Para Gabriel Chalita, educar é criar vínculos. E envolver, seduzir os alunos significa estar atento tanto a metodologias pedagógicas apropriadas quanto a detalhes como chamá-los pelo nome ou olhar para eles quando se fala. Sua bandeira é a educação com afeto. Seu elogio à afetividade repousa na tese de que o desafio atual da escola não se resume à construção de habilidades cognitivas e sociais. A isso, ele acrescenta um terceiro pilar: habilidades emocionais. “Conteúdo vale mais que equilíbrio?”, questiona. Para Chalita, a tarefa do educador é formar seres humanos felizes e equilibrados. Escrita em 2001, a obra tem clara influência do período em que o secretário esteve à frente da Secretaria da Infância e da Juventude, quando recaía sobre seus ombros a responsabilidade de administrar instituições como a Febem. Do confronto com jovens que tiveram a infância devastada pelo abandono e a violência, ele extrai o papel crucial da família no processo educacional. O livro é um convite para que se lance um olhar amoroso, de cumplicidade, respeito e compromisso para os filhos e alunos. E, com isso, ajuda pais e professores na difícil tarefa de trabalhar suas emoções, em casa e na escola.