caso. Isso deixa a leitura bem enfadonha e irritante.
Um livro fraco, quando comparado a outras obras de Casoy. A escrita pareceu corrida e até meio atrapalhada. O fato de não existir imparcialidade ou conter trechos levemente desnecessários (a presença de Glória Perez, por exemplo) pode incomodar um pouco, mas nada que comprometa a leitura.
Mesmo sabendo de toda a história e como ela termina, Ilana narra o julgamento de um caso que deixou o Brasil inteiro dividido. Quase como Capote, A sangue frio, podemos acompanhar o raciocínio do crime através da história de vida dos criminosos. Claro que nada justifica o fato, assim como A sangue frio, Ilana só quer nos mostrar o que uma família desestruturada aliada a maternidade e a um relacionamento impulsivo pode provocar.
Escrito por uma consagrada criminologa, Ilana Casoy, traz o relato do julgamento do casal Nardoni, condenados pelo assassinato da filha do acusado. Um crime que chocou a todos na época, tem seu julgamento e reconstituição narrados pela autora. Leitura breve e que prende o leitor do início ao fim.
Ilana Casoy como sempre escrevendo um excelente livro. Apesar de ser pequeno é bem cansativo por ter muitos termos jurídicos, mas ele dá a sensação de estar presente no julgamento desse crime tão hediondo. Recomendo a leitura.
Livro que faz você se sentir dentro de um julgamento, como se fosse um filme muito bem feito. Pra quem gosta do assunto, este livro sobre o julgamento Nardoni é obrigatório.