A veteran from WW II, he wrote various novels focused on military life and the corruption in the army.
Hans Hellmut Kirst, der international erfolgreichste deutsche Autor der Nachkriegszeit, wurde am 5. Dezember 1914 in Osterode in Ostpreußen als Sohn eines Gendarmeriebeamten geboren. Von 1933 bis 1945 diente Kirst als Berufssoldat. Mit seiner später verfilmten Romantrilogie „08/15“, seinen Welterfolgen „Fabrik der Offiziere“ und „Die Nacht der Generäle“ fand Hans Hellmut Kirst auch literarisch große Anerkennung.
A capa curiosa, a autoria da tradução ser de José Saramago e a curtíssima sinopse da contracapa levaram-me, há uns anos valentes, a comprar este livrinho na Europa-América. Terminada a leitura, posso dizer que gostei da escrita de Kirst: funcional, mas sem deixar de ter alguns apontamentos mais complexos, surpreende pelo retrato que faz da aldeia. Estava à espera de uma daquelas histórias cliché, em que os nazis chegam e o terror espalha-se rapidamente. Na verdade, Kirst está mais interessado em falar das dinâmicas sociais entre os vários habitantes de uma comunidade liderada por um cacique (Leberecht), cujos tentáculos influenciam tudo e todos, mas com quem não conseguimos deixar de simpatizar. A chegada de um oficial nazi àquela terreola não vai ser tão destabilizadora quanto reveladora daqueles tempos, em que muitos viraram para a extrema direita por conveniência. Mas nunca é tanto isso que está na mente do escritor, e é isso que torna este romance realmente singular: leva-nos àquele tempo num registo tão natural, que por vezes até nos esquecemos do contexto em que tudo se passa. Acaba por se ir perdendo em múltiplas sub-narrativas, umas mais marcantes que outras, mas nunca é uma leitura desinteressante ou desinteressada. Boa surpresa.