O Projeto "Brasil: Nunca Mais", desenvolvido por Dom Paulo Evaristo Arns, Pastor Jaime Wright e equipe, foi realizado clandestinamente entre 1979 e 1985 (período final da ditadura militar), gerando uma importante documentação sobre a história de nosso país.
Sistematizou informações de mais de 1.000.000 de páginas de 707 processos do Superior Tribunal Militar (STM), revelando a extensão da repressão política no Brasil no período de 1961 a 1979. Atualmente constituí-se no fundo mais pesquisado do Arquivo Edgard Leuenrouth na UNICAMP em Campinas.
O resumo desta pesquisa está neste livro. Um relato doloroso da repressão e tortura que se abateram sobre o Brasil.
Livro de ler e ficar dodói da cabeça. Que trabalho fenomenal que fizeram, de catalogar, organizar e divulgar isso tudo. Quase que no calor do momento, ainda que nos estertores da ditadura. O livro em si tem uma síntese muito boa (especialmente pra época em que foi feito).
A outra parte importante, os relatos, é a parte mais doída. Coisa de querer vomitar, de sair pelado na rua e bater em alguém. É bizarro como a sordidez humana nos rebaixa, porque a todo momento eu só queria fazer o mesmo com os torturadores, como vingança. E não falo isso como que colocando em dúvida a óbvia superioridade moral que qualquer um teria frente a essa escória da humanidade. É uma injustiça, uma violência tão escrota que só dá vontade de devolver.
Enfim, leitura necessária. Vontade de jogar o volume na cara de algumas pessoas. "toma, vira gente"
Essa será a única minha única resenha sóbria e seria sobre esse livro. Temos à mão um documento sobre o horror da ditadura brasileira e as pessoas que morreram para garantir nossa democracia devem ser lembradas e respeitadas.
" Naquela prédica, o padre Hélio teria afirmado queo Brasil nunca foi independente, porque teria saído do domínio português para cair no domínio norte-americano, afirmando também que o governo era o responsável pela miséria reinante."
O BNM é um projeto que tem o objetivo de provar e mostrar o que era feito no período da Ditatura no Brasil, através de documentos e depoimentos oficiais registrados pela Polícia no período. É um livro chocante, que o tempo todo me deixou pensativa sobre a política da época, o reflexo nos dias de hoje e as barbaridades atuais do governo. O livro é organizado por um Cardeal, portanto, há citações religiosas, mas o texto se manteve "focado" em sua maior parte. Minhas críticas à igreja católica e o posicionamento do Cardeal sobre a ditadura me deixou desorientada no primeiro momento, mas tive que me lembrar que a religião é usada e manipulada de acordo com os ideais de cada pessoa. Então para o texto "funcionar" para mim, resolvi me ater ao texto ignorando as partes de manifestação religiosa.
Hoje, às vésperas de uma data sombria para o Brasil, lembrei-me que li esse livro há muitos anos e o quanto me chocou - e choca - as coisas que ali são relatadas. E quanto as pessoas que lutaram contra me deixam - ainda - maravilhada.
Nós leva para um período pesado da história do Brasil. Pessoas sem direitos, sendo torturadas física e psicologicamente, mortas e desaparecidas. Mostra como o ser humano pode ser cruel, sem contar que elegemos em 2018 um presidente que faz saudação a torturadores e a esse período!
Impressionante compilação dos crimes da ditadura indicado tanto para pesquisadores quanto para o público em geral. Se esse periodo fosse mais conhecido da população talvez o cenario politico hoje fosse diferente.
Acho um bom livro, que traz com detalhes uns dos momentos mais obscuros da história brasileira. Não gostei somente que, entre os capítulos, o autor se repete diversas vezes, transformando a leitura cansativa.
Leitura difícil pelo caráter jurídico de alguns trechos. A quantidade de citações tira a fluidez e, em algumas vezes, o encadeamento lógico. O melhor trecho é a análise do que é a tortura pelo psicanalista Helio Pellegrino.
Houve momentos que é difícil a leitura devido às descrições de tortura, mas é um importante compêndio do que ocorreu durante a ditadura. Em alguns momentos a leitura é cansativa.