Um escritor de livros de western, que atravessa uma fase difícil, recebe a proposta de ficar dentro de um hotel luxuoso, do qual, por contrato, não poderá sair durante três meses. A ideia é fazer dessa história um filme que falará de um escritor que se lança em um projeto de escrever um roteiro cinematográfico. Seu processo criativo, suas dificuldades e sua dor. A dor da criação. A partir desta premissa quase absurda, Mutarelli constrói uma crítica ácida ao mercado editorial e, sobretudo, ao cinema. Ele revela de maneira irônica e engraçada, as fraquezas, mesquinharias e ambições mal disfarçadas de uma atividade que mescla arte e dinheiro como nenhuma outra.
Divertido e louco, como todo livro de Mutarelli. Pontuado ao mesmo por questões existenciais e por situações beirando o absurdo, está é uma leitura rápida. Não satisfaz tanto como outros títulos de Mutarelli, mas mesmo assim vale a pena.
A história descreve uma dor de criação encomendada a um autor de westerns baratos que se encontra enclausurado em um hotel até o término do trabalho. Cenas de encontros com personagens fictícios (o caubói Jesus Kid sendo um deles) se intercalam com encontros e fantasias. De fazer dar risadas a voz alta.
Seguindo em meu objetivo de consumir tudo o que for possível de Lourenço Mutarelli em quadrinhos e literatura, termino a leitura de seu terceiro romance percebendo um padrão particular meu: até o momento, nunca levei mais do que 3 dias para terminar a leitura de seus livros, tamanha a empolgação que sua escrita me proporciona. "Jesus Kid" , tal qual "O Cheiro do Ralo" e "O Natimorto", é um livro diferente de tudo que já li, mas que tem o estilo inigualável do autor, mesclando momentos cômicos, trágicos, nojentos, absurdos, em um enredo fascinante, mas difícil de descrever.
Agora, ao ler isso aqui não tenho mais desculpas para não ler mais do Mutarelli. Mesmo assim ainda estou hesitante quanto as suas empreitadas cinematográficas. Apesar da sua primeira adaptação com o Dhalia ter sido ótima.
É uma história que não é como ela é, mas como querem que seja. Histórias não tão profundas quanto os próprios gargantas, mas histórias que entretenham e divirtam comedores de pipocas em sala de projeção. Dando forma e movimento às palavras, elas se convertem em ação, sangue e sexo.
É um livro bem divertido e fácil de ler, tem todos os traços do Mutarelli que esperamos. Realmente parece um roteiro de TV, porém as recomendações dele são muito efusivos, acabaram jogando a expectativa mais alto do que deveriam.
Muito diferente das minhas usuais leituras, interessante e com boas camadas para discussão. Mesmo não sendo meu estilo favorito, vi piscadas de Veríssimo, o que pra mim é o maior elogio.