Sarah Lund está a acabar o seu último dia como detetive no departamento da Polícia de Copenhaga antes de partir com o filho adolescente para a Suécia onde vai viver com o namorado. Mas tudo muda quando Nanna Birk Larsen, uma estudante de dezanove anos, é encontrada morta nos bosques em redor da cidade com sinais evidentes de ter sido brutalmente agredida e violada. Os planos de Lund para deixar o país vão sendo adiados à medida que a investigação com o seu colega, o detective Jan Meyer, se torna cada vez mais complexa.
Enquanto a família de Nanna tenta conviver com a sua perda, o carismático político Troels Hartmann está em plena campanha eleitoral para a presidência da Câmara Municipal de Copenhaga. Quando as ligações entre a Câmara e o assassínio se tornam conhecidas, o caso toma uma direção completamente diferente. Ao longo de vinte dias, os suspeitos sucedem-se enquanto a violência e a intriga política estendem a sua sombra sobre a investigação.
Baseado no argumento de Søren Sveistrup para a série de televisão com o mesmo nome, David Hewson transformou um enorme êxito televisivo num sucesso literário. Os dois volumes publicados pela Dom Quixote correspondem à primeira temporada da série.
DAVID HEWSON was born in Yorkshire in 1953. His books range from the Nic Costa series set in Italy to adaptations of The Killing in Copenhagen and the Pieter Vos series in Amsterdam. He's adapted Shakespeare for Audible and in 2018 won the Audie for best original work for Romeo and Juliet: A Novel, narrated by Richard Armitage. 2019 sees the release of a new, full-cast Audible drama set in New York, Last Seen Wearing, and a standalone novel set in the Faroe Islands, Devil's Fjord.
Depois da leitura frenética do primeiro volume, não podia deixar de pegar de imediato na segunda parte. Até agora, o mistério adensava-se e, ao invés de começarmos a vislumbrar uma resolução, cada vez a investigação estava mais complicada.
Sarah Lund e o seu parceiro continuam no centro dos acontecimentos: ele é o crédulo, o que se deixa levar pelas aparentes evidências; ela é, por assim dizer, o cérebro da equipa, e não se deixa convencer pelas mesmas, sempre que alguma coisa não parece bater certo. Paralelamente ao desenvolvimento do caso, a relação entre os dois, que ao início foi bastante complicada, é um dos aspetos bem desenvolvidos nesta segunda metade e que dão uma maior humanidade à história. A própria personagem de Sarah vai sendo mais explorada à medida que a história avança e cativa pela complexidade que apresenta.
A leitura foi igualmente viciante, e as páginas voam sem que praticamente nos demos conta. O caso policial, que é a grande estrela desta história, é muito interessante e bastante complexo. Penso que o autor (ou os argumentistas da série em que o livro se baseia) exageraram um pouco no plot device de fazerem crer que o culpado era um quando afinal isso não era verdade. Aconteceu demasiadas vezes e tirou um pouco de credibilidade à história, na minha opinião. Contudo, a parte positiva é que afastou a previsibilidade que muitas vezes é o calcanhar de Aquiles de alguns livros dentro do género. Recomendado.
Feitas as contas aos dois volumes, que são apenas uma história, gostei bastante. Foi uma história que me cativou por completo, que me manteve, ao longo das suas 1.000 páginas, sempre curiosa por saber qual seria a resolução deste caso.
Apeteceu-me começar 2015 com um daqueles livros que não se conseguem largar. Como é óbvio, não sabia se este primeiro volume da série The Killing (que corresponde à primeira metade do primeiro livro original) iria proporcionar-me essa leitura ávida, mas pelos comentários que tinha lido ao livro acreditei que sim. E, felizmente, foi o que se passou.
Ao contrário do que é habitual, desta vez é o livro que se baseia na série televisiva dinamarquesa com o mesmo nome, que foi transmitida entre 2007 e 2012 e teve três temporadas. A personagem central da história é a detetive Sarah Lund, que se encontra prestes a abandonar o seu trabalho na polícia dinamarquesa para rumar à Suécia com o namorado e o filho e iniciar, assim, uma nova vida. Contudo, no última dia de trabalho surge um caso macabro, quando a jovem Nanna Birk Larsen é encontrada morta dentro de uma carrinha no fundo de um lago.
Sarah Lund decide prolongar um pouco a sua estadia na Dinamarca, porque a brutalidade do crime e o mistério que o envolve exercem uma pressão muito forte sobre ela e a sua vocação para a profissão não a deixa pensar noutra coisa. À medida que vão sendo descobertas pistas e encontrados possíveis suspeitos, vamos também seguindo uma intriga secundária, de cariz político, que envolve a corrida para Presidente da Câmara de Copenhaga. Esta sub-trama, por assim dizer, acaba por se entrelaçar com o crime central, de forma algo previsível.
A escrita é muito básica, e a história narrada de forma algo superficial e fragmentada – isto deve-se, muito provavelmente, ao facto de seguir de perto os diálogos e cenas da série (não sei porque ainda não a vi, mas conto fazê-lo). Na verdade, centrando-se tão firmemente no desenvolvimento do caso policial, fica pouco espaço para grandes floreados ou desenvolvimento de personagens. A maior parte do texto é composto por diálogos simples e por descrições, por vezes em excesso de quantidade, do aspecto de pessoas e locais, mas que, estranhamente, acabam por proporcionar uma leitura super-rápida que, aliada a um caso policial muito interessante, torna quase imparável o virar de páginas.
Não é um livro perfeito, longe disso. Mas é uma leitura viciante, que entusiasma pela vontade de conhecer a resolução do caso policial que é o centro desta história. Parto de imediato para a leitura do segundo volume.
Sou fã incondicional da versão americana da série policial televisiva “The Killing”, criada em 2011 por Veena Sud, e que durou 4 excelentes temporadas - é claro que eu queria muito ler o livro!
No entanto, esta é uma adaptação literária da sua versão original dinamarquesa “Forbrydelsen”, criada em 2007, e que eu nunca vi. Confesso ter sérias dúvidas de que se compare à genialidade da versão US. Mas não descarto essa possibilidade – afinal, não é à toa que ela está na minha watchlist há enes– talvez numa das minhas próximas maratonas seriólicas.
Quanto ao livro propriamente dito, corresponde à 1ª temporada, embora cá em Portugal tenha sido dividido em 2 volumes, e posso dizer que, apesar de não haver surpresas, isso não impediu o meu apreço pela leitura. É um page-turner do início ao fim, e fez-me relembrar a série, que não difere muito da original, através desta perspectiva literária.
Finda a leitura, ficou a nostalgia, e uma vontade enorme de agarrar já no volume 2!
Este livro só por si merecia as 3,5 *, mas sendo uma continuação recai para as 4. Lund torna-se um bocado obcecada demais, o que às tantas me deixou desiludida. A acção é bastante mais lenta que no anterior e o final? Não gostei nada daquele final :/. A história política lá pelo meio, também me cansou um bocado. No entanto é uma óptima série, a trama está bem conseguida, bem escrito e, apesar de não ter gostado do final, vem explicar muita coisa.
3,5... Nunca vi a série, por isso não há espaço para comparação. A escrita é fracota, muito básica, mas a história cativou-me. A partir de certo ponto é mesmo um daqueles "page-turners" que não se consegue largar. Vou já para o segundo, pois estou irritada por não ter a mínima ideia de quem poderá ser o criminoso.
No calor da emoção de final de leitura, sou impulsionada a dar-lhe 5 estrelas, devorei o livro e fiquei completamente rendida, já tinha ouvido falar da serie mas como não tive ainda oportunidade de ver fico pela maravilha dos livros, e já de seguido parto para o volume 2.
Assim que vi este tópico, quando foi criado e passei uma rápida vista de olhos pela sinopse pensei: Quero! Nem quis saber de opiniões. Atrasei a sua leitura à espera que chegasse o 2º volume para, no caso de ser mesmo bom, não sofrer muito com a espera da continuação.
Hoje chegou então a vez desta leitura e o meu pressentimento inicial não podia estar mais acertado! Absolutamente RECOMENDADO, pelo menos a todos os leitores que gostam de um bom policial, porque este é mesmo bom! A única coisa má é que ainda não tenho o 2º volume :-\ mas na próxima semana já trato do assunto. ;)
Sarah Lund está de partida para a Suécia, com o namorado e o filho. No último dia no trabalho como sub comissária nos Homicídios, surge um caso, inicialmente de desaparecimento de uma jovem que, pouco depois, se revela um homicídio. Sarah não consegue virar costas, partir para a Suécia e deixar o caso com o novo colega, Meyer (e que peça que este é!).
Além da investigação de Sarah e Meyer, o enredo é acompanhado de 3 perspetivas ou de 3 lados, não sei bem como. Uma é a investigação propriamente dita dos Homicídios; outra é a vida da família Birk Larsen, a família da jovem assassinada (os pais dela tornaram-se rapidamente num casal de que gostei muito, acho que a dor deles pela perda da filha, os seus comportamentos, foram muito bem descritos e realistas); o outro lado é sobre um político - Hartman - que está a concorrer à Presidência da Câmara de Copenhaga e a sua equipa.
Não houve um único momento aborrecido. Não houve nada que não gostasse.
Achei curioso que, nos agradecimentos, o autor refere que não conhece a Finlândia. Estranho um autor escrever sobre um país que não conhece.
Viciante, intenso e chocante, este livro superou o primeiro volume, e apanhou-me completamente de surpresa com o final alternativo à série de TV original, e também muito diferente da versão US!
Continua dividido entre três narrativas: - Família Birk Larsen: dá-nos uma perspectiva da vida pessoal da família e como lidam com a morte prematura de Nanna, o que traz mais realismo à tragédia. - Campanha eleitoral: consegue pegar num tema aborrecido e torná-lo interessante através de toda a intriga política em redor de Troels Hartmann & Companhia, e a ligação com o homicídio. – Investigação policial: liderada por Sarah Lund e Jan Meyer. A caracterização deles é do melhor e é claro que acabei por misturar os dois formatos e o livro tornou-se uma extensão da série.
A investigação enrola, e os “red herrings” são muitos, mas acho que é isso que torna a leitura tão viciante. O verdadeiro culpado do homicídio acaba por se perder numa catrefada de suspeitos até cair no esquecimento. O fim acabou por não ser tão previsível porque o autor deu o seu próprio twist á história e ainda bem, porque se tivesse seguido o argumento da série teria sido muito óbvio! Desta forma, creio que teve mais impacto. A ideia de que estamos todos ligados, e que mais cedo ou mais tarde acabamos por nos cruzar, e uma acção do passado pode ter sérias repercussões no presente. A força das circunstâncias que atravessa o tempo parece quase uma grande partida cruel do destino.
Este segundo volume não teve a mesma adrenalina do primeiro. A fórmula foi repetitiva ao longo do livro: um suspeito, todos convencidos que era ele o assassino, que o caso estava encerrado e depois não era. Mesmo assim, leu-se muito bem e tive sempre interesse em ler tudo.
Sarah Lund, a protagonista, foi retratada neste volume de uma forma um pouco diferente. Aqui é uma mulher mais intropestiva, uma mulher e profissional que quando tem algo na ideia, parece não ver nem ouvir mais nada nem ninguém. Fez-me lembrar o personagem Joona Lina, da série de Lars Kepler.
Já vi no site do autor que, no próximo ano, publica o The Killing 3. Pela info disponível sobre esse terceiro volume, não me parecia que tivesse alguma coisa a ver com estes dois volumes anteriores, mas agora acho que tem mesmo.