"Nascido e criado num mundo de riqueza, elegância e cultura, o monarquista Eduardo Prado combateu a república instalada em 1889. -- Seu livro, publicado quatro anos depois, foi o primeiro a ser apreendido pela política republicana em São Paulo. Prado apontava as diferenças abissais entre o Brasil e os Estados Unidos e achava que a república tinha copiado o exemplo americano de uma maneira servil e equivocada. -- E esboça uma teoria do imperialismo americano".
O livro de Eduardo Prado é fantástico e nos remete a um passado onde o Brasil possuía pensadores livres e um país de políticos honrados.
Mas, afinal, qual o objetivo de Eduardo Prado com o livro? Seus objetivos ficam claros nas primeiras páginas: o autor deseja mostrar que não há, nem nunca houve, uma fraternidade entre as repúblicas ou uma fraternidade entre os Estados Unidos e os outros países americanos; defender que a monarquia é um sistema mais adequado para o Brasil; e defender, caso o Brasil continue como uma república, que pelo menos lute por sua independência.
No final do livro o autor apresenta mais duas teses: os americanos influenciaram para o mal o pensamento e a moral brasileira.
É uma pena que o livro tenha sido sequestrado pela esquerda brasileira e seu antiamericanismo chinfrim. Eduardo Prado não escreveu contra os EUA para servir a URSS ou a uma doutrina comunista, escreveu porque se viu imbuído a demonstrar que o país era mais feliz e mais honrado antes do golpe republicano.
Ademais, acredito que o livro A Ilusão Americana antes de uma convocação para odiar os EUA é um clamor pela soberania brasileira. O autor deixa que George Washington fale ao final do livro e suas palavras são claras: nenhum país deve abaixar a cabeça esperando um beijo, mas sim uma paulada.
Para finalizar, gostaria de dizer: esqueçam os americanos, quem hoje em dia bate em nossas cabeças são os comunistas, globalistas e muçulmanos. Nosso novo Eduardo Prado é Olavo de Carvalho.
A Ilusão Americana traz a proposta de elucidar o cidadão médio em relação a influência americana e o que realmente é o "América para os Americanos". Se você já ouviu essa frase, então pode ter alguma ideia sobre o tratado político-ideológico que Eduardo Prado ofereceu.
Divido em quatro partes, o autor explica noções básicas sobre o Liberalismo econômico, o "Destino Manifesto" e a política internacional, bem como o que a "Democracia Americana" e sua representação mundial. Com o ponto de vista de um latino americano, Prado debate com a gana dos injuriados e não poupa palavras em sua dissertação.
É um bom livro, mas não é possível deixar de lembrar que todos esses temas fazem parte da grade comum de História e Geopolítica do Ensino Médio. Qualquer surpresa advinda da sua leitura, parte mais da parte do leitor do que do escritor.