Esta peça de teatro para crianças e jovens (com um enredo em muitos aspectos semelhante ao de «Rei Lear», de Shakespeare) foi buscar a sua base a uma narrativa popular. Um pai decide repartir o reino pelas filhas e põe-nas à prova, acabando, contudo, por deserdar a mais nova. Esta vem a revelar-se, afinal, a única que era merecedora da sua generosidade. Vítima do próprio orgulho e castigado pela sua cegueira, o rei expia as culpas mergulhando na miséria, até ser finalmente salvo e perdoado pela filha mais nova entretanto reencontrada
Alice Vieira nasceu em 1943 em Lisboa. É licenciada em Germânicas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 1958 iniciou a sua colaboração no suplemento «Juvenil» do Diário de Lisboa e a partir de 1969 dedicou-se ao jornalismo profissional. Desde 1979 tem vindo a publicar regularmente livros tendo, editados na Caminho, mais de cinco dezenas de títulos. Recebeu em 1979, o Prémio de Literatura Infantil Ano Internacional da Criança com "Rosa, Minha Irmã Rosa", em 1983, com "Este Rei que Eu Escolhi", o Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil e em 1994 o Grande Prémio Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra. Foi indicada, por duas vezes, como candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen. Trata-se do mais importante prémio internacional no campo da literatura para crianças e jovens, atribuído a um autor vivo pelo conjunto da sua obra. Alice Vieira é uma das mais importantes escritoras portuguesas para jovens, tendo ganho grande projecção nacional e internacional. Foi igualmente apresentada por duas vezes, como candidata ao ALMA (Astrid Lindgren Memorial Award).
Não conhecia a história, embora já soubesse da importância do sal e da origem dos salários dos soldados romanos. Mais uma vez, a Alice surpreende-me, desta vez pelo formato de peça de teatro, bem que eu gostava de assistir à representação!
Gosto muito da escrita da Alice Vieira! Neste livrinho de texto dramático a autora dá - nos uma versão infantil - juvenil do Rei Lear, de Shakespeare. Lido cá em casa como TPC para as férias de Língua Portuguesa do 7º ano.
Gostei muito do livro. Li-o em sala de aula e foi muito divertido ler em voz alta as falas tão peculiares das personagens «-Tiraram-me as palavras da boca!» «-366 boi, 366 vacas, na minha terra todos os bois têm uma vaca, que é para não haver problemas!» hilariante! Em contrapartida, fala de assuntos mais sérios que são ótimos para serem assistidos numa plateia por crianças mais novas.
Alice Vieira adapta o conhecido conto popular da "comida e do Sal" neste engraçado texto dramático sobre Leandro e as suas filhas flores Amarílis, Hortência e Violeta! :)
Comprei este livro sem perceber que não era uma história original de Alice Vieira. Já li 3 livros dela e esperava de algo mais ou menos semelhante. Mas logo que comecei a ler, fiquei com um a impressão de ter lido esta história anteriormente: um rei que quer abdicar ao trono, e que decide ceder o reino às suas três filhas. Antes de fazer a decisão, ele pede declarações de amor de cada uma. Duas filhas oferecem elogios muito floridos mas a terceira...
Espera lá! Conheço esta história! Li a descrição na contracapa e, como já adivinhei, a história é baseada numa peça de teatro de Shakespeare. A autora fez algumas mudanças. O Rei Leandro é uma história mais leve, até engraçada, e apropriada para leitores juvenis mas tem um enredo que muitos leitores adultos provavelmente conhecem.
Lido para acompanhar as minhas alunas. É uma peça de teatro baseada num conto tradicional. O final é muito rápido. Gostaria que demorasse um bocadinho mais a chegar ao final. A história é simples e tira-se uma lição bonita.
um livro de teatro mas muito giro para ler-mos qunado estamos muito subcarregados com livros mais densos. Literatura infantil mas que ate muitos adultos deviam ler para receber uma lição
Uma mistura do Lear com o ditado popular do Sal deu resultado a um livro maravilhoso para os pirralhos. Ótimo como primeira abordagem do texto dramático.
Considero que o livro foi mal desenvolvido, e o final foi “apressado”. Penso que as irmãs Hortênsia e Amarílis não tiveram o destino que mereciam. Esta peça não foi tão bem-construída como “Rei Lear” de Shakespeare, mas ainda assim dei-lhe 3 estrelas devido às mensagens por detrás: para atingirmos a felicidade não precisamos propriamente de dinheiro, e que o amor nem sempre consegue ser expresso em palavras. Também gostei da forma de como as desigualdades sociais foram explicadas pelo bobo quando este se dirigia à plateia.
Uma peça de teatro infantil/juvenil que na verdade atinge qualquer idade. Um rei com 3 filhas. Passa a um rei sem filhas e sem reino… Mas ao fim de tudo o rei encontra a sua filha e a felicidade. MM
Era miúda quando o li e adorei. Hoje é a minha filha que o lê e faz trabalhos para a escola. Uma história bem conseguida sobre a vaidade, a falsidade e o amor.
mostra como o orgulho e a má interpretação das palavras podem causar grandes erros. O livro ensina que o amor verdadeiro se mostra mais em atitudes do que em palavras bonitas. É uma leitura simples, mas com uma mensagem importante sobre honestidade e escolhas.