A fala, a poesia, as palavras verdadeiras são do grande poeta russo Ossip Emilievitch Mandelstam. Foram dadas pela primeira vez ao público nesta bela antologia de poesia e prosa, em edição bilingue, com tradução de Nina e Filipe Guerra. Mandelstam é um caso sério da grande poesia: poesia carnal, vigorosa, musical, hermética e cheia de referências clássicas. Não admira que o estalinismo tenha caído sem piedade sobre este grande poeta que aspirava apenas a um lugar onde pudesse escrever os seus poemas. O medo tomou conta dos seus caminhos e, depois da sua voz e da sua lucidez, tolhido pelo medo e pela miséria, é desterrado para a Sibéria. Morreu não se sabe bem quando ou onde, entre comboios fumegantes na neve, transportando deportados esfomeados aos quais tentara roubar o pão, convencido de que a sua ração estaria envenenada. Mas nós guardaremos a sua fala para sempre.
Osip Emilyevich Mandelstam (also spelled Osip Mandelshtam, Ossip Mandelstamm) (Russian: Осип Эмильевич Мандельштам) was a Russian poet and essayist who lived in Russia during and after its revolution and the rise of the Soviet Union. He was one of the foremost members of the Acmeist school of poets. He was arrested by Joseph Stalin's government during the repression of the 1930s and sent into internal exile with his wife Nadezhda. Given a reprieve of sorts, they moved to Voronezh in southwestern Russia. In 1938 Mandelstam was arrested again and sentenced to a camp in Siberia. He died that year at a transit camp.