Esta obra foi escrita em 1864, dois anos depois de "Amor de Perdição".
O narrador encontra repentinamente Afonso de Teive, que conhecera vários anos antes, na juventude. Quando vão passear e ao falar de uma mulher do passado de Afonso, despoleta as recordações e a narrativa sobre o que aconteceu nesses anos em que não se viram.
Afonso fora prometido a Teodora pelas suas mães, amigas desde a altura em que estudavam num convento. Após a morte da mãe, Teodora vai para um convento e tem como tutor seu tio, pai de Eleutério Romão. Afonso visita Teodora no convento, já que por serem muito jovens, têm de aguardar dois anos para poderem casar. Afonso resolve estudar fora por dois anos, enquanto Teodora influenciada pela amiga transmontana que vive no convento, Libana, quer casar-se o mais rápido possível. A mãe de Afonso, Eulália, pede-lhe para aguardar. Mas quando Libana sai do convento, expulsa devido a um esquema combinado com um namorado que se fez passar por uma jovem criada para entrar no convento, Teodora desespera-se e resolve casar-se com o seu primo Eleutério, para assim poder sair do convento e ter a liberdade tão desejada.
Afonso sofre muito com a notícia do casamento de Teodora e informa a mãe que tem intenções de viajar para o estrangeiro. A mãe tenta dissuadi-lo dessas ideias e leva-o para passar uns tempos na terra, onde convive mais de perto com a prima Mafalda, que o ama pacientemente.
Já regressado a Lisboa e após dois breves encontros casuais com Teodora, e ter recebido uma carta dela em que ela lhe pede uma resposta, é incentivado por um amigo deputado a escrever a Teodora, mas a carta cai nas mãos de Eleutério, que não a entende devido ao rico palavreado. Pede então a um amigo ajuda para interpretá-la, que também não a entende. Ambos vão pedir ajuda a Fernão de Teive, tio de Afonso e pai de Mafalda. A jovem desmaia ao perceber a origem da carta e Fernão de Teive rasga a carta, dando a desculpa de serem grandes disparates a Eleutério.
Teodora escreve nova carta a Afonso, dizendo que escreva para Barcelos, que irá receber pessoalmente o correio. Afonso parte ao encontro de Teodora. Eleutério encontra-os juntos e pede-lhes explicações. Teodora responde-lhe que é uma mulher livre a partir daquele momento e vai viver com Afonso para Lisboa.
Afonso abandona até a sua própria mãe e família para viver o amor que sempre teve por aquela mulher. Gasta fortunas na casa, móveis, jóias e vestidos, em reservas de camarotes no teatro, grandes luxos para impressionar Teodora. Quando a mãe de Afonso morre, ele desespera, sobretudo por não ter estado com ela nos últimos anos e no momento da morte. Teodora tenta consolá-lo, mas insurge-se ao ver as cartas da prima Mafalda, que foi quem lhe comunicou a morte da mãe. Afonso sente-se isolado e que Teodora foi falsa com ele. Durante um mês fica de luto, fechado numa parte da casa, recolhido e isolado de Teodora e dos amigos que o visitavam em casa. Durante este período, é alertado por um fiel criado sobre as intenções do amigo deputado para com Teodora, que já houve encontros fora da casa. Afonso encontra cartas comprometedoras numa gaveta secreta da escrivaninha de Teodora e confronta Teodora e o amigo deputado, ao encontrá-los na sala em clima de grande intimidade. Expulsa o amigo deputado, tendo o criado fiel dado-lhe um "banho de cisterna" (colocou a cabeça do deputado dentro da água do poço), após esse episódio Teodora não acredita na cobardia do deputado e desmaia no pátio. É levada pelos criados para dentro de casa e Afonso sai para Sintra. Afonso passa alguns dias fora de casa, quando regressa recebe uma carta de Teodora a informar o rol de bens que levou com ela.
Afonso vende tudo e parte para Paris atrás de um amor que o salve. Gasta tudo o que tem e o que não tem. Por fim, pede ao tio Fernão de Teive para lhe comprar a casa onde viveram os seus antepassados, pois não queria ofender a memória de sua mãe que lhe tinha pedido antes de morrer para que nunca a vendesse. Mafalda pede a seu pai que aceda, na condição de que a casa continuaria sendo de Afonso. Afonso afunda-se cada vez mais nas dívidas, a ponto de se querer suicidar. É impedido pelo fiel criado que o acompanhou para Paris.
Muda então de vida, trabalha e estuda para poder progredir na carreira. O tio adoece e prestes a morrer pede ao padre Joaquim que vá a Paris entregar a Afonso os documentos de propriedade da casa. Após a morte do pai, Mafalda decide viajar com o padre para Paris para informar o primo da morte do tio Fernão de Teive e que irá ingressar o Instituto das Irmãs de Caridade. Quando o padre encontra Afonso e o informa da morte do tio, este chora e corre ao encontro da prima. Mafalda conta ao primo a sua decisão, mas o padre pede-lhes que contrariem essa decisão, que peçam dispensa à Igreja para casarem, pois são primos direitos e unam os seus destinos. Afonso aceita de imediato e regressa com Mafalda para a terra.
É aí que o narrador o encontra 10 anos depois, casado com Mafalda e rodeado de 8 filhos, com o nono a caminho... e nada mais se soube do destino de Teodora.
Apesar do título “Amor de Salvação”, o romance relata em quase toda sua extensão um “amor de perdição” entre Afonso de Teive e Teodora Palmira. O "amor de salvação" aparece no final, personalizado por Mafalda e pelos filhos.