Karen Blixen-Finecke dán bárónő rendkívüli életét és egyéniségét Sydney Pollack Távol Afrikától című, hét Oscar-díjat elnyert filmjéből ismerheti a magyar közönség. A Babette lakomájá-ból Gabriel Axel forgatott ugyancsak Oscar-díjas filmet. A halhatatlan történet egzotikus helyszínre, a XIX. századi Kínába kalauzolja el az olvasót, szereplői különböző okokból hazájuktól távol élő európaiak. A színes cselekmény mögött érdekes gondolatkísérlet rejtőzik: vajon meg lehet-e fordítani a világ menetét, és megtörténtté tenni egy mítoszt? Létezik-e olyan vagyon a világon, amely jogosan kelti tulajdonosában a mindenhatóság érzését? Karen Blixen univerzumában a történet mágikus erővel rendelkezik. Mintha a világ valamiféle rend, előre megírt „történet” szerint működne, melyet az ember ugyan nem változtathat meg, mégis fontos feladata van benne: az, hogy a saját helyét, rendeltetését megtalálja, és azon belül beteljesítse magát.
Baroness Karen von Blixen-Finecke (Danish: [kʰɑːɑn ˈb̥leɡ̊sn̩]), born Karen Christentze Dinesen, was a Danish author, also known by the pen name Isak Dinesen, who wrote works in Danish, French and English. She also at times used the pen names Tania Blixen, Osceola, and Pierre Andrézel.
Blixen is best known for Out of Africa, an account of her life while living in Kenya, and for one of her stories, "Babette's Feast," both of which have been adapted into Academy Award-winning motion pictures. She is also noted for her Seven Gothic Tales, particularly in Denmark.
E o homem de pés para a cova que se atrevia a fazer real uma história imaginada, não somava nada à outra loucura, já de si enorme, a incansável trabalheira que perseguia apenas objectivos de lucro. Mas Elishama tomara sempre partido dos solitários contra o grupo. Qualquer que fosse a loucura de um homem, o mundo mostrava sempre uma loucura maior e pior do que a dele, e também mais desesperada.
Tal como a história que circula entre os marinheiros, imortal é a história dos homens poderosos e arrogantes como o Sr. Clay, inimigos da imaginação e da esperança daqueles que mais nada possuem.
Podem estar certos de que acontece o mesmo a todos os fantoches que vão parar a mãos fortes! Acontece o mesmo a todos os fantoches pobres na mão dos ricos; aos imbecis que caem nas mãos de inteligentes As mãos puxam cordéis, e os fantoches dançam ou caem inanimados.
O Sr. Clay é um comerciante riquíssimo e doente, que nas noites de insónia gosta que o seu empregado Elishama lhe leia os livros de contas e, quando esses acabam e surge a possibilidade de Elishama lhe ler livros de histórias, ele insurge-se e elabora um plano digno da sua prepotência.
Pois se a história nunca se deu, hei-de fazê-la dar-se. Não gosto de fantasias que a imaginação constrói, como aliás de profecias. Não é saudável nem moral andarmos entretidos com coisas falhas de realidade.
Na sua soberba arrasta para esta maquinação um marinheiro dinamarquês e a bela Virginie com quem, sem se lembrar, já se cruzou há muito tempo.
Porque a mulher lhe recordava um pássaro. Se a comparava mentalmente com as outras mulheres de Cantão, lembrava-se de um faisão-dourado ou pavão de passeio nos jardins de um ricaço. Mais alta, mais nobre de atitudes, superior na majestade; de brilhante plumagem que a fazia inadequada à capoeira doméstica.
Uma história tão pequena e tão sinuosa merecia um final menos dúbio e mais catártico, mas é realmente só o que tenho a apontar de negativo a esta envolvente “História Imortal”.
Tal como o Sr. Clay, Elishama não sentia vontade de ter mais amigos. Amigos, para ele, eram pessoas votadas ao sofrimento e à morte; a palavra “amigo” transformara-se, desde há muito, em sinónimo de separação e perda.
No filme Africa Minha, inspirado no livro homónimo de Karen Blixen há uma cena em que a protagonista finaliza o jantar a contar uma história inventada no momento. Não me lembro se este pormenor faz ou não parte do livro. A história vai-se desenrolando pela noite fora e os convidados, despertos e curiosos, ouvem com enlevo enquanto se esvazia o brandy e as velas ardem até ao coto.
Foi com o mesmo encantamento que li esta outra história da autora. O final um pouco abrupto subtraiu-lhe uma estrela.
Zamanında bir kitabından filmleştirilen Out of Africa ile dünya çapında da üne kavuşan gizemli ve de egzotik Danimarkalı yazar Karen Blixen’in bu kitabı biraz masalsı, biraz varoluşsal dertler içeren biri uzun üç öykünden oluşuyor. Okurken keyif verebilen, düşündürebilen ama bu zengin edebiyat aleminde okunmasa da olur dedirten bir kitap. Fatih Özgüven’in çevirisi ve kitabın sonuna koyduğu yazar hakkındaki yazısı iyi.
Este conto escrito por Karen Blixen , Aka Isak Dinesen, leva-nos até Cantão, no séc. XIX . Os personagens são descritos com realismo, mas a escritora fá-los protagonistas de uma história fantástica, totalmente mágica. A simplicidade da mesma é aparente. A leitura requer uma atenção redobrada para não se perder o sentido metafórico de algumas passagens e não se passar ao largo de pistas que são importantes para a compreensão do significado implícito.
As personagens principais são o velho Mr Clay, um riquíssimo negociante de chá ; o judeu polaco Elishama, sobrevivente do holocausto; a sonhadora e bondosa Virginie, que se imagina a percorrer os vastos e amplos salões de baile das Tulherias; e o enorme (intimidante como um urso) mas delicado marinheiro Povl. ( um judeu, uma Virginie, um homem com aspeto primitivo, um velho omnipotente...)
O velho e solitário Mr Clay pega numa história que corre nos navios , inventada pelos próprios marinheiros e empenha-se em torná-la realidade, "materializando assim uma fantasia". Elishama tem a tarefa de arranjar uma jovem mulher , já que do par masculino se ocupará o próprio Mr Clay. É por isso que Virginie e Povl entram nesta história. Os dois desconhecidos passarão uma noite juntos e assim a fortuna de Mr Clay terá um herdeiro.
Mr Clay diz ao casal antes de ficarem a sós : -" na realidade , sois duas fortes e sadias marionetas nestas minhas mãos decrépitas." -"depois de eu sair (...) quando estiverdes sozinhos e pensardes que estais a seguir a seguir unicamente os ditames do vosso sangue, não estareis a fazer nada , rigorosamente nada, exceto o que a minha vontade determinou. Obedecereis ao argumento da minha história" ... E ao sair do quarto, " com um ar muito digno , voltou as costas aos pequenos atores no palco da sua omnipotência "
Entretanto Pavl e Virginie cumprem a sua obrigação... uma , duas, três e mais vezes e, de madrugada, confessam o que sentem um pelo outro: é puro amor, fugindo ao argumento previamente traçado por Mr Clay... ( Aqui chegados , é impossível não estabelecer as devidas ligações.)
É o amor a nossa história imortal, o sentimento maior que permite que a humanidade se perpetue.
Quando o casal se separa o marinheiro deixa à sua amada um búzio, que Elishama leva ao ouvido. O búzio traz-lhe sons de ondas ao longe. E ele ouve uma " nova voz na casa e na história" ... A casa terá então uma criança...haverá sempre um futuro , a imortalidade, enquanto houver crianças. A história é a que acabámos de ler e também a história do próprio Homem...
Karen Blixen presenteia o leitor com um texto riquíssimo, pois ele diz muito mais do que aquilo que lemos à superfície, foi por isso que assim que cheguei ao fim , voltei a lê-lo.
Este é um conto-mais-que-perfeito de Karen Blixen!
"História imortal" tráz-nos a história de Mr Clay, um idoso inglês extremamente rico que vive em Cantão nos século XIX. Este decide, com o seu dinheiro, transformar em realidade uma história que os marinheiros imaginam há muitos anos. É um livro pequeno, com 85 páginas, e brinda-nos com a belíssima escrita da grande contadora.de histórias que é Karen Blixen. O único e significativo defeito deste pequeno livro é que é uma história inacabada. O livro chega ao fim, mas a história não...
Reading because I saw the film of the story made by Orson Welles and wanted to clear up a few points that were left vague in the film.
Welles was a huge fan of Dinesen and at one point traveled to Copenhagen to meet her. However, at that point the audacious Welles, he who had created War of the Worlds, Citizen Kane, and The Magnificent Ambersons, became a total fanboy and was unable to actually seek her out. He spent three days in a hotel room writing her a long letter of introduction, but in the end gave up and never met her.
Turns out the film is quite faithful to the story, but adds on an implied scene for Welles at the end as well as a dubious decision on the part of the sailor character.
Superb 80 page tale (long short-story? mini-novella?) of a rich old man who hears an apocryphal sailor's story and decides to try to make it happen for real.Beautifully told in a light, mainly allegorical/fairy-tale style, but with under-currents on several levels. Maybe too many levels(?) as it felt a little un-focused, so slightly marking down to 4.5 stars and rounding down - leaving room to mark it up to 5 when I re-read it and "get" all the things Dinesen is doing here.
This was one of the best stories I've ever read. A profound combination of imagination and narrative structure. The style and the story being told are so in harmony, just like a dreamy literary space. Touching, not only by how it made me feel, but also with its supreme intelligence.
De una tirada. Maco, simple (i això es bò) i concret. No massa emocional, en el sentit, conduït per un impuls de narrar molt racional, que el fa d’un estil que feia molt que no llegia. Gràcies a qui me l’ha regalat. M’ha tornat les ganes de llegir novel•la molt fort, per una novel•la que va de les històries. No pots fer números del reves i pretendre que et donin els comptes. Les històries son històries, pot no ser malèvol portalos a la realitat? Els somnis son històries que portem a la realitat. La manera com afectem el destí sempre serà impredecible. Part de Anecdotes of destiny.
Historien blev først skrevet på engelsk og næste gang jeg læser den, skal det være på engelsk. Den minder mig om hvordan Karen Blixen også godt kunne lide at manipulere med folk, sådan som Mr. Clay gjorde det.
Una narració sobre contes en forma de contes. Dinesen té una forma d'escriure molt peculiar, semblant a les fàbules. És fàcil de llegir i resulta curiosa la premisa d'inici, tot i que de vegades resulta una mica inversemblant.
Good introduction to Karen's writing. Solid built characters: no very complex but no ambiguity; nice cadence, even tho sometimes it seemed kinda rushed. (sorry, too sick to provide propper review).