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Um passeio pela Antiguidade

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Este livro é um passeio pela Antiguidade, seguindo um itinerário subjectivo e livre de qualquer constrangimento. Portanto, não é um trabalho de investigação, nem um ensaio académico. O objectivo deste passeio: procurar junto dos Antigos as regras de vida e de pensamento que nos fazem falta. Não se trata de perguntar a Sócrates para que lado devemos dormir, nem a Epicuro o que devemos comer de manhã, nem a Séneca como gerir as economias. Proponho-me, em vez disso, abordar algumas experiências de existência e de pensamento, centrais para os gregos e os romanos. Cada um de nós, hoje em dia, se poderá inspirar nelas para elaborar o seu trajecto pessoal. Uma vez que as mutações em curso tendem a fazer esquecer as humanidades, os encontros com a humanidade antiga deverão multiplicar-se. Pois estes périplos pelo passado condicionam, em grande parte, o nosso futuro.

196 pages, Hardcover

First published October 1, 2010

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Roger-Pol Droit

166 books37 followers

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Profile Image for Daniel Meira.
38 reviews11 followers
April 23, 2018
- Conceção da antiguidade como multicolorida e agitada, em contraste com a ideia romântica "simples e calma"; as reconstituições das cores dos frescos "mostram que o azul-ultramarino, os amarelos-vivos e os vermelhos garridos cobriam o mármore branco" (V. Brinkmann fez a análise a partir de luz ultravioleta);
- Tempo: entre o séc.VIII a.c. e VI d.c.;
- Consideração pelos palïoï - os antigos Egípcios - assim denominados por Platão, os guardiões da memória da humanidade (Re. Platão, Crítias);
- Permanente reinvenção dos clássicos e da antiguidade: "é impossível escapar ao anacronismo";
- "Pensa-se como se vive" diz Demóstenes na "Segunda Olintíaca"; Cesare Pavese e o "ofício de viver";
- "(...) nunca se trata de considerar que a vida seja uma questão acabada (...) o destino mais do que cumprir, importa desafiar"; "aperfeiçoar a vida significa, em primeiro lugar, educar-se", um segundo tipo de aperfeiçoamento surge no seio da própria educação grea: a vida sem perturbações, serena e soberana".
- Isócrates e o "Panegírico" (conceito a explorar);
- Ref. a Homero int. "A nostalgia não é um sofrimento que suprime uma deslocação no espaço. É uma dor sucitada pela resistêrncia do tempo às nossas trajectórias."; imp. dos conflitos e do tempo. Imp. do mento e figura paterna, da passagem à vida adulta; Legitimação das origens dos conflitos dos Gregos; Homero foi continuamente imitado - as epopeias são um elemento estratégico de legitimação na criação das identidades nacionais (n.m.);
- Ref. a Jordanés e a Ronsar;
- Os Romanos refizeram a Grécia, mas à sua maneira;
- Geórgicas de Vírgilio: elogio da vida campestre, evocação das estações e paisagens, guia para os agricultores;
- "A versificação é um dos principais meios para conservar qualquer coisa na memória";
- Ataraxia: a = ausência + taraxos = problema, perturbação; Epicuro e a Carta a Meneceu: acalmar a tempestade da alma.
- Apatia: ausência de pathos: emoções;
- Demócrito e Epicuro têm semelhanças; "não há nada no mundo (...) senão os átomoso e o vazio."
- Epicuro e o carpe diem; não sofrer; "(...) nos ancoremos ao tempo presente";
- Zenão de Cício; origem do estoicismo: stoa = pórtico e poïkilè = pintado; invenção de palavras novas; ponto de partida: vontade; importância da relativização: as circunstâncias são imprevisivéis.
- Diógenes de Sinope e os cínicos: "Não sou nem ateniense nem grego, mas sim um cidadão do mundo.") a afirmar, "Sou uma criatura do mundo (cosmos), e não de um estado ou uma cidade (polis) particular", "apenas a natureza os podia tornar felizes."; vive como pensa,

Os autores com que fiquei com mais vontade de ler foram Diógenes e Demócrito.

- Pírron e o cepticismo como via para a libertação das perturbações;
- "Aporia": uma situação desprovida de saída, um impasse; "aquilo que não tem solução não engendra tormentos e angústias;
- "Neuter": o céptico fabrica uma almofada mental. Ela protege-o do mundo, dos outros e de si mesmo.
- Modificar a sua vida é modificar o seu pensamento. Pensar de forma diferente é viver de forma diferente.
- Heraclito e De rerum Natura: tudo flui "panta rheï"; "não te banharás duas vezes no mesmo rio"
- "Logos" - palavra e razão;
- Demócrito: Átomos: o que é impossível de cortar, indivisivél; "a realidade encontra-se desprovida de sentido (...) os homens existem sem motivo, a sua vida é um acidente "saíram da terra, como pequenos vermes, sem nenhum autor nem nenhuma razão. Por outro lado, interessa-se por tudo e tem uma grande fome de saber, o desejo de tudo observar, de tudo ter econtrado. Um polumathos: possui conhecimentos diversos e variados sobre todos os domínios das realidades física e humana.
"as leis são uma má invenção e o sábio não deverá obedecer às leis, mas viver livremente." Hipócrates sobre Demócrito e o seu riso: "não é a loucura é o vigor excessivo da alma que se manifesta neste homem.";
- Cícero, De oratore.
- Platão, Fedro e Alegoria da caverna.
- Aristóteles e as regras lógicas, categorias do pensamento, princípio da não contradição. Fundamentos da filosofia ocidental.
- Sexto Empírico e o cepticismo. Os esboços pirrónicos;
- Tragos: o canto do bode.
- FALTA-ME LER: Os Persas, Electra, Filoctetes, As nuvens; Obra de Luciano de Samosata
- Aristofanes e a demagogia;
- Sócrates e a importância do trabalho manual, da habilidade manual. "Sem essa liberdade de reflectir, de criticar, de procurar qual a melhor vida e de se dedicar a ela, sem essa busca a que chamam "filosofia", nada vale a pena ser vivido".
- "Aporia / Aporético": sem saída ;
- Cícero e o discurso político;
- Herodoto e a invenção da história: um dos primeiros etnólogos da cultura ocidental.
- Tucídides e a história da batalha do Peloponeso;
- Calano, Séneca e as formas de morrer;
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for João Teixeira.
2,315 reviews45 followers
May 5, 2018
Ainda que não seja difícil de perceber, a linguagem utilizada no livro pelo autor é um pouco prolixa, não fosse Roger-Pol Droit um filósofo. Sendo assim, este é um livro que julgo que não será apreciado por toda a gente. No entanto, isso não significa que não seja um livro interessantíssi mo de se ler. Quando o escreveu, Droit pretendeu fazer uma breve reflexão sobre as razões por que se foi deixando de estudar os autores clássicos, gregos e romanos, nos tempos mais recentes. Surge então uma súmula dos principais "ensinamentos" que podemos retirar dos textos desses autores e que, sem sombra de dúvida, ao longo dos tempos, cimentaram um dos mais importantes pilares da chamada cultura ocidental, o da matriz greco-romana.

Depois de ter lido este livro, posso afirmar que me sinto enriquecido do ponto de vista cultural, pois aqui me foi dado a conhecer a filosofia, a tragédia, a comédia, no fundo, a mundividência clássicas, as quais não deixaram de me surpreender. Gostei de ler e recomendo o livro a todos os que gostarem destes temas!
Profile Image for malu.
90 reviews7 followers
October 6, 2017
Este livro deveria servir de material didático para estudantes do ensino público brasileiro de tão bem escrito e simplificado, sem ser reducionista. Aborda os grandes filósofos e pensadores da Antiguidade sem passar aquele ar de coisa velha e monótona. Sensacional!
53 reviews11 followers
August 24, 2012
“Roger-Pol Droit transforma o nosso olhar sobre a Antiguidade.” (Le Point)

“Um périplo instrutivo que contraria o abandono do ensino das humanidades na sociedade atual.” (Philosophie Magazine)

“Roger-Pol Droit domina a arte de apresentar aos leitores os grandes monstros eternamente vivos que são os Antigos.” (Le Monde)
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