Oli e Sev vivem em lados opostos do deserto. Eles não se conhecem, e até hoje só conversaram pelos sinais de luz que trocam na calada da noite. A regra que rege suas vidas é muito o deserto é proibido . Mas quando a permanência da espécie humana no planeta fica em risco, eles terão de escolher entre esperar pelo fim iminente ou ir contra as convicções de todos que conhecem para desbravar os segredos da planície desolada.
Do autor de "A estrada infinita", "Bisão-nascente" é um conto sobre amizades improváveis e a importância de desafiar as crenças que nos são passadas através das gerações.
Produtor editorial de formação, Denys Schmitt vive imerso nas histórias que escreve, lê ou assiste. Entre as suas publicações estão a novela "A estrada infinita" (2021), os contos "Bisão-nascente" e "Cavalo-cometa" (Fissura, 2025), e o romance "Eu sei que vou te ver amanhã" (Fissura, 2025). Além da escrita, trabalha com design gráfico e criação de conteúdo, sempre com um copo de café ou uma cuia de chimarrão ao seu alcance. Vive em Santa Maria, Rio Grande do Sul, cidade que frequentemente é cenário das suas histórias. Pode ser encontrado nas redes sociais pelo arroba @denysschmitt.
Há obras, não importa que sejam infanto-juvenil ou voltadas para o público adulto, que me deixam sem palavras. É o caso de Bisão-nascente de Denys Schmitt, esse rapaz gaúcho que nasceu para encantar com a sua escrita! Quem já leu o seu livro anterior, A estrada infinita, sabe muito bem do que falo.
Dois meninos de lados opostos de um pequeno planeta ficam interessados em descobrir o que há ali no meio do deserto que separa as duas partes. Uma, sem muito desenvolvimento, o suficiente para se ter uma vida; a outra, uma sociedade tecnológica, que se prepara para deixar o planeta, que parece estar a morrer um pouco mais a cada dia.
É na intrepidez desses dois meninos, que não se conformam com as respostas usuais dos adultos aos problemas do planeta, que pode surgir uma forma de salvação do todo.
Essa pequena fábula é mágica, e tão bem escrita! Schmitt sabe narrar como poucos, cativa sem ser piegas, informa sem ser uma wikipedia, toca-nos e nos faz pensar no complexo que é a vida, mas que há soluções possíveis, e que em geral, essas soluções passam por pararmos de fixarmo-nos em nossos egos e pensar no outro, não somente o outro ser humano, mas todo o complexo que é um planeta, nossa casa, única casa.
Esse é daqueles livros pequenos, mas que alcançam dimensões. Um milhão de estrelas ainda são poucas. Parabéns, Denys. E mesmo assim, o que aqui escrevi é pouco para dar conta do que esse livro me trouxe!
Com uma narrativa fluída e bastante visual, Denys Schmitt nos apresenta a Oli e Sev, dois garotos que vivem em lados opostos do planeta Hagno. Com a permanência da espécie humana no planeta em risco, e contrariando o que foram ensinados a vida inteira — ficar longe do deserto —, os garotos decidem explorar a área desolada que separa o mundo deles. É admirável como mesmo em poucas páginas o autor consegue criar um mundo bastante interessante, com uma ambientação maravilhosa, uma mitologia/história peculiar e um cenário sócio-político que é bem explorando ao longo da trama — especialmente em questões referentes à relação do ser humano com o meio-ambiente. Além disso, os personagens também são muito cativantes e é uma delícia acompanhar a jornada deles. No mais, torcendo para que o Denys escreva um spin-off de uma personagem secundária que é super interessante! Enfim, super indico esse conto, é incrível
Eu já estava de olho nesse livro a um bom tempo, aproveitei o evento para pegar e logo li.
Amei o planeta que foi criado e a dinâmica dele. Foi muito bom a mensagem que o autor quis passar sobre desmatamento e como é importante preservar o local onde vivemos. Tiveram trechos em que Denys hablou mesmo. Também gostei demais dos personagens.
Só achei que poderia desenvolver mais alguns elementos, mas aí é uma coisa minha com contos/livros curtos, sempre quero mais.
adorei o jeito que o denys escolheu pra contar essa história. pra quem curte ficção científica e histórias com esperança — mesmo com a humanidade acabando com tudo —, autômatos e animais fofos, essa aqui é imperdível.
“bisão nascente” é daqueles contos que aquecem o coração e até fazem a gente acreditar que o futuro tenha jeito (mesmo que alguns planetas sejam destruídos pelo caminho).
A minha primeira leitura do ano não decepcionou! Uma fábula incrível sobre um planeta chamado Harno e sua relação mística com a o Bisão-Nascente e as formas de vida que vivem no planeta. Eu amei demais a história, a construção de mundo e a lição que o Denys deixou. É uma leitura rápida, calorosa e extremamente necessária! Amei
Denys consegue fazer você se apaixonar pelo Sev/Oliv em poucas palavras e faz você se importar com um planeta de forma tão rápida quanto. Anotem esse nome, Denys tem o talento pra ser um dos grandes nomes da literatura infanto-juvenil. Sério, ele escreve crianças como ninguém.
Um quê de Rick Riordan, nos personagens jovens tão profundos e Ruth Rocha, na delicadeza da história.
Curtinha, a história do Oli e do Sev vai se abrindo pouco a pouco até virar algo bem maior do que eu imaginava nas primeiras páginas, com um escopo fantástico que cativa e faz pensar.
Sou fã confesso do autor. Depois da novela "A Estrada Infinita", agora o Denys leva os leitores para o espaço e um mundo verdadeiramente fantástico. Novamente focando na amizade entre dois personagens, vemos quão bem o autor trabalha relações entre pessoas e, em especial, primeiros contatos. É inevitável se afeiçoar aos dois meninos de oito anos que acompanhamos.
Um de cada lado do deserto, eles se comunicam através de código morse com lanternas, marcando um encontro no meio das areias - um encontro que nasce da dúvida que nutrem sobre se realmente o lugar é perigoso como seus pais dizem. Afinal, o que eles encontram é muito mais dramático do que qualquer um poderia imaginar, e muito entra em jogo a partir desse primeiro encontro ingênuo.
É sinal de que a história é boa quando ficamos com aquele gostinho de "quero mais". Fiquei imaginando como começaram as conversas entre Oli e Sev; como eles definiram uma linguagem para se comunicar e, é claro, o que aconteceu depois do final da história. Fiquei bem surpreso com o avanço dela - e, é verdade, ela poderia ser um pouco mais longa para abarcar tudo o que se propõe, mas é justamente a concisão dela que a torna surpreendentemente mais fofa.
"Bisão-nascente" é sinônimo de um planeta ao mesmo tempo desértico e aconchegante, de amizades improváveis e destinos entrelaçados. Com certeza foi uma leitura das mais agradáveis, para se sentir aquele quentinho no coração ao chegar à última página.
nossa que delicinha de leitura. a narrativa é tão fluída e leve, Oli e Sev uns queridos preciosos. O universo é bem descrito e.... não sei o que falar mais, mas de um jeito bom! É tão singelo e lindinho de forma natural que terminei, soltei um awn e fiquei mente vazia.
De verdade, super bem escrito e uma leitura rápida, leve e com personagens interessantes.
Uma história muito bonita e com a escrita suave e fluida. Gostei bastante que, apesar de otimista, o final não é resolvido magicamente. A final otimista não é resolver tudo: é ter uma chance.
uma história muito querida sobre como ir embora é fácil, largar de mão é fácil, mas ter esperança e lutar pelo que se acredita é extremamente difícil e requer coragem. um belíssimo achado que resgatei do exploda seu kindle do ano passado, te amo ficção científica te amo