Nasceu em Belo Horizonte, em novembro de 1977. Formada em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais, é mestre em Literatura Brasileira e doutoranda em Literatura Comparada pela mesma universidade. Em 2007, ganhou o Prêmio Cidade de Belo Horizonte, na categoria “Poesia — autor estreante”, e, em 2008, recebeu novamente o mesmo prêmio, na categoria “Poesia”.
É bom, mas é claro o salto que os livros dela dão com um trabalho de edição junto. Pelo que li no Suplemento PE, ela insistiu que o primeiro livro fosse assim cheio de poemas (quando tinham indicado dividir em dois ou fazer uns cortes talvez). As dicas eram boas: o livro tem alguns poemas excelentes, que acabam diluídos (submarinos) entre outros não tão bons assim.
Enfim, li-lo porque qui-lo, mas tô aguardando mesmo é o novo dela.
Talvez seja minha poeta favorita. Hoje, enquanto passamos tanto tempo discutindo se deveríamos chamar a autora de poesia de poeta ou poetisa, a Ana toma seu tempo em perceber o cheiro que há dentro do arbusto, da cola de sal que o mar deixa nas palavras, nos infinitos grãos de areia que vamos achando na memória, para escrever poemas que encontram o que sobra da pureza do projeto humano que fomos todos antes de sermos o que insistimos ser no teatro social que nos mede com notas de usuário, engajamento como selo de produtividade e valia. Sempre que a leio, pareço deitado no colo dela, enquanto ela penteia cabelos que não tenho e me dá uma fé que quase sempre está brincando na margem do abismo da descrença. Livro bonito demais. Demais.
A vida submarina é um livro de poemas incríveis e bem profundos. Mas tive dificuldade de me conectar, talvez pela "abstracidade" da poesia e também da minha falta de sensibilidade de entender o que a autora Ana Martins Marques queria expressar naqueles versos.
Mas é um livro sensível e pessoal que amantes do gênero poético conseguiram curtir bastante.
Hace unos meses, cuando leí el poema 'Seda' de Ana Martins Marques me sentí inmensamente conmovido por ese llamado a la dulzura, desde entonces he querido dibujarlo y también encontrar un poemario suyo. Descubrí que en Colombia tradujeron y editaron una selección y en cuanto tuve oportunidad, le pedí a la amiga de un amigo que me trajera este libro. De un puente a otro puente. Es pequeñito y la letra verde menta dificulta un poco la lectura pero también le aporta un velo cercano al susurro, al secreto, a una letra que se va perdiendo como por efecto del salitre.
La presencia del mar cobija estos poemas, un mar que anhelo, no puedo esperar a viajar para leerlo en la arena, como indica alguno de sus versos. He leído todos los poemas tres veces ya y cada vez resuenan más en mí, me alegra muchísimo volver a sentir esa fuerza de oráculo, de promesa, que hace un buen rato no experimentaba con la poesía.
Hay dulzura sí, y también crudeza, y ese contraste está presente hoy en mi vida. Me parecen poemas sobre el dolor de crecer, la belleza de crecer, de expandirse y dejar algo en la orilla, para ir más profundo.
"Necesitaba decírtelo/ Tengo casi treinta años / y una vida marítima, que no ves...", yo.
apaixonada apaixonada apaixonada pela escrita da ana martins marques (obrigada jeff bezos pela oportunidade de pegar toda a coleção de livros dela de graça hihi) existe uma natacha antes de ter lido "como o alpinista" e "jardim de inverno" e uma natacha depois "nos dias mais tristes escrevo para você no dias mais alegres seria capaz de te enviar"
Se não o, um dos meus livros favoritos de poesia contemporânea. Perfeito, inteligente, cheio de simbolismos e sinestesia. A meu ver, a poesia contemporânea midiática é muito fraca, sempre mais do mesmo. Versos sem gosto, sem cheiro, sem cor, sem muito jogo de cintura. O que gosto nesse livro da Ana é que as poesias exigem reflexão e exploração, é preciso capturar o sentido que ela deixa nas entrelinhas, através de uma série de figuras. Me inspirou a escrever minhas próprias poesias e a encontrar meu estilo. Foi recomendação de uma professora de Literatura minha, que era FANTÁSTICA, e adorava a forma como ela interpretava e explicava cada poesia desse livro. Amo!!!
La vida submarina (Poesía, editado por Bajo la luna, 2025) es el primer libro de Ana Martins Marques. Publicado en 2009, llega a nuestra lengua como una de las novedades de poesía más interesantes del 2025, de la mano de la traductora Agustina Roca.
Los poemas que integran este libro conforman un ecosistema de sentidos que se proponen rodear la poética de la profundidad. A través de un lenguaje sencillo y claro, la autora, no solo nos sumerge en imágenes de lo marino, sino que también se piensa a si misma a través de cada texto.
Este libro es precioso. Recomiendo fuertemente a cualquier persona que guste del mar, del verano, que esté atravesando una separación o un duelo, se vuelve una compañía dulce y esperanzadora. Y si aún así no sos nada de eso, sigue siendo un libro espectacular, me encanta la poesía que con simpleza deja un mensaje muy potente, casi grabado a fuego en la memoria y el corazón. Además conseguí una versión bilingüe español/portugués que me encantó para ver las distintas posibilidades que existen en un lenguaje
É lindo, tem algumas tantas preciosidades e dá pra ver que o talento pra poesia dela já estava todo lá, em 2009. Mas conhecendo e amando todos os outros seus livros, é nítido o quanto ela cresceu nesses anos todos. Este é, como ela mesmo escreveu na dedicatória, um livro de marinheira de primeira viagem. Por enquanto acho que é o meu menos preferido dela, mas ainda assim um livro que sei que vou reler muitas vezes.
buscando desconstruir minha mentalidade em relação à poesia contemporânea.
bom livro, gosto da metalinguagem e da sensibilidade dos poemas, mas confesso que ainda não me senti completamente imersa. tem sido uma experiência interessante e espero me acomodar cada vez mais na leveza da poesia.
"Embora os que leem prosa em geral se arrisquem mais porque chegam quase à beira do abismo cuidado ao chegar à borda do poema."
A vida submarina de Ana Martins Marques se resume a uma profunda e íntima investigação de si próprio e do mundo ao seu redor. No entanto, como nos indica o poema Como o alpinista, sua investigação se dá pelas avessas. Ao dizer que "o alpinista ama o vazio das grandes alturas", Marques nos indica que a satisfação de seu fazer poético não é "subir as montanhas", isto é, trazer clareza para suas questões pessoais ou para as questões universais, mas justamente encarar o vazio das grandes alturas, isto é, aprofundar seus questionamentos sem tentar resolvê-los. Como se seu trabalho, fazendo uma analogia com Penélope, fosse uma constante atividade destecer o que foi tecido ao longo de sua vida. Até por isso o livro chama-se vida submarina, pois trata-se de um imergir em um espaço que, por ser escuro e inexplorável, torna tudo mais enigmático e insolúvel. Vale apontar que, por conta deste pensamento submarino, sua poesia é constantemente empregada por um tom melancólico e criticista. O modo como Eu lírico descreve seus sentimentos varia entre uma banalização das atividades corriqueiras (viajar, deitar-se ao sol, transar em um hotel) e uma triste expressão de seus sentimentos, como se sua poesia estivesse jogada entre as coisas cotidianas, as lembranças e os bons momentos findados. A poesia de Marques é frequentemente feita em versos livres e sem rima, mas carregada de imagens poéticas que dão o tom intimista-melancólico de boa parte de seus poemas.
La belleza de la poesía de Ana Martins Marques, Brasil, 1977, se asoma en las palabras con las que amanecemos todos los días: la silla, la cuchara, el sol, el champú, hasta derivar en un festín de sentidos que llena de hondura sus versos, testigos de la acción de la historia sobre su pluma, de los estragos del silencio en el papel. Impecable traducción.
Some beautiful poems, some really creative images created within them. The most interesting for me was to see her process as an artist in her first book, still searching for herself. Worth reading it.