Tem talento para as letras, mas faltam-lhe as técnicas e os exercícios para o desenvolver? Não dispõe de tempo ou paciência para frequentar oficinas de escrita criativa? Então, este livro bem-humorado e prático é para si. Nele, João de Mancelos explica as técnicas fundamentais para escrever um conto, novela ou romance. Propõe ainda alguns exercícios úteis e divertidos, que pode fazer individualmente ou em grupo. Aprenda a recolher ideias, desbloquear a inspiração, gerar suspense, construir uma personagem irresistível, criar uma atmosfera mágica, e muito mais! Manual de Escrita Criativa constitui o livro ideal para autores aprendizes, amantes da leitura, jornalistas, publicitários e formadores de Escrita Criativa.
João de Mancelos nasceu em Coimbra, em 1968. Publicou 30 livros nas áreas do ensaio, poesia e ficção. O conto “O que sentes quando a chuva cai?” foi adaptado a cinema, em 2020, por Alexandre Dantas, e o filme obteve o segundo lugar no prémio Fundação Nacional das Artes (Brasil). Dois livros seus foram traduzidos por Pedro Sánchez Sanz e publicados em Espanha: “Tu nombre incendiado de azul” e “La sombra de un hombre solo”. Realizou oficinas de Escrita Criativa na Universidade Complutense de Madrid (Espanha), Universidade de Manchester (Inglaterra) e Universidade de Varsóvia (Polónia) e em dezenas de escolas e bibliotecas em Portugal. É licenciado em Estudos Portugueses e Ingleses (Universidade de Aveiro), mestre em Estudos Anglo-Americanos (Universidade de Coimbra), doutorado em Literatura Norte-Americana (Universidade Católica Portuguesa) e agregado em Estudos Culturais (Universidade de Aveiro). É docente no ensino superior há mais de 31 anos. Presentemente, é professor na Universidade da Beira Interior e no Instituto Politécnico de Coimbra. Venceu prémios em diversos concursos literários.
Quem desejar aprender a escrever ficção tem neste livrinho um precioso auxiliar. "Manual de Escrita Criativa", de João de Mancelos, é um livro básico, com capítulos bastante breves, alguns surgidos na extinta revista "Os Meus Livros". Lê-se numa tarde, com agrado, pois o tom é humorístico e está recheado de dicas, citações, curiosidades, exercícios e exemplos retirados de autores portugueses e estrangeiros. Até os títulos dos capítulos são divertidos: "Como seduzir uma musa", "Como montar uma bomba-relógio", "Como meter toda a gente em sarilhos", etc. O livro não parecer seguir uma estratégia passo a passo (o capítulo sobre a publicação, por exemplo, aparece bem antes do final). Creio que a ideia talvez tenha sido deixar o leitor abrir o volume ao acaso e debruçar-se o que entender, aqui e ali, sem ter a sensação de estar a "estudar". Aqui, tudo é lúdico, livre, criativo. Na globalidade, fica uma obra divertida, muito bem escrita (já era de esperar) e com a qual se aprende muito e bem. Li, também do mesmo autor, "Introdução à Escrita Criativa", um livro mais avançado e completo, pelo que o ideal é mesmo começar pelo "Manual de Escrita Criativa".
“Mark Twain dizia: “Se virem um adjetivo, matem-no”. Na verdade, para quê dizer “o leve vento”, quando podemos escrever “a brisa”?”
Escrever um livro, ser escritor, passar a vida a ler e a escrever em sítios paradisíacos… É um sonho partilhado por muitos de nós, tenho a certeza. O difícil é perceber que a escrita não é uma opção. É uma obsessão, é uma forma de respirar, é uma necessidade fisiológica, é a diferença entre a vida e a morte (uma morte simbólica, claro).
Neste pequeno livro de João de Mancelos, não só aprendemos alguns “truques” para nos tornarmos melhores escritores (melhores, mas não escritores), como percebemos pelos exemplos dados que houve quem deixasse de dormir para escrever, a trabalhar durante o dia, a tratar dos filhos (caso de Toni Morrison), quem fosse rejeitado quinhentas vezes antes de alcançar a fama e quem depois de um cuidadoso processo de revisão do livro tivesse dado trinta anos a um personagem num capítulo e trinta e oito noutro.
Coloco num quadro à parte alguns dos livros que o autor refere. A vergonha de só ter lido três é grande, mas é a vida.
Escrever é uma arte que também se aprende, também tem técnicas, que pode até evoluir com o treino. Mas continuo a acreditar que há um dom que nasce connosco. Com um dom podemos aprender a ser grandes, sem dom podemos aprender a ser entendidos. Eu encaixo na segunda categoria e já ficarei muito contente se me disserem que o que eu escrevo faz sentido. Mas continuarei sempre a aprender.
Primeiro livro do ano onde pude aprender mais sobre a escrita, nomeadamente, com as técnicas da escada, da panela de pressão ou mesmo de complicar histórias para não cansarem o leitor. Achei piada a história por detrás dos Sonhos porque já a minha psicóloga perguntava-me o que é que eu sonhava. Mas os sonhos devem ser anotados para construir uma bela história. Enfim, gostei muito deste livro.
De manual, tem pouco. Aliás, a Introdução à Escrita Criativa, do mesmo autor, tem muito melhor conteúdo. Afinal, este Manual é só uma coletânea de textos/crónicas (pelo que percebi, nem sequer inéditos) que o autor seleccionou, sem critérios, ligação lógica ou categorização, com a agravante de ser um repositório de ideias de outros ("segundo o autor X...", constantemente), sem criatividade nenhuma.
Cheguei a ler alguns textos antes de comprar este livro, mas, mesmo assim, fiquei desapontada.
Seja como for, serve como sumário do que outros autores já estudaram - o início factor que me faz dar-lhe 3 estrelas e não 2.