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Jung e a Mediunidade

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Trata das experiências e opiniões de Jung no que diz respeito aos fenômenos mediúnicos, cuja ação sentiu em si mesmo, em sua família e em vários de seus pacientes. Tais experiências foram por ele estudadas, com critério e sem parti pris, como cientista honesto e digno do nome que foi. Aceitou ele a imortalidade da alma, a comunicação dos mortos e a reencarnação? Esta obra vai contribuir para que você tire suas próprias conclusões a respeito.

192 pages, Paperback

First published June 1, 2004

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Profile Image for Carla Parreira .
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April 30, 2025
O livro fala sobre o trabalho de Carl Gustav Jung (1875-1961). As pesquisas sobre o inconsciente com pacientes psiquiátricos, foram às bases experimentais de sua teoria sobre o psiquismo humano. O contato com os fenômenos mediúnicos -se desde cedo e seus questionamentos sobre Deus o acompanharam desde os primeiros anos de infância. Jung foi, durante a infância, perturbado por conflitos, ansiedades e temores. Os pesadelos eram frequentes e, também, sofreu inúmeros acidentes, que atribuiu em suas memórias a um desejo inconsciente de suicídio. Nascido numa família protestante do interior da Suíça, tendo como pai um Pastor, Jung foi criado numa atmosfera de tabus, moralismo e medo. Isto, acoplado às desavenças entre seus pais, provocou-lhe angústia, ansiedade e pressões psíquicas que se extravasavam em pesadelos diversos, cujo significado ele analisou ao longo de sua vida. As visões espirituais em sonho foram comuns na vida de Jung. Em geral, para Jung, os sonhos parecem vir a nós, e não ser um produto nosso. Eles são constituídos de complexos psíquicos autônomos, originados do inconsciente, cuja existência e ação estão além do controle da consciência. O mesmo acontece, segundo ele, com uma visão ou aparição, com a diferença de ocorrerem no estado de vigília. São apenas irrupções momentâneas de um conteúdo inconsciente na continuidade da consciência. A psiquê, diz Jung, não é um todo indivisível, ao contrário, é formada de inúmeras partes, as quais se ligam entre si, embora permaneçam relativamente independentes, a ponto de parecerem dissociadas do complexo do eu: são os complexos autônomos do inconsciente. Sob o ponto de vista psicológico, os espíritos são, portanto, complexos inconscientes autônomos que aparecem em forma de projeção, porque, em geral, não apresentam nenhuma associação com o eu. Apesar inconsciente saber muito mais do que o consciente, o seu conhecimento não está ligado ao aqui e agora, pois não é nem temporal, nem espacial. Da mesma forma, não fala a linguagem entendida pelo intelecto, pois em geral é simbólica e concentrada, necessitando ser amplificada, para se atingir a sua plenitude de significado. Ao criar o conceito de sincronicidade chegou a colocar o próprio universo como tendo uma essência estruturalmente similar ao
inconsciente, senão como sendo uma projeção do inconsciente coletivo, onde nós existiríamos enquanto individualidades, mas interligadas nesse nível profundo. Essa visão se aproxima do conceito monista do pensamento hindu, o qual entende que tudo o que existe é uma só coisa em essência, donde afirmar que: tudo é um. Radicalmente, toda a criação seria uma manifestação do incognoscível, que a ilusão (Maya) induz a ser percebida como formada de diferentes seres e coisas. Cabe salientar que existem físicos nucleares que postulam a existência de um substrato último da matéria onde tudo é um, isto é, um campo unificador de todos os fenômenos universais. Nesse caso, a individualidade seria o fruto do processo evolucionário de um inconsciente em si, que gradualmente se transgradualiza da pura inconsciência para a consciência, tendo o inconsciente pessoal como uma etapa intermediária; ou seja, o inconsciente coletivo gera o inconsciente pessoal e a seguir a consciência. Nesse caso, poderíamos entender a individualidade como resultado natural do processo, mantendo-se, todavia, a ligação fundamental entre os indivíduos pelo psiquismo objetivo. A teoria junguiana do inconsciente não contradiz os ensinos do Espiritismo.
Profile Image for Angelo Costa.
66 reviews
July 2, 2023
Muito boa pesquisa em torno das experiências mediúnicas e paranormais do dr. Jung! Apesar de muitas abordagens técnicas que fogem ao perfeito entendimento de um leigo, trata-se de uma excelente obra para nos ampliar os horizontes intelectuais para uma melhor apreensão dos fenômenos mediúnicos e da mente humana.
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