SINOPSE Marina, de 17 anos, leva uma vida monótona e confortável, centrada no objetivo de ter boas notas para entrar na universidade. Findas as férias de verão, tem início um novo ano letivo que se revela repleto de novidades, entre elas Lucas. A misteriosa figura do aluno desperta-lhe a atenção, apesar da aura obscura que o rodeia. Mais tarde, Joshua junta-se à turma e um turbilhão de sentimentos contraditórios assola Marina, deixando-a confusa e sem saber que caminho seguir. E se fizer a escolha errada? Em simultâneo, o cosmos da rapariga fica completamente virado do avesso com uma série de inexplicáveis acidentes, que parecem querer colocar um ponto final na sua existência. Afinal, o que se estará a passar? A resposta será uma revelação inesperada, que dará a conhecer ao mundo os Perdidos.
Este é o primeiro volume da trilogia Perdidos, uma série na qual coração e razão entram em conflito. Nem sempre o que gostaríamos de ter é o melhor para nós. Mas e se o que nos dizem não ser bom para nós, é exatamente aquilo de que precisamos? Viver implica correr riscos, demasiado grandes às vezes.
SYNOPSIS Seventeen-year-old Marina leads a monotonous and comfortable life, centered in the goal of having good grades to get into university. After summer vacations, a new school year starts, and it reveals itself full of news: Lucas is one of them. The mysterious figure of the student awakens her attention, despite the dark aura that surrounds him. Later, Joshua joins their class and a flurry of contradictory feelings plagues Marina, confusing her to the point of not knowing which path to take. What if she makes the wrong choice? Simultaneously, the cosmos of the girl gets completely turned upside down with a series of unexplained accidents that seem to want to put an end to her existence. What’s happening? The answer is an unexpected revelation that will introduce the world to the Lost Ones.
This is the first volume of the Lost Ones trilogy, a series in which heart and reason conflict. Sometimes, what we wish we could have is not the best for us. But what if what we are told as not good for us is exactly what we need? Living involves taking risks, sometimes too serious.
Fã inequívoca do mundo literário, publicou o seu primeiro livro em 2008, um romance histórico intitulado “Almira, a Moura Encantada” (Corpos Editora). No ano seguinte lançou o conto “Clara e o Natal” (Euedito). “Perdidos”, publicado no final de 2012, marcou a sua estreia na vertente do Fantástico e também nas trilogias. “Esquecidos” é o segundo livro desta saga paranormal e "Redimidos" o terceiro.
Este era um livro, sobre o qual eu tinha imensa curiosidade. Por ser de uma autora portuguesa, o que por si só já tem muito valor, e por abordar um tema diferente dos actuais. Nem tudo gira à volta de vampiros e lobisomens, apesar de gostar do tema. A história baseia-se numa jovem residente em Alcácer do Sal,chamada Marina, que, até uma certa altura tem como foco central, ser uma boa aluna, ir o mais longe possível, como ela diz na sua apresentação à turma, quando se inicia o ano lectivo. Tem uma melhor amiga e uma inimiga. (Na escola, quem não tem inimigos?). Marina vê-se envolvida em vários acidentes mortais e de todas a vezes a sua vida é salva miraculosamente. Só ela sabe quem a salvou. Lucas é um novo aluno, ao que parece repetente. Mas com mau feitio e arrogante. Marina, aos poucos vai conseguindo quebrar a parede que ele moldou à sua volta e descobre que ele é um Perdido e contra tudo e contra todos apaixona-se por ele e ele por ela. No final, será o amor deles que os salvará.
A história está muito bem pensada e o facto de a autora aproveitar todos os locais mais conhecidos da sua terra, abona bastante em favor do decorrer da trama. Permite também aos leitores, conhecer mais um cantinho de Portugal.
Alguns pontos que não funcionaram comigo, neste livro:
Ponto 1 - Acho que para uma rapariga que nunca se tinha apaixonado, e que era da maneira que era, responsável e com os pés assentes na terra, ela deixa-se levar muito rapidamente pelo "não-encanto" de Lucas.Tudo bem que ele é o típico "bad-boy" pelo qual todas as raparigas se sentem atraídas, no entanto, acho que deveria ter sido ela a dar-lhe luta e não o contrário. Lembrou-me demasiado a Bella Swan da Saga Twilight que mal pôs a vista em cima do Edward passou-se da cabeça.
Ponto 2 - Tal como disse acima, acho que todo o relacionamento deles evoluí depressa demais. Tipo, num dia ele nem olha para ela e no outro já estão abraçados e tal. E, também, a maneira como Ana, a melhor amiga dela a trata, é um pouco fora do normal. Nenhuma melhor amiga trata a outra de "bebé"... talvez trate por "linda", "querida", "mana"...
Ponto 3 - Acho que a relação entre ela e Joshua é um pouco idílica e ao mesmo tempo estranha. Ela gosta de Lucas, mas ao mesmo tempo tem comportamentos algo duvidosos com o amigo, o qual ela sabe que está apaixonado por ela. A cena dos dois a tomarem banho juntos na banheira dele, foi um pouco puxada demais... ninguém hoje em dia faz isso. Não é que não tenha gostado da cena, mas acho que foi uma cena forçada demais para dois jovens atraentes. Na vida real ela teria sentido muito mais estando com as costas encostadas a ele. (Desculpa essa parte Rute).
Ponto 4 - Acho que a relação entre Marina e a mãe é um pouco fraca. Tirando as partes em que aconteceram os acidentes com a filha, e as idas da mãe à escola, acho que a mãe é uma pessoa tão distante como o próprio pai de Marina.
Pontos que favorecem a história:
Ponto 1 - A história. Muito bem pensada. Utilizar um Ser obscuro como um demónio e ainda por cima Perdido, foi genial.
Ponto 2 - Os locais onde se passa tudo. Tem de se dar mais valor aos lugares lindos que existem em Portugal. E o sitio onde Marina vive, parece-me ser um sítio mesmo catita. A autora ter utilizado a sua própria terra, tendo por isso conhecimentos mais profundos do sítio, faz com que os leitores tenham vontade de lá ir e percorrer os mesmos caminhos que as personagens do livro percorreram. Pelo menos a mim despertou essa vontade.
Ponto 3 - A escrita, embora um pouco detalhada demais, é uma escrita leve e fácil de ler. Levei mais tempo do que o normal para ler esse livro por causa do tamanho da letra, que é um pouco pequeno demais, ou mais pequeno do que o habitual.
Ponto 4 - Ter introduzido informações sobre outros livros do tema, como a Saga Hush Hush, a Saga Twilight. Sendo sagas que praticamente toda a gente já leu e na sua maioria apreciaram, leva a que os leitores tenham mais curiosidade para ver se as coisas correm como nesses livros.
Ponto 5 - A simplicidade das palavras e a maneira como Marina lida com tudo o que lhe está a acontecer na vida dela e que lhe vira a cabeça do avesso. Apesar disso, não deixa de lutar pela pessoa que ama e se preciso for, morrerá por esse amor.
Com certeza, outros leitores poderão não ter reparado nesses pontos que referi, mas tenho de admitir que são mais os pontos positivos do que os negativos. Até metade do livro, admito que me custou um pouco a ler, não desenvolvia e quando desenvolvia parecia que era desenquadrado. Mas no final, não descansei enquanto não acabei.
08-10-2013 Mudei de classificação? Sim, mas isso porque a rever as minhas opiniões a diversos livros e a comparar a qualidade e resolvi mudar. Isso, porque há vários aspectos que me vou lembrando à medida que vou fazendo uma "revisão" do que li. Acho que há muitas coisas que não encaixam umas nas outras. um dia mais tarde, releio e anoto todos os aspectos que a meu ver, ou não faziam falta, ou então estão mesmo em demasia.
Este é um início promissor para uma trilogia de romance sobrenatural assente em território português, com uma estória facilmente reconhecível mas pautada por detalhes originais. Sem dúvida uma leitura confortável para os fãs do género, na qual acompanhamos os dramas da juventude com um toque de sobrenatural.
A protagonista, Marina, é uma personagem sólida, com características que aprecio grandemente: determinação, independência, coragem. No entanto, esta personalidade que me entusiasmou no início acaba por se diluir ao longo do livro, no modo como se rende totalmente a um rapaz que mal conhece, Lucas. Na verdade, durante grande parte do livro Marina contradiz-se constantemente: tanto afirma que não acredita no amor à primeira vista, apresentando argumentos lógicos e racionais, principalmente quando se refere a Joshua, apenas para depois ficar obcecada com Lucas, com quem apenas trocou algumas palavras. Este comportamento pareceu-me algo bizarro, desajustado para esta personagem, o que restringiu a sua evolução.
A sua relação com Joshua é também pouco realista e deixou-me um pouco incomodada. Não gostei da maneira como Marina dá constantemente falsas esperanças a Joshua, deixando arrastar uma situação que apenas acabará por magoá-lo. A meu ver, a sua personalidade não se coaduna com este tipo de atitude e um pouco de honestidade teria sido melhor. Joshua, por sua vez, pareceu-me uma personagem demasiado unidimensional. Demasiado perfeito, quer no aspeto, quer na personalidade, do qual pouco sabemos e cujo desenvolvimento em termos de carácter é praticamente inexistente ao longo da estória. Em contrapartida, o outro vértice deste triângulo-amoroso, Lucas, representa muito bem o lado negro da trama. A sua importância na estória é gradual, o que potencia o suspense em relação à sua identidade sobrenatural. Apreciei bastante a inovação neste âmbito, pois a autora introduz alguns conceitos originais e, assim, produz uma mitologia interessante.
Quanto aos personagens secundários, poderiam ser mais desenvolvidos, em particular Ana. Esta tem um grande potencial para ter mais relevância no enredo, principalmente no ambiente humorístico que adiciona. Em relação aos restantes, há um pequeno pormenor que me deixou um pouco perturbada: os professores naquela escola parecem todos horríveis! É que não há um único docente compreensivo, responsável ou minimamente humano! Pareceu-me que os seus comportamentos são exagerados e pouco credíveis, e não gostei particularmente do papel de vítima que Marina adquire face a estes professores.
A narrativa é fluída, por vezes carecendo de alguma ação para dinamizar a estória, mas essencialmente muito acessível. A linguagem é apropriada para o público-alvo, com diálogos realistas para jovens e, ao mesmo tempo, sem ser demasiado infantil.
O aspeto que me fascinou foi a utilização de Alcácer do Sal como palco para todos os acontecimentos. Esta terra é fabulosamente descrita e proporcionou-me uma grande vontade de a visitar no futuro. Infelizmente, o final acabou por me desiludir. A autora tomou o rumo mais previsível e pouco estimulante. Não deixou pontas soltas e, simultaneamente, deixou-me curiosa em relação ao rumo que a estória tomará no próximo volume. Gostaria que a autora não se refreasse de adicionar elementos mais dark e alguns twists à fórmula tradicional que utiliza.
Apesar de todas estas arestas por limar, a experiência global foi positiva. Uma leitura fácil e agradável, que merecia divergir um pouco do esquema tradicional em que se enquadra mas que, no fundo, recomendo sem reservas a quem aprecia o género.
"Perdidos”, um livro de Rute Canhoto, marca o início de uma trilogia. A ideologia da obra é baseada nas obras “Hush Hush” e “Twilight”, ou seja, a rapariga comum que, no início do seu ano lectivo, conhece um rapaz que fará com que a sua vida dê uma volta de 180º. Ao perceber-me disto, simplesmente pela sinopse, fiquei com o pé atrás para ler toda a narração, pois não sou fã de romances e detestei os dois best-sellers antes por mim referidos. No entanto, há que experimentar para poder dizer que não se gosta e lá me atirei de cabeça. Embora seja uma obra portuguesa e seja óptimo ver escritores portugueses a destacarem-se cada vez mais no mundo do fantástico, tenho de dizer que, comparativamente aos best-sellers, este livro não me trouxe nada de novo. Proporcionou-me uma boa leitura, todavia, houve uma pequena resistência minha parte, logo ao início do primeiro capítulo, que acabou por desaparecer com o avançar os capítulos. E a parte boa é que não há nem vampiros nem anjos, que destes estou eu mais do que farta! A escrita da autora é simples e acessível, contudo, ao reler, entendi que há descrições que são escusadas. A personalidade das personagens está bem marcada, tanto que entendemos perfeitamente quem fala sem quaisquer indicações e, os acidentes que vão surgindo na vida da Marina, tornam o livro mais interessante. Para mal de alguns, como eu, que já li mais do que um bom par de livros e já vi diversos filmes sobre adolescentes, acabei por achar os acontecimentos bastante óbvios, o que tornou as coisas um pouco aborrecidas. Além disto, o que me irritou bastante foram a passividade da Ana, a amiga da Marina, que parece existir apenas para encher, e as paixões crescentes à velocidade da luz. Tanto por parte da Marina pelo Lucas, como por parte do Joshua para a Marina. Parece que, do dia para a noite, a existência deste triângulo amoroso é a única coisa importante nas suas vidas – o que me fez recordar a loucura da Bella pelo Edward e a forte pancada do Jacob pela Bela, o que me obriga a pensar: Espero que a Marina não se tente suicidar. O grupo da Joana e das “Joanetes” não foi algo que me convenceu. Ando na escola há treze anos e sim, as raparigas ficam apanhadinhas por rapazes, mas não chegam ao ponto de cercá-lo, quase que o sufocando, mesmo que seja o novo brinquedo da escola. Fora do que indiquei, não há muito mais a apontar, acho que a história pode ser melhor desenvolvida, tal como o conceito de “Perdidos”, que não é aprofundado neste primeiro volume. Dou-lhe assim 3*
Sei que a autora só leu 'Lauren Kate' (pelo menos acho que sim, pelo que tenho visto aqui no GR) depois de ter escrito este primeiro livro, no entanto, as semelhanças saltam à vista em muitos pontos.
Infelizmente o excesso de descrição mata a obra por completo. Isso e o tamanho de letra. Eu sou pitósga, uso óculos e estava ver que precisava de uma lupa.
Confesso também que não foi a melhor altura para ler este livro e que o fiz de uma forma diagonal. Ou seja, todas as partes que identifiquei como sendo 'demasiado' passei literalmente os olhos por cima e move on. Pelo que num outro dia, numa outra altura, voltarei à carga e voltarei a ler 'Perdidos' (quem sabe se nessa altura a autora não lhe terá já dado um refresh?! Fica a esperança).
Até lá desejo o maior sucesso à autora e que o segundo livro 'Esquecidos' consiga ser melhor do que este primeiro.
"Sei que muitos de vós não vão chegar ao fim deste texto e, aos que chegarem, – corajosos! – um muito obrigada. Mas aconselho a lerem. Mesmo. Porque se há uns meses ficava na dúvida quando me diziam ‘ah, os portugueses não sabem escrever’, as dúvidas dissiparam-se. Este foi o pior livro que li até hoje, desde que recomecei a ler assiduamente há um ano e meio. Não me orgulho de o dizer, se me entristece tecer uma opinião destas, entristece, mas também fiquei emputecida pelo resultado final. Uma história que poderia dar tanto... e deu em... nada. O texto não está revisto e tem repetições, mas enfim... "
Há algum tempo que sigo o blogue de Rute Canhoto e quando a meados deste mês a autora se disponibilizou para ceder ebooks do seu livro para os bloggers que quisessem ler e dar a sua opinião (Link aqui, não hesitei em preencher o formulário. E porquê? Porque é uma jovem autora portuguesa e o livro insere-se no género fantástico, um dos meus preferidos. Um muito obrigada à Rute por ter disponibilizado o seu ebook.
Antes de comentar a minha classificação, vou referir alguns pontos que não resultaram tão bem comigo: * Achei o comportamento de Marina algo estranho e repentino. Supostamente ela é uma jovem aplicada e inteligente e de repente fica quase "obcecada" com o Lucas (mesmo sem o conhecer). Apesar de ser algo normal as adolescentes gostarem do típico "bad boy", achei que foi demasiado rápido que acontecesse de um momento para o outro. Esta ideia aplica-se também ao Joshua. * Vindo Joshua dos EUA, e apesar de ser filho de portugueses e falar bem português, julgo que teria ficado mais natural se usasse de vez em quando, algumas palavras ou expressões em inglês. * A expressão que Ana usa com a amiga Marina - bebé. Não imagino os adolescentes a falarem desta forma, pelo menos entre raparigas. Acho o "linda" mais normal do que o "bebé" ou então pode ser só uma mania minha. * A ideia do triângulo-amoroso. É algo que se encontra muito na moda, mas na faz muito o meu gosto. E muitas cenas em volta do tema "romance". Gostaria que a parte do mistério em torno de Lucas (sobre o que é), tivesse mais desenvolvimento.
Passando agora para aspectos positivos: * A escrita é simples e acessível, em que não sentimos que a linguagem foi forçada. Apesar do uso de alguns brasileirismo e de uma confusão entre "dispensa" e "despensa", mas que julgo que poderão ser corrigidos em edições posteriores. Temos uma prosa que consegue ter um bom equilíbrio entre narração e diálogos. * Apesar de estar muito na moda vampiros e anjos, a Rute trouxe-nos um novo conceito. Inferno e Demónios. E gostei dessa opção, pois dá um ar mais dark e misterioso à história. * Apesar de existirem alguns momentos de tensão, temos também cenas que nos dão vontade de rir. * Conseguimos facilmente identificar as personagens pelos seus diálogos.
Foi uma boa leitura e apesar de ser algo young-adult (e não sou muito fã), a história conseguiu captar a minha atenção, o que me fez ler num ápice. Acho que a Rute Canhoto vai no bom caminho e tem potencial para nos brindar com uma boa trilogia do género fantástico e ainda por cima nacional. Uma trilogia para acompanhar!!
Ora aqui está um livro pertencente ao Mundo do Fantástico, escrito por uma portuguesa, cuja acção se centra em Portugal, mais precisamente em Alcácer do Sal. Confesso que estes três factos despertaram-me o interesse e tentei saber mais sobre este livro, sobre esta história e, já convencida a lê-lo, emprestaram-mo.
Adoro a escrita de Rute Canhoto - muito harmoniosa, leve de ler, acessível e ao mesmo tempo com uns laivos de vocabulário rico, portanto a esse nível, a escritora está de parabéns.
Quanto à história em si, penso que podia ter mais acção, ser mais empolgante e fico à espera que a autora trabalhe mais a esse nível para que o resto da trilogia seja melhor.
Não me consegui identificar muito com Marina nem Lucas, porque me parecem personagens pouco sólidas. Em contrapartida, acho que Ana e Joshua são personagens espectaculares, bastante ricas! Diverti-me imenso com estas. Desde o início que embirrei com Lucas - um rapaz de Luas ora bem ora mal, com pitadas de mistério aqui e acolá que teimavam em não ser desvendadas. Apesar daquela aula de canoagem (óptima cena, devo acrescentar!) e das rosas e afins, não seria o tipo de rapaz em quem confiaria e, por isso, tenho de dar o braço a torcer a Marina pela sua coragem. Acho que a coragem é mesmo a característica que mais apreciei na protagonista. E, agora, chegou a hora de me assumir! Sou uma Joshueta e com muito orgulho! Adorei todas as cenas românticas entre Marina e Joshua, mas temo que a primeira no final não fique com ele... O que é realmente uma pena. O passado de Joshua faz com que ele seja uma personagem de empatia fácil, digamos. Fá-lo chegar mais ao leitor. Adorei sentir a vulnerabilidade dele! Para mim, é a personagem mais bem conseguida neste livro.
Bom, para além das cenas românticas entre o meu par de eleição, gostei muito da cena da loja esotérica, pois diz-me muito.
Barbatos é uma personagem interessante, a meu ver e gostava que tivesse sido um pouco mais trabalhada.
Em suma: gostei bastante do romance e da escrita de Canhoto e espero que a autora se esmere um pouco mais quanto à acção e ao desenvolvimento psicológico de algumas personagens.
Terminei agora mesmo de ler o Perdidos da Rute Canhoto. Dentro do género fantástico/young adult ainda só tinha lido a saga twilight, e não conheço também o livro que é algumas vezes mencionado (Hush Hush, da Becca Fitzpatrick), e não sou por isso influenciada pelo tanto que já existe no mercado. Uma das coisas boas, e que para mim foi uma lufada de ar fresco, é o facto dos seres sobrenaturais serem diferentes do que está na moda. Gostei também da dicotomia céu/inferno que está e estará sempre actual.
Mas o que mais gostei foram, sem dúvida, as personagens. Adorei a protagonista, Marina, que apesar do que já li nas restantes críticas, não me parece que seja assim tão inconsistente. Temos de ter em conta que de um momento para o outro a sua vida virou-se de cabeça para baixo, com tantos acidentes, a sua vida em constante perigo, quem é que se lembraria da escola? Mesmo assim acho que era uma pessoa muito metódica, e que tentou levar a sua vida o mais normalmente possível. Lucas e Joshua cumpriram o seu papel de adversários, mas gostaria de ter visto ainda mais disputa entre eles. Penso que isso poderia ser explorado no segundo livro, bem como papel de Ana em toda a questão do sobrenatural. É a melhor amiga de Marina, e soube das suspeitas da mesma desde o inicio, acho que merece um papel de mais destaque. Penso também que o segundo livro deveria levantar um pouco mais sobre a vida terrena de Lucas, apesar do mesmo não se lembrar de nada.
A descrição pormenorizada dos espaços de Alcácer enriqueceu a estória. É uma cidade portuguesa que merece. Espero por mais detalhes, e um pouco de história também!
Gostei dos diálogos dos adolescentes. São adequados e perfeitamente passíveis de serem ouvidos por jovens no nosso dia-a-dia. Existem alguns erros, que parecem ser distracção, e que parecem ter falhado na revisão, mas que são facilmente corrigidos numa próxima edição.
No geral recomendo, e penso ser uma boa estória dentro do género, que me deixou ansiosa por saber mais. Estou expectante para ver como a Rute irá dar a volta aos personagens na continuação desta trilogia.
A história é interessante, apesar de este não ser o meu género literário preferido. Uma coisa que mudaria é a utilização, por vezes, de vocabulário demasiado rebuscado. Palavras como "rumorejou" são pouco usuais e acho que o envolvimento do leitor com a história ganhava mais se o vocabulário fosse simplificado. Mas esta é a minha opinião. De certo haverá leitores que até gostam deste tipo de vocabulário.
Mais uma autora portuguesa que considero promissora dentro do género. Uma autora que irei seguir e, estou convencida de que terá lugar-cativo na minha estante.
Apesar de parecer que já tinha lido esta história em algum lado ( mas quem sou eu para dizer isso quando estou a fazer o mesmo? ) a leitura conseguiu prender-me. E logo eu que não sou grande apreciadora de livros grandes ( mas leio muitos )! Isto porque até ao final tive a esperança de haver qualquer coisa de diferente. Não houve (mas acredito que possa haver no seguimento). Um dos pontos mais positivos no livro, para mim, foi a escolha de Alcácer do Sal para palco privilegiado dos acontecimentos. Está certo que é a terra natal da autora, mas sendo uma localidade tão simpática, e que tão simpaticamente foi descrita, tornou-se perfeita na história. Os diferentes espaços da cidade foram muito bem introduzidos na narrativa, tornaram-se imprescidíveis até. Foi uma óptima publicidade! Mas confesso que levei todo o livro à espera de uma cena na praia... Não vale! Contudo, para mim, o livro teve algumas falhas de realismo ( sim, eu sei que é fantástico, mas não tem nada a ver com isso). A relação entre Marina e Ana: a maneira como se tratam oralmente não é habitual. O modo como a relação entre as duas se desmorona também não é habitual acontecer sem que as partes sofram com isso. E se Marina tinha mais com que se preocupar, aqui Ana poderia ter entrado na narrativa como resistente à amizade e grande inquiridora de Marina e das suas atitudes. Algumas atitudes de Marina não se coadunam com a sua personalidade. Não tem nada a ver com o bad boy . Mas sim com a rápida dependência deste e completa submissão a ele. O modo como ela arrasta a situação com Joshua também não é nada simpática. Eu sei, há muito que o faça (eu cheguei a sofrer artimanhas dessas), mas ela não me parece ser o tipo de pessoa que o fizesse. E por fim: onde estão os poderes de Marina? Sim, uma das coisas que mais me encantou no texto foi o facto de se ter pegado na história dos escravos negros do Sado e depois ter ficado por ali. Ela bem que pode ter uns poderes herdados desses antepassados, e há aqui a possibilidade de introduzir um fantástico muito africano e inusual! ;) O modo como ela leva o rapaz para casa dela também não é natural. Mas ela não tem medo que a mãe o ouça? A relação delas as duas com a irmã também é pouco natural. Poderia haver um desapego, mas parece-me que devia haver um esforço da Marina e da mãe(e natural sofrimento e frustração) para que as coisas não fossem assim. O Joshua não se farta de Marina? Expliquem-me: ou ele é um anjo e ainda se vai revelar noutros volumes ou é um grande banana! Já estava na altura dele desamparar a loja. Gostei da linguagem utilizada no livro. É fluida, de fácil leitura sem cair em simplicismos. Mas houve um excesso de zelo pela procura de sinonímia que por vezes ficou estranho. Se é chato estarmos sempre a repetir palavras, repetir sinónimos também é estranho, especialmente quando não são de uso corrente. Nunca tinha lido tanta vez "pedagogo" e "docente" fora de textos de didáctica.
Foi um grande trabalho, e espero que os próximos volumes ainda dêem mais valor ao nosso Português e ao Alentejo!
Hum ... o que dizer? Comecei por ler este livro com grande entusiasmo, é o género que mais admiro, a escrita é muito fluída, no entanto ... com o avançar da leitura comecei a exigir mais dela, mais de 100 páginas lidas e pouco ou nada se sabia de umas das personagens mais importantes para a narrativa, Lucas. Acho que o livro se perde nas descrições e nas acções de Marina, acções essas que acabam por ser narradas desnecessariamente. Acredito que parte deste livro podia ser evitada, não traz qualquer relevância para a história, acabando por cansar o leitor. Senti que numa história estava a ler duas, a história de Marina e Lucas e uma outra história entre Marina e Joshua. Joshua é um personagem super amoroso, mas chato! Ele não percebe, de todo, um não e sentia os nervos à flor da pele de cada vez que ele surgia.
Contudo, a história não é má, mas penso que poderia ter sido melhor explorada ao invés de em quatro ou cinco páginas ser toda ela debitada, quando Lucas explica as suas origens e missão. A Marina começa por ser uma personagem que admiro, diferente das outras que se derretem por um rapaz, apreciei bastante a escolha dela, ter preferido a família a Lucas o que demonstrava que, apesar de o amar, não estava cega. Porém, mais algumas páginas à frente, o amor que nutre por Lucas é tanto que se anula completamente, demonstrado não se importar de morrer mesmo que às mãos do amado.
Atribuo três estrelas a este livro porque, sendo uma trilogia, acredito que possa melhorar, tem tudo para melhorar. Acima de tudo, acredito na Rute enquanto escritora e sei que ela irá colmatar algumas das falhas presentes neste 1º volume.
"Antes de começar com o comentário a este livro, queria agradecer à autora, Rute Canhoto, que demonstrou uma simpatia enorme ao oferecer este livro em versão e-book aos bloggers! Foi um gesto muito gentil e que, certamente, não passou despercebido nem será esquecido.