Em 17 contos, Marcelino Freire retrata a dura realidade do submundo urbano, cheio de dores numa sociedade injustiçada pelas diferenças e marcada pela violência. Entre os contos estão - 'Muribeca'; 'Belinha'; 'Moça de família'; 'Volte outro dia'; 'Socorrinho'; 'Filho do puto'; 'Troca de alianças'; 'Angu de sangue'; 'Os casais'; 'A cidade ácida'; 'The end' e 'Mataram o salva-vidas'.
Marcelino Freire nasceu em Sertânia, PE, em 1967. Viveu no Recife. Desde 1991 reside em São Paulo. É autor, entre outros, de Angu de Sangue (Ateliê Editorial), Amar É Crime (Edith), Rasif e Contos Negreiros (Record) - este último, vencedor do Prêmio Jabuti 2006, foi também publicado na Argentina em tradução feita por Lucía Tennina. É o criador e curador da Balada Literária, evento que acontece anualmente, desde 2006, no bairro paulistano da Vila Madalena. Nossos Ossos é seu primeiro romance.
Já falei antes e não custa repetir: Marcelino Freire é um dos melhores escritores brasileiros em atividade. O uso da oralidade, a escolha de temas para construir suas narrativas, o estilo ágil e enxuto, a franqueza de seus personagens mesmo quando estão indicustivelmente errados. Tudo isso faz parte da espericência de se ler Marcelino Freire. Seus contos possuem ritmo, melodia, intensidade em cada palavra escolhida. É como ouvir alguém falando ao invés de ler algo. Difícil é escolher qual foi meu conto favorito deste livro, mas fico com "Muribeca" e "Angu de sangue".