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244 pages, Paperback
First published October 1, 2012
Tenho de salientar um facto importante que o autor referiu, logo no início, para eventuais leitores que tenham intenção de ler o presente livro: “(…)se usei não abusei dos relatos históricos.(…) o que pretendi foi, acima de tudo, contar as atribulações de um moço desatinado por mulheres e de um frade que desistiu do convento sem desistir (até ver) da castidade. Gente simples.”
O livro tem, então, uma história simples, com “Gente simples”: Rodrigo Favinhas Mendes e as suas grandes tropelias ao longo do século XIX, em particular, durante o período conturbado que foram as invasões francesas. Com um estilo original e particular, o autor vai discursando sobre os inúmeros problemas políticos, sociais, ao longo da época, interligando os acontecimentos históricos com histórias ficcionais de um grupo de pessoas da qual “não reza (ou rezava) a História”: Rodrigo, o moço distraído, perdido mas no fundo bom rapaz, Urbino, o antigo frade que acabou por se afeiçoar a Rodrigo, tornando-se seu guardião, Lucrécia e Dália, duas raparigas hierarquicamente distantes de Rodrigo mas cujos destinos se cruzaram com o dele, numa viagem cheia de romance, autodescoberta, aventuras e desventuras.
Em suma, tal como é referido na sinopse, “Mário Zambujal entrelaça, neste romance, momentos da História de Portugal com episódios de ficção em que as marcas de originalidade e de humor conduzem o leitor ao sorriso, à gargalhada e à reflexão.” Enquanto leitora, não poderia estar mais de acordo, aconselho!