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Cenas de Nova York & outras histórias

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O vagabundo americano tem enfrentado uma barra pesada para vagabundear atualmente devido ao aumento da vigilância policial nas autoestradas, entroncamentos ferroviários, praias, margens de rios, aterros e os mil e um esconderijos escusos da noite industrial. (...) Eu próprio fui um vagabundo, mas só até certo ponto, como se vê, porque sabia que algum dia meus esforços literários seriam recompensados com a proteção social – não fui um vagabundo autêntico, sem esperanças, exceto aquela eterna esperança secreta que se adquire dormindo em vagões vazios que atravessam o vale de Salinas sob o sol quente de janeiro.

Este é um trecho de “O vagabundo americano em extinção”, que, juntamente com as crônicas de viagem “Cenas de Nova York” e “Sozinho no topo da montanha”, o poema “Rimbaud” e uma apresentação de Kerouac por ele mesmo, completa este volume marcadamente pessoal do escritor e poeta que personificou a alma beat.

64 pages, Unknown Binding

First published January 1, 1960

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About the author

Jack Kerouac

405 books11.9k followers
Jean-Louis Lebris de Kérouac, known as Jack Kerouac, was an American novelist and poet who, alongside William S. Burroughs and Allen Ginsberg, was a pioneer of the Beat Generation.

Of French-Canadian ancestry, Kerouac was raised in a French-speaking home in Lowell, Massachusetts. He "learned English at age six and spoke with a marked accent into his late teens." During World War II, he served in the United States Merchant Marine; he completed his first novel at the time, which was published more than 40 years after his death. His first published book was The Town and the City (1950), and he achieved widespread fame and notoriety with his second, On the Road, in 1957. It made him a beat icon, and he went on to publish 12 more novels and numerous poetry volumes.
Kerouac is recognized for his style of stream of consciousness spontaneous prose. Thematically, his work covers topics such as his Catholic spirituality, jazz, travel, promiscuity, life in New York City, Buddhism, drugs, and poverty. He became an underground celebrity and, with other Beats, a progenitor of the hippie movement, although he remained antagonistic toward some of its politically radical elements. He has a lasting legacy, greatly influencing many of the cultural icons of the 1960s, including Bob Dylan, The Beatles, Jerry Garcia and The Doors.
In 1969, at the age of 47, Kerouac died from an abdominal hemorrhage caused by a lifetime of heavy drinking. Since then, his literary prestige has grown, and several previously unseen works have been published.

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3 (2%)
Displaying 1 - 9 of 9 reviews
Profile Image for Maria Fernanda  Gonzalez.
67 reviews10 followers
July 31, 2013
Comecei a ler esse livro porque estava empacada na leitura de três livros gigantescos ("Da Monarquia à República", "To The Lighthouse" e "The Sisters" - embora "Lighthouse" nem seja tão gigantesco assim, eu recém tinha começado, mas enfim) e precisava fazer um tempinho antes de uma consulta. Ele é basicamente uma coletânea de pequenos textos soltos do Kerouac ("New York Scenes", "Alone in a Mountaintop", "The Vanishing American Hobo" e "Rimbaud") vendidos a um preço módico - o original é R$5,00, mas eu consegui uma oferta e paguei apenas R$1,50, o que chega a ser ridículo para um livro do nível do Kerouac.

O livro começa com uma pequena apresentação do autor feita por ele mesmo. Aparentemente, parece que Kerouac está preenchendo uma ficha, o que é meio chato de ler, mas daí ele começa a pirar nas respostas - divagando, por exemplo, sobre a origem de seu sobrenome - e fica bem divertido. (Vocês sabiam que tem um antepassado nobre, o barão bretão Alexandre Louis Lebris de Kerouac?).

"Cenas de Nova York" é realmente o que o título diz - pequenas descrições rápidas de instantes na cidade. Como era de se esperar em Kerouac, ele consegue lhe transportar para dentro daquilo que está narrando - na cena do bar, com a qual ele começa esse capítulo, você praticamente pode ver a fumaça do cigarro e sentir o cheiro da bebida. Além disso, é bem interessante para quem gosta do autor saber um pouco mais sobre ele, porque aqui ele descreve o que fazia em Nova York na época, chegando até mesmo a narrar o que seria sua noitada típica com os amigos.

Da Nova York "louca e desvairada", o livro corta, quase como um filme, para a Cordilheira das Cascatas, onde Kerouac se candidata a um emprego como vigia de incêndios. Basicamente, ele se isola lá, no meio da natureza, por três meses, numa vibe Into The Wild. Para uma experiência transcendental, sugiro ler esse capítulo ao som de Bob Dylan (em sua fase mais folk).

O último texto do livro é sobre a extinção do vagabundo americano. Kerouac explica porque aquela figura andarilha comum em seus livros já não pode mais existir na sociedade americana do pós-guerra. O foco é o "vagabundo", mas você não consegue deixar de notar a crítica ao "american way of life" que tomou conta dos Estados Unidos no pós-Guerra (pense em gramados perfeitos de subúrbio e coca-cola), que transformou esses andarilhos em simples mendigos, completamente marginalizados pela sociedade. Depois disso, temos um poema, "Rimbaud", mas não vou comentar a respeito, porque não curto muito poesia e não quero falar bobagem.

Enfim, leia porque: faz uma ode à Nova York dos anos 40/50, mas não aquela NY mainstream, e sim aquela NY dos (para citar um famoso trecho de On The Road) "loucos, loucos pra viver, loucos para falar, loucos para serem salvas, desejosos de tudo ao mesmo tempo,que nunca bocejam ou dizem uma coisa corriqueira". Faz uma ode à introspecção e ao auto-conhecimento, mas sem se desconectar da vida em sociedade. É curtinho, rápido e fácil de ler, e baratinho.

Evite se: você não curte longas descrições.
Profile Image for Mari Pacheco.
509 reviews30 followers
September 17, 2017
"Nenhum homem deveria passar pela vida sem a experimentar pelo menos uma vez a saudável e até aborrecida solidão em um lugar selvagem, dependendo exclusivamente de si mesmo e, com isso, aprendendo a descobrir sua verdadeira força oculta."

A leitura vale muito a pena, especialmente pelos três primeiros contos, que são um resumo do que a escrita de Kerouac tem de melhor.
Claro que, sendo Kerouac, o leitor deve esperar alguns trechos que saem completamente da tangente, o que sempre me impede de curtir plenamente a leitura. Ainda sim, recomendo! Só desconsiderem plenamente o "poema" no final, que é francamente horrível.
Profile Image for Sofia.
31 reviews
August 4, 2026
Queria ter lido em inglês, acho que a tradução deve ter sido muito trabalhosa mas perdeu parte da essência
Displaying 1 - 9 of 9 reviews