«Ela era famosa, ela era conhecida, ela era bonita, ela tinha um corpo magnífico. Porque não aproveitar aquele momento em que podiam estar perto dela e vê-la? Vê-la ao vivo, não como nos outros dias, mas vê-la mesmo ali ao lado deles, a dançar, encostada ao balcão e falar com ele, ou mesmo a caminho de algum lado. A deslizar, como ele dizia que andava. Raquel era «alguém», era uma «personagem», uma menina que o país adorava ver, todas as Quartas-feiras à noite, depois da telenovela. A televisão faz isto às pessoas. Torna-as impossíveis, pensou ele. Impossíveis para os outros. Odiava ser namorado dele, pensou. Adorava ser namorado dela, pensou.»
Domingos Freitas do Amaral nasceu a 12 de Outubro de 1967, em Lisboa. Depois de se ter formado em Economia, pela Universidade Católica Portuguesa, e de ter feito um mestrado em Relações Internacionais, na Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque, decidiu seguir a sua carreira como jornalista. Actualmente, é o director da revista Maxmen, desde o seu lançamento, em Março de 2001. Colabora também com o Diário Económico e a revista Grazia. Antes, trabalhou no jornal O Independente durante 11 anos, além de ter colaborado com outras publicações, como o Diário de Notícias, Grande Reportagem, City, Invista e Fortuna. Colaborou também com a Rádio Comercial e com a SIC. É casado, tem dois filhos - uma rapariga e um rapaz - e vive em Lisboa. Enquanto Salazar dormia...(2006) é o seu quarto livro de ficção publicado pela Casa das Letras, depois de Amor à Primeira Vista (1998), O Fanático do Sushi (2000) e Os Cavaleiros de São João Baptista (2004). Fonte:Webboom
História interessante. Não estava à espera. Sendo um dos primeiros romances do Domingos, é notável a evolução dele como escritor e ver como ele premeia a excelência. História interessante e bem contada. Obrigado, Domingos.
Foi o primeiro livro escrito por este autor, e tenho-vos a dizer gostei da história, parece um thriller com intrigas e mistérios em cada capítulo descrito pelo mesmo, mas foi um dos livros que me cativou logo a partir do primeiro parágrafo e até ao último ponto final. Dou uma pontuação de 3, porque senti que faltava ali qualquer coisa.
Depois de ler “Enquanto Salazar dormia” e “Verão Quente” este nem parece um livro de Domingos Amaral. É uma história bem escrita, cativante no início mas no fim tem sabor a telenovela…
Nota para o Goodreads: seria possível meias estrelas? Ou um sistema com mais estrelas, por favor? Obrigada. Dava a este 3.5, mas, claro está, o site não permite. Achei ligeiramente lento e aborrecido no começo, mas confesso que não estava à espera do twist no meio. Esperava um twist, todos os polícias/thrillers/coiso o têm, só não o esperava daquela maneira. Em retrospectiva devia ter esperado, mas ia distraída a ler isto. Que é a avaliação geral. Ia distraída a ler este livro porque não captou muito a minha atenção. Não é mau, o livro é razoável, mas espero que os outros livros do autor que quero ler (A Bicicleta que Fugiu aos Alemães, Enquanto Salazar Dormia, Quando Lisboa Tremeu, e Já Ninguém Morre de Amor) sejam mais viciantes logo de início.
Este livro tem dois níveis de intriga, protagonizados por um jornalista de um jornal diário. No primeiro nível, chamemos-lhe assim, o jornalista empreende aquilo que podemos chamar “jornalismo de investigação”, onde vai em busca do rasto de obras de arte traficadas e suspeitas de corrupção. No segundo nível, envereda mais pelo jornalismo social, em torno de uma apresentadora da TV e por quem se apaixona.