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Sobre Arte, Técnica, Linguagem e Política

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«O nome do filósofo cuja vida se extinguiu durante a fuga aos polícias hitlerianos foi adquirindo uma auréola nos quinze anos que decorreram desde a sua morte, apesar do carácter esotérico dos seus primeiros trabalhos e do carácter fragmentário dos últimos. O fascínio pela pessoa e oeuvre levam inevitavelmente a uma atracção magnética ou a uma defesa estremecida. Sob o olhar das suas palavras tudo se transforma como se se tornasse radioactivo. Mas a sua capacidade de distinguir constantemente novos aspectos das coisas — não tanto pelo processo que consiste em romper criticamente as convenções como pelo de relacionar-se com o objecto de acordo com a sua organização interna como se a convenção nenhum poder tivesse sobre ele — não pode apreender-se seriamente através do conceito de originalidade. Nenhum pensamento original desse homem inesgotável se assemelha a algo sem mistura.» T. W. Adorno

208 pages, Paperback

First published January 1, 1992

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About the author

Walter Benjamin

845 books2,074 followers
Walter Bendix Schönflies Benjamin was a German Jewish philosopher, cultural critic, media theorist, and essayist. An eclectic thinker who combined elements of German idealism, Romanticism, Western Marxism, Jewish mysticism, and neo-Kantianism, Benjamin made influential contributions to aesthetic theory, literary criticism, and historical materialism. He was associated with the Frankfurt School and also maintained formative friendships with thinkers such as playwright Bertolt Brecht and Kabbalah scholar Gershom Scholem. He was related to German political theorist and philosopher Hannah Arendt through her first marriage to Benjamin's cousin Günther Anders, though the friendship between Arendt and Benjamin outlasted her marriage to Anders. Both Arendt and Anders were students of Martin Heidegger, whom Benjamin considered a nemesis.
Among Benjamin's best known works are the essays "The Work of Art in the Age of Mechanical Reproduction" (1935) and "Theses on the Philosophy of History" (1940). His major work as a literary critic included essays on Charles Baudelaire, Johann Wolfgang von Goethe, Franz Kafka, Karl Kraus, Nikolai Leskov, Marcel Proust, Robert Walser, Trauerspiel and translation theory. He also made major translations into German of the Tableaux Parisiens section of Baudelaire's Les Fleurs du mal and parts of Proust's À la recherche du temps perdu.
Of the hidden principle organizing Walter Benjamin's thought Scholem wrote unequivocally that "Benjamin was a philosopher", while his younger colleagues Arendt and Theodor W. Adorno contend that he was "not a philosopher". Scholem remarked "The peculiar aura of authority emanating from his work tended to incite contradiction". Benjamin himself considered his research to be theological, though he eschewed all recourse to traditionally metaphysical sources of transcendentally revealed authority.
In 1940, at the age of 48, Benjamin died by suicide at Portbou on the French Spanish border while attempting to escape the advance of the Third Reich. Though popular acclaim eluded him during his life, the decades following his death won his work posthumous renown.

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Profile Image for Miguel Alves.
142 reviews1 follower
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June 16, 2025
À semelhança de outros Frankfurt schoolers, a escrita de Benjamin tem o carácter de quem absorve, remistura e recombina freneticamente influências de todos os lados — Freud e psicanálise, Marx e materialismo dialéctico, e, neste caso, cristianismo e a cabala judaica. Estes últimos em particular injectam uma dose de misticismo que contrasta de forma interessante com o intuito racional/cientifico de Marx e Freud. O resultado é um conjunto de textos bastante excêntrico, apesar da prosa clara e elegante de Benjamin.

Claro que a viga mestra é A Obra de Arte na Era da Sua Reprodutibilidade Técnica, com a sua densidade de ideias prescientes sobre a arte na modernidade. A perda da autenticidade, da “aura” e do valor de culto, e o ganho da democratização da arte, do valor de exibição, do potencial de mobilizar as massas. O ofuscar da separação entre autor e publico, e entre crítico e apreciador casual. O crescimento do culto de personalidade como substituto da “aura”. Também Teses sobre a Filosofia da História é muito interessante na sua crítica ao "materialismo histórico" determinístico e dogmático.

Tudo isto escrito na sombra do definhar do liberalismo e da expansão paralela do fascismo e comunismo, um contexto que é como um smog que se cola a cada palavra e faz pender do texto grossas gotas de ansiedade e desespero existencial. Dá para sentir os ecos do optimismo cauteloso de Benjamin face ao potencial político do comunismo a esbarrar contra a hipocrisia e os horrores do estalinismo. Um optimismo que hoje, numa era pós-invasão de Praga e pós-cortina de ferro, e depois das sucessivas desilusões com o movimento na segunda metade do século XX, está compreensivelmente defunto, ou perto disso, no Ocidente.
Profile Image for Daniel Meira.
38 reviews11 followers
March 14, 2019
O mais interessante:
Formas de abordagem dos diferentes temas, especialmente no que diz respeito à narrativa/literatura oral/arte de narrar vs escrita/romances/síntese de informação; citações excelentes; boas analogias; as resistências sociais no que diz respeito à obra de arte; a valorização e desvalorização dos meios de produção na obra de arte. A distinção das observações de Benjamim relativamente às formas de produção artística, nomeadamente no que diz respeito ao cinema e fotografia justificam a sua leitura para qualquer interessado nestas áreas.
Boa compilação de ensaios em geral. Pessoalmente achei "Sobre a Linguagem em Geral e sobre a Linguagem Humana" o mais fraco da colectânea.
A aprofundar:
Noções de aura; inconsciente óptico; magia.
Profile Image for Navi.
10 reviews
October 30, 2025
é a primeira vez que leio Benjamin e considero que a forma como veicula as suas ideias é conducivo a que quem o leia chegue às suas próprias tentando entender do que crl Benjamin está a falar. nos momentos em que é claro é profundamente iluminante, desvendando uma mente crítica altamente capaz de ver padrões que apenas alguém tão perspicaz e formado como Benjamin o foi. noutros momentos fica a vontade de avançar páginas sem suscitar curiosidade suficiente para entender em pleno o que nos está a ser descrito. os últimos 2 ensaios em particular foram-me bastante difíceis.

de modo geral estou contente de ter terminado esta leitura, quer por alívio, quer por ter explicado certas tendências na arte para as quais eu ainda não tinha descrição. boa cena, Benjamin.
Profile Image for la poesie a fleur de peau.
508 reviews63 followers
January 13, 2020
"O romance distingue-se, sobretudo, da narrativa. O narrador vai colher aquilo que narra à experiência, seja própria ou relatada. E transforma-a por vezes em experiência daqueles que ouvem a sua história. O romancista isola-se. A origem do romance é o indivíduo na sua solidão, que já não tem autoridade para se apresentar como exemplo quando se pronuncia sobre os seus interesses mais importantes, que já não recebe nem sabe dar conselhos. Escrever um romance significa levar o incomensurável aos seus últimos limites na descrição da vida humana. No meio da plenitude da vida e através da representação dessa plenitude, o romance exprime a profunda perplexidade de quem a vive."
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