As primeiras boîtes, os livros proibidos, os concursos de mini-saias e de ié-ié. As vedetas da TV, os bordéis, os mamarrachos, um ditador. A vida na Lisboa dos anos 60 é tudo isto, e muito mais, baseado em factos históricos e memórias reais, esta cápsula do tempo é um antídoto para o esquecimento. Resgata personagens, cristaliza lugares, recorda escândalos e aventuras. Uma viagem surpreendente a um passado tão recente e já tão desconhecido.
Incrível retrato da Lisboa da década de 60. É estranho pensar que não passou assim tanto tempo e, no entanto, parece outro mundo. Aprendi imensas coisas com este primeiro livro e estou estupefacta com o facto de eventos tão importantes não serem nunca referidos durante o nosso percurso académico. Sempre me fascinou o passado, quando era pequena um dos meus maiores sonhos era viajar para o passado e ver com os meus olhos como eram as coisas, como é que as senhoras se vestiam, o que faziam, como falavam, sobre o que falavam... e com este livro sinto que realizei um bocadinho desse meu sonho de infância. De referir também que o livro não é minimamente aborrecido, tem um design fantástico e divertido, imensas fotografias, é de leitura muito fácil. Posto isto, obrigada prima pela recomendação! Vou viajar agora até à década de 70.
LX60 é um livro sobre a vida de Lisboa, os acontecimentos e as peripécias que aconteceram nos anos 60 e que mudaram a cidade para sempre. É um livro sobre a moda, sobre a música, sobre o Estado, sobre a Guerra, sobre tantos assuntos que faziam de Lisboa a cidade cosmopolita dos anos 60. Este livro é uma cápsula do tempo que catalogou lugares, pessoas e episódios naquela década, num contexto tanto social como político. Ler este livro é como fazer uma viagem ao passado, é um gosto enorme saber como era, como viviam, como sentiam, como vestiam, como ousavam, naquele tempo, que parece tão longínquo mas ao mesmo tempo tão próximo. Em jeito de incentivo à leitura deste livro, numa perspectiva mais histórica, enuncio algumas curiosidades que me chamaram a atenção: A música "A morte saiu à rua" de Zeca Afonso foi escrita em homenagem a José Dias Coelho, militante do PCP morto a tiro pela PIDE numa noite em Alcântara. Quinze anos antes do golpe de Estado do 25 de Abril de 1974 houve uma tentative de golpe com o nome "Operação Papagaio" que tinha tudo para dar errado, e deu.
Cidália Moreira, aquela que foi apelidada de fadista cigana era casada com o mago Raul Karma e assistente, cuja imagem de marca era conduzir de olhos vendados. A famosa expressão das "obras de Santa Engrácia" deve-se à obra que mais tempo demorou em Lisboa, tendo início em 1682 como Igreja de Santa Engrácia e fim em 1966 já como Panteão Nacional.
Esta leitura é necessária para todos aqueles que queiram compreender um pouco mais da nossa história e de acontecimentos que deram lugar ao presente.