Muito bom! Apesar de se tratar de um texto breve, aprofunda questões muito interessantes sobre a democracia, comparando suas origens gregas e a forma moderna, cuja nota marcante são os direitos humanos. Recomendo!
Se visto como um livro introdutório é bom e bem simples.
É curioso perceber que Janine Riberio não nota que a fase "social" dos direitos, que ele arroga ser própria das pós-modernidade e rejeitada apenas por direitistas e reacionários, tem capacidade de destruir as outras duas fases (civil e política).
Por quê? Ora, a Janine Riberio luta contra a desigualdade, não contra a pobreza. O único meio de se igualar a todos é construindo um Estado-partido (que ele tentou com o PT) tão forte que esmague os direitos políticos, porque não deixa que opiniões divergentes nasçam, e os direitos civis, que não podem contrariar o Partido.
A conta é simples: o único meio de se alcançar a igualdade é esmagando a liberdade.
Desarte, Janine Riberio também utiliza da estratégia das tesouras de Lenin para classificar seu "inimigo" PSDB, o suposto representante da República. Triste seria lembrar que os tucanos choraram quando não foram considerados participantes da Internacional Socialista.
Este é um bom texto sobre a democracia, sucinto e simples. O texto aborda questões interessantes sobre a democracia desde sua forma direta, na Grécia Antiga, até a modernidade, com observações sobre os direitos humanos, a representação política, o social e o desejo. Além disso, são apontadas questões sobre o caráter da democracia e sua situação na atualidade de forma que considero pertinente.