A prosa deste livro é, analogamente à pintura de Amadeo de Souza-Cardoso, vitalmente imagética. Mario Claudio sem dúvida transpôs a concretude da vida de um homem para o âmbito poético, de maneira que cada frase, cada pausa e parágrafo constitui-se como um esforço muscular da linguagem na retratação da agitada vida de Amadeo, cuja memória é redimida neste romance.