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Cafuné

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Cafuné centra-se na figura de Rodrigo Favinhas Mendes, um bom malandro que não resiste aos encantos femininos e que se torna amigo de um ex-frade, Frei Urbino de Santiago, que acaba por ser o seu conselheiro e zelador espiritual.

É que Rodrigo tem um coração gigante onde cabem muitas mulheres bonitas, dispostas a um carinho que ele é incapaz de recusar…

244 pages, Paperback

First published October 1, 2012

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About the author

Mário Zambujal

31 books98 followers
Jornalista e escritor português, nascido em 1936, trabalhou na televisão e em jornais como A Bola, Diário de Lisboa e Diário de Notícias, em especial na área do desporto. Publicou três livros de ficção: Crónica dos Bons Malandros, em 1980, que teve grande sucesso e deu origem a uma longa-metragem de Fernando Lopes; Histórias do Fim da Rua, em 1983; e À Noite Logo se Vê, em 1986.

Fonte: http://www.wook.pt/authors/detail/id/...

AUTOR

Nasceu em Moura, Alentejo, em Março de 1936 e iniciou a sua actividade nos jornais, ainda adolescente, no semanário satírico Os Ridículos. Como jornalista profissional, foi redactor de A Bola e de O Jornal, chefe de redacção de O Século e do Diário de Notícias, director-adjunto do Record, director do Mundo Desportivo e Tal & Qual, director-fundador do Sete.

Da imprensa escrita passou para a RTP onde criou, dirigiu e apresentou programas diversos. Nos domínios da ficção, escreveu para rádio, teatro, televisão e publicações várias. Em 1980 lançou o seu primeiro livro Crónica dos Bons Malandros, também adaptado ao cinema, e desde então tem publicado inúmeras obras.

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14 (6%)
1 star
2 (<1%)
Displaying 1 - 30 of 33 reviews
Profile Image for Martina .
202 reviews
July 14, 2019
Lisboa, começo do século XIX: é este o cenário para as "tropelias do secretário da amiga da aia da rainha".
Rodrigo tem um sonho: trabalhar na Casa Real. [Frei] Urbino tem um sonho: encontrar a família. Os dois conhecem-se na capital e tornam-se amigos. Por entre peripécias e caminhos diferentes, cada um embarcará numa viagem à procura de concretizar os seus desejos.
Através de um contar de estória delicioso e com uma escrita simples, Zambujal retrata a realidade portuguesa oitocentista de forma exímia, passando por datas e figuras históricas incontornáveis, como a 1ª Invasão Francesa e a consequente fuga de D. João VI (1807) - fazendo até referência à justificação dada pelo rei na tentativa de clarificar a mudança da corte para terras de Vera Cruz, que, até hoje, tenho como um dos episódios mais engraçados da nossa História - e, claro, de Carlota Joaquina, que tanto lutou pelo afincar do Absolutismo no país, que se recusou a assinar a primeira Constituição portuguesa (1822) e pulou várias vezes a cerca (aliás, há quem diga que D. Miguel podia ser tudo, menos filho de D. João VI...). Apesar de serem anos pesados e negros para Portugal, o autor faz uso de um sentido de humor único e característico para os contar. Haverá melhor forma de descrever a ida da Corte para o Brasil do que "entre dez mil de quinze mil cus nacionais iriam mudar-se de Lisboa para o Rio de Janeiro" (pág.23)?
O enredo é bastante simples e raso, pelo que o livro não é difícil de compreender/ler. Apesar disso, é um livro bastante viciante, que deixa o leitor sempre na expectativa do que irá acontecer a seguir ao malandro Rodrigo. Tão viciante que o li num único dia.
Para quem gosta de romances históricos, é um livro a ter em conta. Para quem não gosta, certamente se divertirá muito com este e não o achará minimamente maçudo.

"Resumindo numa frase que há-de valer enquanto houver Portugal: foi tudo à balda." (pág. 201)
Profile Image for Rui Alves de Sousa.
315 reviews51 followers
November 2, 2013
Mário Zambujal não se pode livrar da «Crónica dos Bons Malandros». Foi o primeiro romance que escreveu e é, entre os que li, o que mais aprecio («Dama de Espadas» está muito perto da excelência, ficando em honroso segundo lugar), e mesmo na apresentação de «Cafuné», o seu novo livro e que, desta vez, mete alguns factos históricos lá pelo meio (se bem que, em dois ou três casos, parecem ser inseridos de uma maneira um pouco forçada), é referido que Rodrigo Favinhas Mendes, o protagonista da narrativa passada durante os problemáticos anos da Revolução Francesa e da fuga da Corte Portuguesa para Terras de Vera Cruz, é "um bom malandro". É este o fado de Zambujal: não se conseguir livrar dos seus Malandros. E que ele lhes agradeça muito bem, porque é a essa magnífica história que deve muito do seu reconhecimento literário nacional (e que, digamos, é bem merecido).

Em «Cafuné», li uma história menor da autoria de Zambujal, que sai beneficiada pelo tom muito irónico e hilariante que o autor utiliza para descrever as situações que Rodrigo e o frei Urbino (ou melhor, ex-frei Urbino), o seu fiel companheiro, vivem nas ruas de Lisboa (e não só!), comparando, em alguns pormenores, com a atualidade da escrita do livro (algo que já tinha também notado muito em «Uma Noite Não São Dias», uma narrativa algo futurista, passada no "esquisito ano de 2044"). No fundo, a história de «Cafuné» fala das deambulações amorosas de Rodrigo e das notas que Urbino aponta, todos os dias, no seu diário. Contudo, a história não é muito original nem surpreendente, não conseguindo ser mais do que um simples romance de cordel, salpicado com momentos (relevantes) a nível histórico e os tais apontamentos cómicos e sarcásticos do autor, que, ao que parece, foi afinando o seu humor com a idade. É um livro que se lê muito bem, embora não seja isso que torne um livro bom ou mau. Mas no caso de «Cafuné», isso pode ser reconsiderado, pelo simples facto que, apesar de ter uma história tão simples e que poderia ser reduzida a muito menos, Mário Zambujal consegue a proeza de ir enchendo chouriços sem nos entediar e descobrindo pequenos pormenores e ridicularidades de cada episódios das desventuras deste duo, e também de outras personagens, mais secundárias.

Vale a pena ler «Cafuné» para quem, como eu, devore todo o livro o que tenha Mário Zambujal na capa. Pequeno em qualidade mas relevante em termos de humor e de ironia (e tanto que nós, portugueses, nos precisamos de rir neste momento), este livro pode não ser tão original, em termos criativos, do que outras obras do autor, mas vale também por Zambujal ter decidido pegar num período tão decisivo da nossa História e ter sabido retratá-lo tão bem, com muita documentação detalhada que torna os factos descritos menos "fictícios", e que é tão bem misturada com a menor ficção e com as interessantes personagens criadas pela mente deste "bom malandro".
Profile Image for J8J8.
95 reviews25 followers
May 13, 2014
Cafuné foi o primeira obra que li de Mário Zambujal e devo dizer: não só gostei como fui agradavelmente surpreendida, não tanto pela parte histórica em si, mas pelo enorme sentido de humor e capacidade critica que o autor demonstrou ao longo de todo o livro, fazendo um inúmero de vezes um paralelo a nível sociocultural entre o século XIX e o século XXI.

Tenho de salientar um facto importante que o autor referiu, logo no início, para eventuais leitores que tenham intenção de ler o presente livro: “(…)se usei não abusei dos relatos históricos.(…) o que pretendi foi, acima de tudo, contar as atribulações de um moço desatinado por mulheres e de um frade que desistiu do convento sem desistir (até ver) da castidade. Gente simples.”

O livro tem, então, uma história simples, com “Gente simples”: Rodrigo Favinhas Mendes e as suas grandes tropelias ao longo do século XIX, em particular, durante o período conturbado que foram as invasões francesas. Com um estilo original e particular, o autor vai discursando sobre os inúmeros problemas políticos, sociais, ao longo da época, interligando os acontecimentos históricos com histórias ficcionais de um grupo de pessoas da qual “não reza (ou rezava) a História”: Rodrigo, o moço distraído, perdido mas no fundo bom rapaz, Urbino, o antigo frade que acabou por se afeiçoar a Rodrigo, tornando-se seu guardião, Lucrécia e Dália, duas raparigas hierarquicamente distantes de Rodrigo mas cujos destinos se cruzaram com o dele, numa viagem cheia de romance, autodescoberta, aventuras e desventuras.

Em suma, tal como é referido na sinopse, “Mário Zambujal entrelaça, neste romance, momentos da História de Portugal com episódios de ficção em que as marcas de originalidade e de humor conduzem o leitor ao sorriso, à gargalhada e à reflexão.” Enquanto leitora, não poderia estar mais de acordo, aconselho!


Profile Image for carpe librorum :).
757 reviews55 followers
Read
April 2, 2015
História e malandrice enroladas numa divertida e deliciosa torta, num livro terno e doce.
Cafuné... quem não qué? Irresistível!


Muito obrigada, António! :)
Profile Image for Rita | Cantinho Literário.
265 reviews117 followers
Read
March 13, 2020
Dnf @ 50%

Foi a minha primeira leitura de uma obra de Mário Zambujal e simplesmente não estava a resultar para mim. A história e a personagem não me prenderam.
Profile Image for Mariana.
64 reviews2 followers
July 11, 2022
Leve e divertido, leitura perfeita para férias.
Profile Image for Ana.
64 reviews1 follower
September 20, 2020
A leveza e ironia era mesmo que precisava mas falta-lhe alguma profundidade para ser excepcional. Tem apontamentos históricos muito interessantes mas por vezes demasiado didácticos, não adiantando nada à história do livro.

No geral uma leitura muito agradável e ideal para o verão: divertimento leve mas sem emburrecer ninguém. E é bom ver visões desempoeiradas da nossa história.
Profile Image for Carolina Helena.
137 reviews25 followers
February 5, 2015
Um bom livro, com o seu quê de humor. Simples e rápido de ler, mas não menos interessante por isso. Aborda as relações humanas e a sociedade portuguesa do século XVIII, no início das Revoluções Francesas. Com o clero, a nobreza e o povo representados, a história foca-se, contundo, nas vicissitudes da vida de um jovem rapaz, Rodrigo, extremamente mulherengo e aventureiro.
Aconselho a pessoas com sentido de humor e que procurem uma leitura leve, mas não menos divertida ou educativa e interessante por isso.
Profile Image for Elsa.
65 reviews38 followers
July 6, 2016
Sempre muito ao estilo de Mário Zambujal, este livro tem além de muito (e bom) humor muita História de Portugal à mistura.
Prendeu-me desde as primeiras páginas e devorei-o sempre com a curiosidade acesa acerca do que viria a acontecer aos personagens a seguir.
Aconselho vivamente.
Profile Image for Miguel Marques.
97 reviews2 followers
March 15, 2025
“Uma particularidade do ser humano é não se limitar aos ciclos de cio. Todo o tempo é bom tempo.”

Este Mário Zambujal é o mais marotos dos marotos. Mas que senhor livro, brutalmente viciante e adoro toda a vibe do século 19. Shoutout ao Urbino de Santiago, ganda gajo
Profile Image for Paloma Matias.
20 reviews
July 23, 2015
Absolutamente fantástico, para quem quer uma leitura leve mas nem por isso despojada de interesse e relevância histórica, com uma trama de fundo real e uma narrativa viciante, é o livro ideal.
Profile Image for Graciosa Reis.
540 reviews52 followers
August 12, 2024
𝑪𝒂𝒇𝒖𝒏é - 𝑻𝒓𝒐𝒑𝒆𝒍𝒊𝒂𝒔 𝒅𝒐 𝒔𝒆𝒄𝒓𝒆𝒕á𝒓𝒊𝒐 𝒅𝒂 𝒂𝒎𝒊𝒈𝒂 𝒅𝒂 𝒂𝒊𝒂 𝒅𝒂 𝒓𝒂𝒊𝒏𝒉𝒂 é um livro delicioso. Mário Zambujal recorre de forma exímia ao seu sentido de humor para retratar um período importante da nossa História de Portugal, “o alucinante começo do século XIX”.

O autor utiliza uma escrita leve e cuidada, pincelada de ironia para discursar sobre as invasões francesas e a fuga da corte para o Brasil. Sem narração histórica detalhada, mas mantendo mesmo assim alguma relevância, mescla habilmente a realidade com a ficção, focando-se no ambiente em que se movem as personagens da sociedade oitocentista e dando especial relevo às peripécias de Rodrigo Favinhas Mendes, “moço desatinado por mulheres” e de Urbino, um “frade que desistiu do convento sem desistir (até ver) da castidade. Gente simples”. Rodrigo, “um rapação de dezassete anos” que adora que lhe façam cafuné, encaixa perfeitamente na citação escolhida para epígrafe do livro “Uma particularidade do ser humano é não se limitar aos ciclos de cio. Todo o tempo é bom tempo.”

Este romance não será o melhor do Mário Zambujal, mas a elegância da sua escrita ao descrever as atribulações do malandro aventureiro, tornam-no muito divertido e refrescante. Leitura ideal para férias. Recomendo.
Profile Image for Joana.
34 reviews4 followers
May 2, 2025
Penso que a melhor forma de descrever Cafuné é pegar num livro à Jane Austen (com a sua critica social e enredo de personagens nobres) mas escrito em boa moda portuguesa, preenchido com humor e história e voilá, um livro fantástico e completo.
Zambujal consegue aqui dar-nos uma bela lição de história ao mesmo tempo que acompanhamos as personagens nas suas tertúlias e conseguindo uma leitura rápida e fluída de um livro tão repleto de tudo.
A meu ver qualquer português desfrutará deste livro mas em particular provavelmente os lisboetas pois o autor explora muito a cidade naquele tempo, fazendo comparações ao seu estado no presente.
As personagens são engraçadas e diversas o que faz com que aborrecimento seja impossível com este livro.
Por fim deixo algumas das minhas frases favoritas que acho que melhor representam este livro pois nada mais será preciso dizer após as lerem:
"A memória é má companhia quando faz reviver sarilhos e tristezas"
"Os portugueses sempre foram mais dados a embirrarem com outros portugueses"
"Não é a muita sabedoria que abranda aquilo que tende a endurecer por feitiço das graças femininas"
"Ao que nunca se arriscou foi a casar-se. Tal negócio, considerava, tem crises e demasiadas vezes termina em falência"
32 reviews2 followers
February 7, 2017
Este é um livro leve, que se lê rapidamente e com um enorme prazer.
O livro leva-nos Às semanas anteriores à partida - ou será melhor dizer fuga? - da família Real e de toda a Corte para o Brasil de forma a escapar à invasão napoleónica.
Temos um vislumbre do que se passou na época através das aventuras de um jovem libidinoso e das vivências de um ex-frade. Mais uma vez Mário Zambujal trás-nos as histórias de um bom malandro que - sem nos conseguir convencer - consegue fazer-nos dar algumas gargalhadas.
Falta apenas dizer que é um livro muitíssimo bem escrito com o humor e a sátira a que nos habituou Mário Zambujal.
Profile Image for Delfina Velez.
98 reviews2 followers
April 5, 2021
Tão bom! Lê - se num ápice e prazenteiramemte. Mário Zambujal é um mestre da escrita bem humorada e inteligente. Para mim este livro só tem um defeito: acabou depressa. Ficou-me a vontade de ler mais.
Profile Image for Margarida.
80 reviews2 followers
March 18, 2020
Ironia da melhor.
Excelente autor e pouco reconhecido.
Profile Image for Alda  Delicado.
738 reviews7 followers
June 20, 2022
Romance divertido passado durante o período antes da fuga da corte para o Brasil.
Profile Image for António Caroço.
37 reviews
August 28, 2025
Muito bem conseguida nesta obra literária a mistura entre história e ficção do tempo que antecedeu a ida da corte para o Brasil.
Profile Image for Marisa Martins.
329 reviews9 followers
December 30, 2012
Frei Urbino Santiago é um frade, sujeito a uma educação religiosa muito feroz. Nos dias que correm, vive sozinho após ter abandonado o mosteiro. Rodrigo Favinhas Mendes é um jovem engatatão e que está constantemente a meter-se em sarilhos por causa das mulheres alheias com quem se mete. A fugir de um destes sarilhos, encontra o Frei que convida-o a viver com ele.
Rodrigo Favinhas Mendes não resiste a uma mulher, mas tem um objectivo bem traçado: quer trabalhar, nem que seja por uma semana, na corte da princesa Carlota. Até lá, mulheres como Dália ou Lucrécia farão as delícias do jovem.

"- Você gosta mesmo?
- Se gosto? Essa festinha põe-me maluco!
- Cafuné. A gente chama de cafuné.
Rodrigo lembrou-se então das artes de Dália, mestra de cafuné, ignorando que fazia cafuné."
(extracto retirado da pág. 224)

Frei Urbino Santiago representa a castidade e a pureza, o tipo de homem que vira a cara quando vê um decote; Rodrigo Favinhas Mendes é o oposto, um rapaz sem vergonha que não só não tira os olhos do decote como chama a atenção dos outros.

Com a história de Portugal como pano de fundo, através do reinado de D.João IV e toda a sua fuga para o Brasil quando da chegada de Bonaparte, Zambujal tece as histórias de Frei Urbino, Rodrigo Favinhas, aias belas a atrevidas, reis, raínhas e princesas e mulatas brasileiras que também fazem cafuné, mas têm um nome para isso.

Num estilo semelhante ao Crónicas dos Bons Malandros, Zambujal conta não apenas a história de um Frei sem mosteiro e um jovem encantado pelas mulheres, mas também de um reino à beira do colapso e fá-lo através de uma narrativa simples, despretensiosa e cheia de humor.

Embora tenha gostado, continuo a preferir Crónicas dos Bons Malandros.
Profile Image for Carlos Pereira.
39 reviews7 followers
September 7, 2023
Um romance histórico, passado no início do século XIX.

Vivia-se um clima inserto.
Durante a leitura, percebe-se o ambiente existente em Portugal, na fase da fuga da monarquia para o Brasil, induzida pelo receio a Napoleão e as suas tropas, que desejavam controlar Portugal para provocar Inglaterra.

O livro não pretende ser uma lição de história, no entanto, fica-se com uma ideia das datas e figuras relevantes; dos costumes da época e maneira de ser dos aristocratas comparando com a "gente simples".

Para isto contribuem as peripécias de um rapaz atrevido (Rodrigo), bem como, os relatos do narrador incisivo (Frei Urbino).
Cada um embarcará numa jornada, entrelaçadas assim que se descobrem. Rodrigo Favinhas Mendes, um bom malandro que não resiste aos encantos femininos, deseja trabalhar na Casa Real. Urbino espera encontrar a sua identidade. Os dois conhecem-se na capital e tornam-se amigos. Por entre circunstâncias, imprevistos e rumos diferentes, as suas aventuras são um animado entretenimento.

Metido no convívio de Frei Urbino; aias elegantes e atrevidas; reis, rainhas e encantadoras princesas, o que irá acontecer ao malandro, mas, no fundo bom rapaz Rodrigo?

Romance leve, célere na passagem das páginas. No decorrer, a refinada dose de humor permitirá andares acompanhado por um sorriso.
Profile Image for Edite.
15 reviews
Read
March 17, 2014
" Que sonhos tens, Rodrigo? Que planos traçaste para a tua vida?
Passou algum tempo até que o rapaz, depois de coçar o despontar da barba, disse, baixinho:
-Quero trabalho na Casa real. Até fiz uma jura ao meu pai.
- Na Casa Real?- espantou-se Urbino.- E porquê na Casa Real, não me dizes?
- Prefiro não dizer. Talvez se zangasse comigo.
-Zangar, eu ? Ora, ora, todos os sonhos da mocidadesmerecem ser compreendidos e estimulados, desde que sejam bons. São bons os teus?
- Os melhores.- Levantou o rosto para o Sol e tinha como música de fundo o grasnar das gaivotas quando despejou:- o que eu quero é acercar-me daquelas damas finas, despilas de tafetás e organdis, aliviá-las de saiotes e corpetes, arrancar-lhes as culotes, oh! Sim as culotes, mantendo, contudo, as meias de seda, rebolar-me com elas na cama de dossel, saber, enfim, se gostam e gemem como as outras mulheres.
- Endoideceste!- gritou Frei Urbino levantando os braços."



O meu primeiro livro de Mário Zambujal. Deixou-me rendida a uma escrita ímpar em ritmo, humor e exposição de acontecimentos históricos.
Um romance histórico, que nos transporta no tempo e no espaço de ínicio ao fim.
Profile Image for Margaret.
788 reviews15 followers
May 31, 2014
Este é o meu primeiro Mário Zambujal e confesso que me diverti imenso com esta leitura!

É um romance histórico, passado no início do século XIX, na altura em que Napoleão e as suas tropas desejavam dominar Portugal para irritar o eterno inimigo, Inglaterra. No meio da confusão que reina na corte de D. João VI, conhecemos Rodrigo Favinhas Mendes, um pescador foragido de um noivo muito ciumento que não gostou de ver a sua futura esposa a rolar na palha com um jovem mais atraente. No ex-frade, Frei Ubino, Rodrigo encontra um protetor, que o encaminha para a quinta de um amigo para livrar-se do noivo traído. E enquanto Rodrigo fica embeiçado pela menina Dália, o rei já prepara as malas para rumar até ao Brasil, deixando os portugueses à mercê de um invasor que promete fazer estragos...

Este livro é uma galhofa do início ao fim! Com muito humor, o autor faz um retrato não muito elogioso da família real portuguesa e da sua corte, cheia de intriguistas, oportunistas e mulheres ninfomaníacas (incluindo a própria rainha Carlota Joaquina!). Não obstante o livro não pretender ser uma lição de História, ficamos com uma visão interessante da época. Uma verdadeira delícia!
Profile Image for Natacha Cunha.
101 reviews17 followers
July 28, 2014
Este livro transporta-nos para o Portugal das invasões francesas e da consequente fuga régia para o Brasil. É através das peripécias do atrevido Rodrigo Favinhas Mendes, um jovem incapaz de resistir aos encantos femininos, que ficamos a conhecer o contexto histórico de então - ainda que este viva alheado das movimentações políticas do reino, mais preocupado com os seus 'sarilhos de saias'.

Mário Zambujal dá-nos assim uma perspectiva completa e nada maçadora dos usos e costumes da época, não se centrando apenas em personagens históricas, como D. Carlota Joaquina ou Napoleão Bonaparte, mas também em, como o próprio o diz, "gente simples".

No seu estilo inconfundível, a que o autor tão bem já nos habituou, vão sendo tecidas críticas mordazes ao Portugal de agora. Não faltam comparações capazes de nos arrancar umas boas gargalhadas.
Profile Image for Elisabete Teixeira.
96 reviews7 followers
April 1, 2014
Há muitos anos li a Crónica dos Bons Malandros e, apesar de não me lembrar bem do livro agora, gostei. Não posso dizer o mesmo deste Cafuné. Lê-se rápido, mas não tenho muita paciência para romances de cordel, que me parece que este é.
Profile Image for Luis Ferrao.
76 reviews1 follower
June 13, 2022
3,5 estrelas.

Na linha que MZ nos habituou. História entretida, simples sem grande profundidade. Nota para alguns pormenores históricos do período do início do século XIX em Portugal que valorizam a leitura. Um livro entretido. Pouco mais que isso
Profile Image for Adelina.
228 reviews1 follower
September 6, 2013
Li este livro num só dia e adorei a escrita e o humor do Zambujal. Uma forma divertida de perceber o Portugal do tempo da fuga da monarquia para o Brasil. Empresto-o ou troco-o.
Profile Image for Ana Santos.
Author 2 books23 followers
March 14, 2016
Interessante q.b.
Não é propriamente uma obra de arte.
Tem, talvez, o interesse de intercalar episódios da História de Portugal com algum humor.
Profile Image for Mary Limes.
60 reviews
June 18, 2013
De rir às gargalhadas. Uma forma super original e leve de contar o Portugal da altura da demandada do Rei e afins para o Brasil, na fuga às tropas de Bonaparte!
Displaying 1 - 30 of 33 reviews

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