(There will be spoilers. Be warned.)
É o segundo conto que leio do autor e volto a ficar ao mesmo tempo agradavelmente surpreendido no início e aborrecido no final.
Sou um fã de Steampunk, portanto o ambiente industrial, o cantinho do inventor na fábrica, apanhou-me logo de rajada e bem. O diálogo entre os dois constructos é maioritariamente eficaz, ainda que algo clássico na sua essência. O mesmo já não se pode dizer do diálogo seguinte com o "vilão" do conto: cliché até dizer chega. Clichés são também as personagens, e acaba por sê-lo o enredo. O final, embora pinte uma bela imagem, falha em nos explicar o porquê de fazer dois mecanismos pensantes em ligas diferentes; falha em explicar porque é que, ou como, o que é para todos os efeitos apenas uma máquina, sente; e acima de tudo falha em explicar como é que se causa uma explosão nuclear quando se dá contacto entre urânio e metal quente, dado que no mínimo dos mínimos seria necessário o urânio estar enriquecido para tal, um processo artificial que não se pode conceber ter sido operado em plena Revolução Industrial. São tudo questões sobre as quais o autor se deveria ter debruçado, porque deixam o conto bastante fragilizado quando se procura expôr o que lhe vai debaixo da superfície.