Em 2009, por ocasião do cinquentenário de carreira do criador da Turma da Mônica, teve início, com o livro MSP 50 – Mauricio de Sousa Por 50 Artistas, uma série de publicações em que autores do Brasil inteiro criaram, em seu próprio estilo, histórias com os personagens de Mauricio. Essas releituras se tornaram sucesso de público e crítica. Tanto que, nos dois anos seguintes, o projeto foi complementado pelos álbuns MSP + 50 – Mauricio de Sousa por Mais 50 Artistas e MSP Novos 50 – Mauricio de Sousa por 50 Novos Artistas, ambos com o mesmo êxito. Mas faltava algo... Afinal, os tantos talentos que trabalham na Mauricio de Sousa Produções também já haviam pensado em mostrar as suas versões dos personagens mais famosos do Brasil. E essa hora, enfim, chegou, com o Ouro da Casa. Quase 80 profissionais participaram do livro. Desde os mais funcionários antigos, com mais de 50 anos de empresa, até os recém-chegados. Tarimbados e iniciantes. Todos quiseram contar as suas histórias com Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali, Astronauta, Piteco, Penadinho, Horácio, Turma da Mata... Mais do que isso! Além das releituras, há algumas homenagens aos profissionais mais antigos de casa, menções a grandes autores que passaram pela empresa e "extras" que poderão ser conferidos aqui. Vale mencionar que o nome do livro foi sugerido logo quando a ideia de publicá-lo surgiu, em 2010, pelo "pai" de todos os personagens retratados de formas tão distintas e carinhosas. E não sem razão. Afinal, na linguagem popular, quando se fala de talentos revelados (ou consolidados) em seu próprio ambiente de trabalho, eles são denominados "pratas da casa". Mas, para o Mauricio, os da sua empresa valem mais... Valem ouro!
Mauricio de Sousa is a Brazilian cartoonist who has created over 200 characters for his popular series of children's comic books.
At 17 years of age, he worked for a daily newspaper called Folha da Manhã as a crime reporter. In 1959 Sousa quit that job and began his comic book career. He created Turma da Mônica ("Monica's Gang"). Sousa's characters were inspired by children he knew from his childhood and by his own children. His later style is slightly reminiscent of that of Osamu Tezuka, a famous Japanese manga artist and personal friend.
His father, Antonio Maurício de Sousa, was a poet and a barber, and his mother, Petronilha Araújo de Sousa, also delved into poetry. Mauricio developed an interest in cartooning at a young age, and began to draw posters and illustrations for periodicals of Mogi das Cruzes, where he lived. He sought penciling work in São Paulo, but instead took a job writing the police blotter for Folha de São Paulo, but he soon quit and focused on his budding comic book career. This led to the creation of his first character, Bidu, who later became the symbol of his company, Maurício de Sousa Productions, where he employs a great team of tracers and scriptwriters to complement his illustrations.
Today, he is the father of ten children, and drew inspiration from them for new characters such as Monica, Maggy, Marina, Mary Angela. Nimbus and Nick Nope. Three of his children are even employed at his studio: Mônica handles licensing duties, Magali works as a scriptwriter, and Marina is a storyline developer.
The comics of Mauricio de Sousa have gained international fame, been featured on licensed merchandise, and have even been adapted for movies, television, video games, and even a São Paulo amusement park, the Parque da Mônica ("Monica's Park"). Two other Parque da Mônica facilities were also located in Curitiba and Rio de Janeiro, but they both closed in 2000 and 2005, respectively.
Mauricio's public service work has earned him international recognition. Among the honors he has received are a Brazilian presidential medal of honor for his promotion of human rights; an honorary doctorate in public service from La Roche College of Pittsburgh, Pennsylvania; and a Lifetime Achievement Award from the Brazilian International Press Association. _____
Mauricio de Sousa é um dos mais famosos cartunistas do Brasil, criador da "Turma da Mônica" e membro da Academia Paulista de Letras.
Filho de Antônio Mauricio de Sousa (poeta e barbeiro) e de Petronilha Araújo de Sousa (poetisa). Mauricio de Sousa começou a desenhar cartazes e ilustrações para rádios e jornais de Mogi das Cruzes, onde viveu. Procurou emprego em São Paulo, como desenhista, mas só conseguiu uma vaga de repórter policial na Folha da Manhã. Passou cinco anos escrevendo esse tipo de reportagem, que ilustrava com desenhos bem aceitos pelos leitores. Mauricio de Sousa começou a desenhar histórias em quadrinhos em 18 de julho de 1959, quando uma história do Bidu, sua primeira personagem foi aprovada pelo jornal. As tiras em quadrinhos com o cãozinho Bidu e seu dono, Franjinha, deram origem aos primeiros personagens conhecidos da era Mônica.
Atualmente Bidu, que é o animal de estimação de Franjinha, participa tanto com seu dono como em historinhas em que é o astro principal, dialogando com outros cães e até com pedras(!). Bidu é o símbolo da empresa de Mauricio, a Mauricio de Sousa Produções. Na revistas Lostinho-Perdidinhos nos Quadrinhos e no primeiro número da revista Saiba Mais, no entanto, é revelado que a primeira criação do Mauricio foi um personagem super-herói chamado "Capitão Picolé".
Sua personagem Mônica foi criada neste ano. Em 1987, passou a ilustrar o recém-criado suplemento infantil d'O Estado de S. Paulo, o Estadinho, que até hoje publica tiras da Turma da Mônica.
Mauricio montou uma grande equipe de desenhistas e roteiristas e depois de algum tempo passou a desenhar
Acho realmente infeliz que Ouro da Casa não receba o prestígio que suas "irmãs" da linha MSP 50 recebem - é uma antologia rica e interessante, com histórias que variam de qualidade e complexidade de roteiro (característica presente também nas MSP 50, MSP +50 e MSP Novos 50), mas que prestigia os talentos da própria produtora. A fluidez das histórias é quase uma janela para o funcionamento da produtora de quadrinhos mais amada do Brasil, na qual os autores demonstram um carinho que parece muito sincero pelas personagens e pelo próprio Maurício - coisa muito gostosa de se ver. Ainda, é um privilégio poder ver uma obra que expressa tanta criatividade - ver funcionários de diversos setores se dedicando a criar histórias por meio de artes fora de sua especialização (além as histórias criadas em meios não tradicionais, como as histórias em escultura) é uma experiência super interessante - até mesmo o Sidney Gusman, tão conhecido pelos fãs do selo Graphic MSP, tem uma história na antologia! Acho apenas uma pena que o site já não está mais no ar - gostaria de poder ver as complementações sobre o processo e as curiosidades referenciadas no livro.