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Prova de Vida

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«Prova de Vida» é um diário de experiências, gostos, obsessões, citações, listas, polémicas, coisas vistas e ouvidas, leituras, confissões e estados de alma. É nele que Pedro Mexia encontra espaço para o aforismo e para o intimismo ou o hermetismo confessional: «Tempos interessantes, anos interessantes, os meus anos chineses, anos de pesquisa para saudades e tristezas, anos em que acreditei, anos em que lutei, anos de bruços e costas e navalhas a que se toma o gosto. Anos em que estive tão baixo que me parecia alto e tão alto que não percebia que estava em balão, e durava quinze minutos, e pagava duas moedas a um velho que trabalhava no parque de diversões desde sempre.»

A obra agora publicada consiste numa selecção dos textos publicados entre Fevereiro de 2004 e Outubro de 2006 no blogue colectivo «Fora do Mundo» e, depois, no blogue individual «Estado Civil». O resultado é um texto reflexivo, desconcertante e mordaz.

368 pages, Paperback

First published February 1, 2007

17 people want to read

About the author

Pedro Mexia

102 books117 followers
PEDRO MEXIA nasceu em Lisboa, a 5 de Dezembro de 1972. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa. Foi crítico e cronista no Diário de Notícias (1998-2007) e no Público (2007-2011). Escreve actualmente no Expresso. Assina também uma coluna mensal na revista LER.

É conselheiro cultural do Presidente de República, desde 2016. Foi subdirector e director interino da Cinemateca Portuguesa (2008-2010). Tem colaborado regularmente em projectos das Produções Fictícias (É a Cultura, Estúpido, O Eixo do Mal, O Inimigo Público, Canal Q). É um dos membros do Governo Sombra (na TSF, desde 2008, e também na TVI24, desde 2012).

Publicou seis livros de poemas: Duplo Império (1999), Em Memória (2000), Avalanche (2001), Eliot e Outras Observações (2003), Vida Oculta (2004), Senhor Fantasma (2007) e Menos por Menos - Poemas Escolhidos (2011) e Uma Vez Que Tudo se Perdeu (2015).

Editou quatro colectâneas de crónicas, Primeira Pessoa (2006), Nada de Melancolia (2008), As Vidas dos Outros (2010) e O Mundo dos Vivos (2012).

Manteve os blogues A Coluna Infame (com João Pereira Coutinho e Pedro Lomba), 2002-2003; Dicionário do Diabo, 2003-2004, Fora do Mundo (com Francisco José Viegas e Pedro Lomba), 2004-2005; Estado Civil, 2005-2009; e Lei Seca, 2009-2012. Desses blogues nasceram três volumes de diários: Fora do Mundo (2004), Prova de Vida (2007) e Estado Civil (2009).

Está representado em 366 Poemas que Falam de Amor (2003), org. Vasco Graça Moura; Antologia do Humor Português (2008), org. Nuno Artur Silva e Inês Fonseca Santos; Poemas Portugueses – Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI, org. Jorge Reis-Sá e Rui Lage (2009); Alma Minha Gentil: Antologia general de la poesía portuguesa, org. Carlos Clementson (Espanha, 2009); e Poemas com Cinema, org. Joana Matos Frias, Luís Miguel Queirós e Rosa Maria Martelo (2010).

Organizou e prefaciou o volume de ensaios de Agustina Bessa-Luís Contemplação Carinhosa da Angústia. Traduziu Notas sobre o Cinematógrafo, do cineasta francês Robert Bresson. Publicou uma versão de uma peça de Tom Stoppard (Agora a Sério, 2010).

Escreveu a letra de uma canção ("Lixo") do álbum Equilíbrio (2010), de Balla.

Colaborou com dois projectos de peças curtas: Urgências (Teatro Maria Matos, 2004 e 2006) e Panos (Culturgest, 2012). Adaptou para teatro (com Ricardo Araújo Pereira) Como Fazer Coisas com Palavras, do filósofo inglês John Austin (Teatro São Luiz, 2008). Publicou a peça Nada de Dois (2009, encenada no Brasil em 2010 e no Canadá em 2011) e escreveu Pigmalião, a partir de Ovídio (Teatro Oficina, Guimarães, 2010). Encenou Agora a Sério, de Tom Stoppard (Teatro Aberto, 2010).

Escreveu o argumento do telefilme Bloqueio (realização de Henrique Oliveira, RTP, 2012).

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Displaying 1 - 4 of 4 reviews
Profile Image for Ritinha.
712 reviews137 followers
March 2, 2019
Um aglomerado de referências culturais que, ignorando os tiques de rebarbado e os defeitos próprios de quem é de direita, valeu a pena ler.
Profile Image for Daniel.
50 reviews5 followers
April 6, 2018
A compra:
Encomendava livros no site da editora quando me deparei com estes diários; adicionei ao carrinho, tanto mais que estava em promoção. Não pensando no erro que é a compra por impulso.

A leitura:
Inicialmente num com lapiseira e caderno para tomar nota das referências; em breve relegado para livro dos transportes públicos.
Convém explicar que não se trata realmente de um diário, mas da transposição de entradas de blogue. E por mais que o autor tenha escrito algumas ditas entradas a realçar a semalhança entre ambas as coisas, a diferença parece-me grande. Por exemplo, alguns posts interpelam directamente o leitor, evidenciando a consciência da sua leitura imediata por outrém. Daí advém o desejo totalmente defensável de salvaguardar a intimidade, o que no entanto constitui mais um afastamento do interesse que me suscita um diário; ou mesmo a espontaneidade de um caderno.

A interrupção da leitura - os motivos:
Referência e piadas sexuais, a resvalar na grosseria, por vezes com menção a adolescentes - um aspecto particular das necessidades de afirmação sexual, política, religiosa, culturais, etc. E de um tratamento irónico e pouco sério de algumas minorias sociais. Ficam exemplos:

ADOLESCENTES 1 / “O Vasco Barreto [] não entende a popularidade das adolescentes no imaginário sexual de certos homens. […] Claro que um tipo que gosta obcessivamente de adolescentes tem pancada. Mas digo isso como um elogio.” pp. 129-130. Note-se no entanto que é feita a distinção entre a “atracção e a imaginação sexual e qualquer comportamento “impróprio”.
CLÁUDIA” / Cláudia era tão mas tão feminista que chamava ao discman “discperson”.” p. 180
GENDER STUDIES / Dizemos “não faz o meu género”. Mas não dizemos “não faz o meu sexo”.” p. 184
REGRESSIVO (I) / Se o coito é o acto regressivo por excelência (o regresso ao útero e tudo iso), como é que se pode usar “regressivo” como insulto?” p. 195
Sobre as escolhas literárias da Academia que atribui o Nobel: “E deixam umas quinze concrestistas lésbicas da Guatemala inconsoláveis.” p.199

Vindo de alguém que em inúmeras entradas se descreve como conservador, questiono-me se não serei eu afinal um conservador ainda mais conservador.
96 reviews3 followers
September 20, 2024
Selecção de textos publicados entre Fevereiro de 2004 e Outubro 2006 nos blogues "Fora do Mundo" e "Estado Civil", em registo de diário.
A espirituosidade do Pedro Mexia é impagável.

"Um Conservador
Segundo o psicólogo Santinho Martins, a «dependência sexual» atinge cinco por cento dos portugueses, na sua maioria homens entre os vinte e trinta anos. Eis o que se pode chamar, com propriedade, uma estimativa conservadora."

Profile Image for André Morais.
94 reviews5 followers
April 6, 2023
Não tendo “vivido” o auge da blogosfera portuguesa, custou-me a habituar ao estilo do livro, o qual decorre numa constante ânsia de relatar tudo a todo o tempo. Contudo, faz sentido: era o primeiro “espaço” público descentralizado, sem a mediação de um jornal ou de um livro, com todo o seu exército de editores, diretores ou revisores.
Além desta ânsia blogosférica, há também alguma vontade de chocar, de impressionar, especialmente nalguns textos sobre duas das principais obsessões do autor: sexo e mulheres. Neste ponto, apetece muitas vezes recordar aquele velho dizer das provas académicas de Coimbra: “nem tudo o que se pensa se escreve e nem tudo o que se escreve se publica”…
Mas enfim, apesar disso (e não por causa disso), o livro é viciante e as várias entradas (“logs”) lêem-se de um só fôlego, como que para apaziguar a curiosidade mórbida que deixa no leitor.
Isso e procurar, no oceano de referências culturais, uma outra ilha perdida que alcancemos.
É o relato de uma época e de uma certa corrente que se ia libertando nos blogs (António Araújo escreveu sobre isso), sobre a tal “geração Indy”. Também por isso, foi interessante recordar esta época e algumas peculiaridades coevas: o convite que era preciso para aderir ao Gmail, p. Ex.
Confirmou também a impressão que eu tinha a entrada na página 288: “Opinião e mais umas botas”, sobre os tudólogos.
Hei de voltar a ler mais coisas de Pedro Mexia, mas não tão cedo.
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