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Dentes Negros

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Em seu quarto livro de ficção, André de Leones, vencedor do Prêmio Sesc de literatura em 2005, narra, com uma voz muito própria e sempre capaz de surpreender o leitor, uma história ambientada num Brasil pós-apocalíptico em que parte da população foi varrida por uma doença misteriosa e fatal. Neste cenário de paisagens vazias, reforçadas pelas fotografias de Lívia Ramirez, alguns personagens se isolam enquanto outros caminham por encontros frágeis e fortuitos em busca de alguma salvação.

144 pages, Paperback

First published January 1, 2011

13 people want to read

About the author

André de Leones

25 books33 followers
André de Leones nasceu em 1980, em Goiânia. Foi criado no interior de Goiás, em Silvânia. Vive em São Paulo.

É autor dos romances "Eufrates" (José Olympio, 2018), "Abaixo do paraíso" (Rocco, 2016), "Terra de casas vazias" (Rocco, 2013), "Dentes negros" (Rocco, 2011), "Como desaparecer completamente" (Rocco, 2010) e "Hoje está um dia morto" (Record, 2006), e da coletânea de contos "Paz na Terra entre os monstros" (Record, 2008).

Escreve resenhas literárias para o jornal "O Estado de S. Paulo" e crônicas para "O Popular". Já colaborou com "O Globo", "Bravo!", "Diário de Cuiabá" e "Jornal do Brasil", entre outras publicações.

É formado em Filosofia pela PUC-SP.

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Community Reviews

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1 star
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Displaying 1 - 4 of 4 reviews
Profile Image for Samir Machado.
Author 34 books358 followers
December 28, 2018
Começou estranho, mas foi ficando muito bom muito rápido. Boa ambientação pós-apocaliptica em cenário nacional. Vários momentos me fizeram pensar em Cormac McCarthy (um pouco de William Burroughs). Primeiro do André de Leones que leio: bom começo.
Profile Image for Saymon Nascimento.
4 reviews6 followers
October 14, 2018
Dentes Negros foi o meu primeiro contato com André de Leones e me deixou muito impressionado, especialmente pelo estilo seco e kacônico que indicam uma possível inspiração em Cormac McCarthy.

Do americano talvez também venha a inspiração para o cenário pós-apocalíptico, cenário esse que De Leones apresenta em detalhes intrigantes, mas sem jamais transformá-lo num "universo".

Descrições são econômicas, apenas suficientes para conjurar um profundo sentimento de desolação. O texto é curto e cinematográfico, mas a força de suas imagens vem de ideias, e não de um esgotamento na apresentação das suas cenas.

Curiosamente, cada capítulo é iniciado com uma imagem da fotógrafa Lívia Ramirez, mas as imagens nada descrevem - são registros de cenários vazios e estéreis que batem com o Goiás do livro, mas que remetem ao desaparecimento da espécie humana nos sete minutos finais de O Eclipse, de Antonioni.

Dentes Negros implora para ser filmado.
Profile Image for Márcio.
684 reviews1 follower
November 14, 2018
Quando uma catástrofe arrasa uma boa parte do país, mantando boa parte de sua população por meio de uma infecção que após se apossar do corpo mata a pessoa em questão de segundos, com dentes negros e uma boca esgarçada de pavor e ausência de ar, o que fazer? Quais são as saídas que existem para todos aqueles que sobreviveram, tanto nas áreas severamente atingidas, como nas áreas que não o foram?

"Dentes negros" dividi-se em 3 blocos (capítulos) que procuram dar conta da (sobre)vida dos poucos que sobreviveram nas áreas devastadas por possuírem anticorpos naturais contra a infecção, bem como daqueles que moram nas áreas não largamente infectadas, mas que infectados estão, sobretudo pela necessidade de se vacinarem contra a peste.

No primeiro bloco, "Ossos", em um happy hour na Rua Augusta em São Paulo tumultuada, temos Hugo que conhece uma garota com traços orientais, Renata. Ele, goiano, gay; ela, baiana, hétero. Acabam no apartamento dela, onde têm uma noite de sexo e conversas intimistas. Há desdobramentos, mas dizer muito mais é como entregar spoilers. "Ossos" traz-nos a barbárie urbana na procura de dar um sentido a vida e tentar prosseguir com ela, mas em especial, uma procura de ressignificar o outro, o sentido de humano, a vida ela mesma.

No segundo bloco, "Corpos", temos a história de alguns sobreviventes da cidade de Silvânia em Goiás, onde Hugo cresceu. "Corpos" traz-nos a barbárie pura e crua daqueles que buscam os meios de garantir a sua sobrevivência ou de seu grupo.

No terceiro bloco, "Espíritos", temos a história de Alexandre, soldado alocado em uma guarnição em Goiás, sendo ele aquele que costura, de certo modo, os 3 blocos e dá-nos a dimensão da história contada por Leones. Temos de volta a procura de ressignificar o outro.

A escrita de André Leones é fluida, sabendo ser poética nos momentos apropriados, mas também trágica, atroz, humana. É muito bom quando percebemos pela leitura que o autor tem um excelente domínio do ato de escrita, e não só, mas da capacidade de numa obra tão curta, dar-lhe uma dimensão tão grande dos nossos tempos. Sim, pois de certa forma "Dentes negros" também pode ser lida como uma metáfora do momento presente, marcado tanto pelo individualismo, pelo egocentrismo, pelo consumismo, pela insensibilidade perante a dor do outro, pela banalização do mal, pela perda do sentido do outro, do humano. E nisso, o que é a vida, senão uma procura incensante por algo que nos está além, porque não conseguimos enxergar/perceber que está em nós?!

"A vitrola, pequena, está ligada a duas caixas de som enormes. Ela coloca um disco e deixa o volume baixo. A música se espalha pelo chão da sala feito a água liberada de um aquário cujas paredes se romperam." (página 33)
19 reviews
September 30, 2020
Livro raso, preguiçoso e confuso. Personagens pouco explorados, história pós-apocalíptica onde nada faz sentido e tudo fica inexplorado.
Não perca tempo.
Displaying 1 - 4 of 4 reviews

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