Pourquoi le père d'Anne a-t-il demandé, dans son testament, qu'on donne à une certaine dame résidant à Genève le disque bien connu d'Édith Piaf Hymne à l'amour ? Pourquoi la même chanson a-t-elle une si grande importance pour sa mère, comme si elle avait été l'hymne national d'une passion défunte ?Plus tard, bien plus tard, Anne partira pour Genève, à la recherche de la mystérieuse dame qu'avait aimée son père.Ce beau livre, écrit avec tendresse, recèle bien d'autres histoires. Par exemple celle de Madeleine, qui avait illuminé les jeunes années de l'auteur. Il était si doux, pour les enfants, de se blottir contre ses jolis seins. Malgré la déchéance finale de Madeleine, elle aussi inspire un hymne à l'amour.De temps en temps, l'illustre grand-père, François Mauriac, apparaît au moment le plus insolite. Va-t-il se fâcher ? Le temps qui a passé permet d'en rire. On oublie pour un instant tous ces coeurs blessés qu'Anne Wiazemsky sait faire renaître avec l'ambiguïté du souvenir.
Anne Wiazemsky (1947 - 2017) was a French actress and writer.
As an actress, she appeared most notably in Robert Bresson's Au hasard Balthazar (1966) and in the films of Jean-Luc Godard La Chinoise (1967) and Week End (1967). She was married to Godard between 1967 and 1979.
After abandoning her movie career in the late 80s, Wiazemsky began writing critically acclaimed fiction and memoirs. Her 1993 novel Canines was awarded with the Prix Goncourt des Lycéens, while Une poignée des gens, a novel she published in 1996, won the Grand prix du roman of the Academie française.
Some of her books have been adopted into film. All the Fine Promises of Jean-Paul Civeyrac was based on Hymnes à l'Amour, while Michel Hazanavicius adopted her memoir Une anée apres, an account of her relationship with Godard during the protest movement that paralysed France in 1968.
Her 2007 autobiographical novel, Jeune Fille, is based on her experience starring in Au hasard Balthazar at the age of 18.
On her father's side, Wiazemsky was a descendant of a Russian aristocracy that fled Russia after the October Revolution of 1918--the Rurikid family of Princes Vyazemsky-Counts Levashov. Her mother, Claire Mauriac, was the daughter of writer François Mauriac.
Para me distrair, o meu tio Jean propôs-me que os acompanhasse às exéquias de Édith Piaf. (…) Em redor, uma multidão cada vez mais numerosa continuava a invadir o cemitério. As pessoas acotovelavam-se, subiam para cima das sepulturas e empurravam-se para verem de mais perto as vedetas, para se aproximarem do caixão.
São as canções de Édith Piaf que servem de diapasão a esta obra de Anne Wiazemsky, sobretudo “La Vie en Rose” e “Hymne à l’Amour” que, sendo o que une os três capítulos que formam estas memórias, acabam por se transformar em vários hinos ao amor. Como se pode deduzir pela banda sonora que acompanha as recordações da autora, o amor que a rodeava na infância era hiper-romântico, infeliz e fatalista, pautado pela infidelidade, pelas relações paralelas e pela tragédia.
Porque a letra de “Hymne à l’amour” impregna-me a mente, a alma, o corpo. Uma força extraordinária emana do “nós” que canta Piaf. Nous aurons por nous l’etérnite/dans le bleu de toute l’immensité. (...) As minhas percepções do amor devo-as, pois, às canções em geral e àquela em particular. À minha querida Madeleine. Ao riso dos adultos no jardim à medida que a noite avança. Àquela expressão de desafio que, de súbito, endurece o rosto da minha mãe.
Em 1992, quando a mãe morreu, entre os seus pertences Anne encontrou o testamento do pai, falecido 30 anos antes, onde listava vários objectos que queria que a sua mulher entregasse a uma personagem misteriosa, Maud Jacquet. Um pedido ousado e até insensível, não fosse do conhecimento geral que Jean Wiazemsky não era a encarnação da fidelidade.
Por vezes, audaciosa, interrogo a mamã. É ou não é a Vivanne a apaixonada do papá? A mamã responde distraidamente. Não que tente dissimular-me as extravagâncias do marido. Mas também ela tem outros amores e faz os possíveis para escondê-los de nós. De maneira que o meu pai faz com outras… O plural acaba de escapar-lhe e choca-me.
Não há, assim, surpresa nem drama quando em adulta se depara com os últimos desejos do pai para com uma possível relação extra-conjugal, chocando-a antes o facto de estes não terem sido cumpridos pela sua mãe que, portanto, devia ter naturalmente procurado a antiga amante para lhe entregar, entre outros, um saco de viagem com o respectivo conteúdo e uma grande madeixa do seu cabelo. Adoro segredos de família, passados obscuros que de repente vêm à tona, investigações que conduzem a pessoas há muito desaparecidas na posse de esclarecedoras informações. Pensei que era isso que este livro me traria, mas a investigação resumiu-se a duas linhas, não há nenhuma revelação digna desse nome e, apesar da melancolia final, a autora não parece processar nenhum dos factos da sua infância nem ter consciência da disfuncionalidade da sua família, com um flagrante desapego dos pais em relação aos filhos e uma sexualização das empregadas que me parece bastante inadequada. Esta obra é, de facto, um hino ao amor, mas ao amor filial inocente e cego, ao amor extra-matrimonial e, em última instância, ao amor redentor que surge somente face à morte iminente.
Hymne A L'Amour, 1949 Édith Piaf, Marguerite Monnot
Le ciel bleu sur nous peut s'effondrer Et la Terre peut bien s'écrouler Peu m'importe si tu m'aimes Je me fous du monde entier
Tant qu'l'amour innondera mes matins Tant qu'mon corps frémira sous tes mains Peu m'importe les problèmes Mon amour, puisque tu m'aimes
J'irais jusqu'au bout du monde Je me ferais teindre en blonde Si tu me le demandais J'irais décrocher la Lune J'irais voler la fortune Si tu me le demandais Je renierais ma patrie Je renierais mes amis Si tu me le demandais On peut bien rire de moi Je ferais n'importe quoi Si tu me le demandais
Si un jour, la vie t'arrache à moi Si tu meurs, que tu sois loin de moi Peu m'importe si tu m'aimes Car moi je mourrais aussi
Nous aurons pour nous l'éternité Dans le bleu de toute l'immensité Dans le ciel, plus de problème Mon amour, crois-tu qu'on s'aime? Dieu réunit ceux qui s'aiment
Anne Wiazemsky é uma memorialista de mão cheia. É-o nos romances e é-o nos textos autobiográficos, como este Hinos ao Amor. E com toda a razão, já que a sua vida foi recheada de personagens e eventos fora do comum. Isso mesmo a motiva a que, várias vezes, ao longo da sua vida (e carreira), tenha abordado a sua própria história. E se em O Livro dos Destinos e As Despedidas recua ao passado histórico e recria a sua herança familiar russa durante a queda do regime czarista, neste doce e melancólico livrinho repesca uma história mais mediata, a da sua infância.
Nele recorda o grande François Mauriac como um avô extremoso e lúcido...
Todas as vezes que eu me sentia capaz de projectar-me no futuro, de emitir um desejo, por mais bizarro que fosse, ele aprovava-o. Queria escrever? Formidável! Romances? Não apenas era a sua neta como também tinha sangue russo como Tolstoi e Dostoievski, «os maiores romancistas do mundo», um grande trunfo! Para o teatro? Ai! Tinha-se dado mal e aconselhava-me prudência. Preferia ser actriz? Que bela profissão! Nada fácil, perigosa, mas merecia que uma pessoa lhe consagrasse a vida! Eu teria provocado o mesmo entusiasmo anunciando pianista de jazz, marinheira e pescadora, veterinária ou exploradora. E, nessas alturas, voltava a imaginar a possibilidade de um futuro. Pois se ele acreditava.
... e recorda uma galeria de personagens excêntricas - a criada Anna que se desfaz de ninhadas de gatinhos na fornalha, uma avó velha como o tempo...
Tinha os cabelos muito brancos, presos e apertados numa rede. Nunca a vi senão vestida de negro. Nada tenho a apontar-lhe e, contudo, não sentia por ela nem amor nem ternura. Apenas um vago respeito pela sua avançada idade, respeito contrariado, a instantes, por uma ligeira repulsa: apesar de todos os cuidados com que todas as manhãs se arranjava escrupulosamente, a Avó cheirava a velha. (...) A Avó inculcava em nós lições de história sagrada e era divertido. Mas o que mais nos impressionava era o facto de ela ter visto, quando era pequena, Napoleão III e a imperatriz Eugénia passando de caleche no jardim das Tulherias. E, mais extraordinário ainda, tinha comido ratazanas durante a Comuna de Paris, em 1871! E dizia que não era pior que qualquer outra coisa.
...a jovem Madeleine, a preceptora das primeiras recordações, as mais doces:
Eu gostava dos seus seios doces e confortáveis, sobre os quais pousava a face, dos seus bonitos braços roliços; do cheiro dos seus cabelos e da sua pele, onde descobria, misturados, o seu perfume, o da mamã, a alfazema do sabonete e o cheiro a suor que lhe era próprio e que me evocava imagens de grandes pradarias ao sol e de medas de feno.
O mote para estas recordações, porém, é trágico:
A nossa mãe morreu brutalmente, no dia 18 de Novembro de 1992, de uma paragem cardíaca, na casa de banho. Ninguém o teria previsto. Acabava de chegar a casa e estava, nessa manhã, de excelente humor. Ao contrário do nosso pai, que morrera vinte e oito anos antes, ela não sofreu como se diz. Espero que não se tenha apercebido de nada. Nem por uma fracção de segundo.
Nas arrumações que se seguem, os Wiazemsky (Anne e o irmão Pierre) encontram o testamento do pai, diplomata, que, após longo sofrimento de doença terminal, procura legar os seus maiores bens a amigos, familiares e à mulher, mas, como se fora a coisa mais normal do mundo, deixa também instruções muito precisas que exigem que uma série de objectos sejam enviados a «Mme Maud Jacquet, residente na Rua des Moises, n.º 29, Genebra, Suíça». São os seguintes: «Uns botões de punho que ela própria me ofereceu.» «O meu saco de viagem, com o respectivo conteúdo.» «Um disco da minha colecção, de Édith Piaf, e intitulado Hymne à l'amour.» «O relógio que trago habitualmente no pulso (se não desaparecer comigo).» «Tudo aquilo que eu tiver retirado da minha secretária, para que lhe seja entregue por M. Marmol.» «Uma grande madeixa do meu cabelo.»
O estranho, ousado (alguns diriam desapiedado) pedido vai endereçado à viúva. Anne, todavia, não crê que a mãe tenha cumprido a vontade do pai, e esse é o mote que subjaz a esta sua criação. Hinos ao Amor(Hymne A L'Amour) recebe o título da canção homónima de Piaf, e é com a ajuda dessa chave que Wiazemsky desconstrói o seu passado numa busca interminável pela real identidade dos seres a que chama mãe e pai:
Gostava daquelas histórias onde se falava de portos longínquos, de barcos largando, de jovens abandonadas, de amantes infelizes e de um palhaço que ficou maluco. Com La Goualante du pauvre Jean, L'Accordéoniste, La Vie en rose e o Hymne à l'amour, eu aprendia de qualquer maneira que, frequentemente, as histórias de amor acabam mal, que a morte separa por vezes os amantes, mas que «sem amor nada somos». O amor era perigoso, mas nobre. Dava um sentido à vida, elevava o medíocre e, portanto, merecia que ardêssemos nele. Eu perdoava de antemão a todos os que se amam, mesmo à margem das leis e do casamento. A começar pelos meus pais.
Perfeitamente imperfeitos, estes aparecem a sua filha como criaturas complexas com duas faces contrastantes: a que se mostra à criança...
Tenho sete anos. A minha mãe está graciosamente inclinada sobre o seu acordeão. Cruzou as pernas nuas, tisnadas pelos primeiros raios de Sol. Veste uns calções pretos e uma camisa branca com as mangas arregaçadas até aos cotovelos. Os seus dedos, a princípio hesitantes, tocam agora com vigor. O acordeão desdobra-se e contrai-se ao sabor da sua inspiração. Entalado nos seus lábios, um cigarro acaba de consumir-se. Está sentada num banco do jardim, encostada à parede da casa.
...e a que se mostra à mulher adulta:
(...)o cheiro tenaz dos cigarros que a nossa mäe fumava, uns compridos Chesterfield cuja nocividade ela julgava combater utilizando filtros descartáveis, de que não se descartava e que se encontram ainda espalhados por todo o apartamento. Este cheiro de sempre dá-nos a impressão de que ela está aqui, estendida no sofá ou sentada no cadeirão verde, contente por ver-nos, certamente, mas também um pouco ansiosa por ficar sozinha.
No decorrer destas memórias, Wiazemsky empreende uma dura viagem em busca do significado deste Hymne A L'Amour começando a compreender que ele se desmultiplica em vários sentidos e tem um valor diferente para o pai, para a mãe e para si. Certeza só a de que este é uma presença constante na sua vida:
Imagens do passado ressurgem subitamente, tenazes, lancinantes, ligadas umas às outras por um mesmo refrão. A mamã a dançar sozinha, de manhã, na casa grande de La Capite, na Suíça, com um Chesterfield na boca, feliz, insolente e tão jovem, escutando o Hymne à l'amour. A mamã, um ano depois, desfeita, em Caracas, na Venezuela, escutando até ao limite do suportável a mesma canção. A mamã, sempre, algum tempo antes de morrer, de novo falando-me daquele que durante muito tempo havia julgado ter sido o seu grande amor, antes de rejeitar fria e definitivamente a sua recordação. E, no entanto,repetindo-me, a propósito do Hymne à l'amour: «Era a nossa canção.» Eu mesma, menina, depois adolescente, julgando aprender a minha futura vida de mulher escutando a Piaf. Sabia ela, sabíamos nós, que era também a canção do meu pai e de uma desconhecida? Não, claro que não. Creio que ele nunca pediu, na nossa presença, para ouvir canções da Piaf. Também nunca manifestou emoção quando a minha mãe e eu púnhamos La Vie en rose ou o Hymne à l'amour. E, contudo, como devia estar longe de nós nesses momentos... E junto dela, na Rue des Moises, n.º 29, em Genebra.
Habitado de uma melancolia que define qualquer das obras que li da autora, este pequenino livro é um tesouro decadente para o leitor. Um tesouro de leitura compulsiva no qual se cruzam almas amantes e amadas, unidas por um mesmo refrão, torturadas pela ambiguidade da vida em comum, divididas entre o que desejam e aquilo que podem ter. Hinos ao Amor é exatamente aquilo que promete ser, um, ou antes, vários hinos de amor inspirados por pessoas fascinantes a quem a autora dedica uma infinita ternura pois reconhece que, todas elas, de uma ou outra forma, estão contidas na sua própria essência:
Fiz esta viagem a Genebra para ir ao encontro do meu pai e é Gérard que redescubro ao fundo deste estranho caminho.
Vale sempre a pena reforçar que Wiazemsky, filha da aristocracia russa e neta do Nobel da Literatura François Mauriac, não se sentou à sombra da bananeira hereditária. Durante os setenta anos da sua vida foi uma prolífica escritora (premiada), actriz e musa de alguns dos maiores nomes do cinema francês, guionista, realizadora e uma alma revolucionária que urge (re)descobrir.
Trois histoires autobiographiques sont ficelées avec un talent exquis. Par le fil conducteur du disque d'Edith Piaf, hymnes à l'amour, Anne Wiazemsky nous fait voyager dans les méandres de sa jeunesse pour nous parler de sa relation complexe avec ses parents, du deuil et de l'amour. À la fois doux et émouvant.
O meu pai encontrou este livro no seu arquivo e trouxe-mo para que o libertasse no BookCrossing. Antes disso li-o, obviamente.
É um livro estranho, que classifiquei como autobiografia porque fala da vida da própria autora, tendo por base o contexto de um testamento encontrado após a morte da sua mãe. Nele, o seu pai (falecido anos antes) pede que sejam entregues alguns items à sua amante, incluindo o disco homónimo de Edith Piaf.
O livro está dividido em duas partes: numa primeira a autora fala da sua infância e da relação familiar que tinha com seus pais e irmão, e a relação que os pais tinham um com o outro e diversos amantes. Na segunda, relata-nos a vida de uma empregada que cuidou dela e do irmão numa casa afastada, e como foi marcada pela sua presença. Finalmente, fala-nos do encontro com a amante perdida do seu pai.
É uma leitura rápida, mas um pouco dolorosa, devido à presença sempre constante da morte, da velhice e da doença. Não conhecia a autora, e por isso pouco me interessa a sua vida passada, mas o livro está bem escrito e por isso gostei de o ler.
Un libro que me olvidaré dentro de un tiempo. Fue el segundo libro que leí en francés y también es autobiográfico. Cuenta la historia de como ella junto a su hermano descubren la carta que su padre dejo como testamento. En la misma indica que varias pertenencias serán dirigidas a una mujer que ellos nunca conocieron y parece ser el amor de su vida. Sin la madre para sacarse las dudas, comienza a recordar momentos de su vida y como muchas cosas tienen más sentido. Su misión es encontrar a esta mujer, si es que sigue viva y conocer más acerca de la otra vida que tenía su padre. Es cero rencorosa y trata de realmente entender como era su padre en aquel tiempo. Se lee rápido, no es gran cosa pero entretiene.
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Lovsånger till kärleken, 2006) »En självklar tillit, inte bara till orden utan också till den egna erfarenheten slår en genast i "Lovsånger till kärleken".»Carl-Johan Malmberg i Svenska Dagbladet den 26/9 2006 Författaren försöker förstå de personer som betydde mest i hennes barndom. Deras inställning till kärleken, den passionerade i Piafs tolkning. Finstämd bok som tyvärr slutar lite tvärt.
Une jolie désacralisation du couple parental bercée de quelques souvenirs d’enfance... rien d’extravagant ni de transgressif ... mis à part peut-être le fameux esprit bourgeois fantasque des parents de la narratrice. Une gentille lecture de plage ... que j’ai malheureusement faite sur mon balcon. Mais c’est quand même beaucoup mieux que du Levy hein ... c’est de la «vraie» littérature.
Um pequeno livro cheio de histórias intensas.Um livre cheio de porquês. De leitura fácil, de texto leve, mas motivador de emoções intensas. A constatação de que todos nós somos fruto do ambiente em que crescemos, no qual a família, para o bem e para o mal, constitui os alicerces. É um testemunho de admiração e de amor por uma pessoa a quem reconhecemos também as fragilidades e defeitos, e ainda assim, apesar de tão bem os conhecermos, os amamos incondicionalmente. Autora amou desta forma um pai imperfeito e uma mãe difícil... Muito bom. para Refletir.
Vahva ja tunnekylläinen omaelämänkerrallinen kuvaus yläluokkaisesta diplomaattiperheestä, jossa vanhempien avioliittoa sävyttävät intohimoiset rakkaudet liiton ulkopuolisiin henkilöihin. Vanhempien mielenkiinto suuntautuu paljon perheen ulkopuolelle, mitä tässä kirjassa kuvaa tytär omien muistojensa kautta. Pidin enemmän kuin mitä kansikuvan perusteella oletin. Kirjoittajan äidinisä, Nobel-kirjailija Francois Mauriac, on itselleni täysin vieras, täytynee googlailla tietoja hänestä, lieneekö joitain kirjojaan suomennettu?