O autor, politólogo e jurista italiano de renome internacional, reúne neste volume alguns ensaios acerca das chamadas «transformações» da democracia, termo que aqui se prefere à palavra «crise», de modo a evitar a sugestão da eventualidade de um colapso iminente, e se utiliza num sentido axiologicamente neutro, nem positivo, nem negativo. É que, diga-se o que se disser, e ainda que a democracia não goze no mundo de uma saúde propriamente excelente, nenhum dos regimes democráticos surgidos na Europa depois da Segunda Guerra Mundial foi derrubado por uma ditadura, ao contrário do que se verificou na esteira da Primeira Grande Guerra. Pelo contrário: algumas ditaduras que haviam sobrevivido à catástrofe da guerra transformaram-se em democracias. Contra todas as tentações organicistas recorrentes, não estranhas aliás ao pensamento político da esquerda, o autor sublinha, porém, que a doutrina democrática assenta numa concepção individualista da sociedade. É isso que explica o modo como a democracia moderna se desenvolveu e o facto de ela hoje existir apenas onde os direitos de liberdade se encontram constitucionalmente reconhecidos.
Norberto Bobbio was an Italian philosopher of law and political sciences and a historian of political thought. He also wrote regularly for the Turin-based daily La Stampa. Bobbio was a liberal socialist in the tradition of Piero Gobetti, Carlo Rosselli, Guido Calogero, and Aldo Capitini. He was also strongly influenced by Hans Kelsen and Vilfredo Pareto.
Norberto Bobbio is recognized as one of the preeminent legal and political philosophers of Italy in the past century. In this dry and academic but subtly fascinating book, he lays out his assessment of democracy's place in modern society. He discusses the many facets of democracy -- of many interest groups and parties, of the complaints people have when they think democracy has under-delivered, of the Welfare State being a natural outcome of universal suffrage -- and eruditely delivers the message that democracy's "failings" are the best signs of it doing its job; it is inevitable that it shall face the healthy consequence of great expectations.
Not that this is a defense of the status quo. Bobbio spends a fair amount of ink criticizing parts of the Left and Right for their ideological idealism. He recognizes the indisputable role of the individual in the economy but would not go so far as to turn classically liberal and toe the strict line of neminem laedere -- do no harm -- persuasively pointing out that even John Stuart Mill recognized that the issue of distribution of justice required more than leaving everyone to be.
Bobbio's arguments resonate in today's times. For a book that was written 35 years ago, that's a great compliment. What may be criticized is his discussion of the need for a general norm or a norm of norms (in the Kelsenian sense) in modern society. Norms have proved to be incredibly fragile today.
One of the interesting and prophetic themes pursued is that of invisible power in the state. This power may be that of economic entities having great leverage over legislation something which concerns Bobbio a lot. It may also be the power of the state in being able to have asymmetric access to an individual's actions.
I can't recommend others to read this book unless they are very deeply into political philosophy.
¿Las redes sociales son la plaza pública, donde se hace política?... No lo creo así... El debate se simplifica a Chairos y Fachos, conservadores-liberales, malos-buenos. Los temas fundamentales duran vigentes apenas unas horas.
Por eso, siempre es bueno regresar a los clásicos, para saber donde estamos parados.
Opinar implica entender... Hoy la opinión es un grito que pretende aniquilar al otro, la opinión de redes sociales es una opinión sin entendimiento, es una opinión desechable.
Hoy más que nunca están vigentes los conceptos que expone Norberto Bobbio sobre el Futuro de la Democracia.
Obra atemporal de Bobbio sobre a democracia, sua importância, limites e desafios nas sociedades complexas. O autor trata de representação, grupos de pressão, sua relação com a doutrina liberal, Estado social, dentre outros. Livro publicado em 1984, mas extremamente importante para os dias hodiernos.
Norberto Bobbio, ilustre filósofo político e jurista italiano, é tido como um dos mais célebres pesquisadores da seara do positivismo jurídico, bem como, das tradições democráticas, sendo indispensável sua contribuição para o estado plural de direitos.
Em O Futuro da Democracia, nos deparamos com textos referentes ao estado atual dos regimes democráticos, no qual, analisa com propriedade as transformações da democracia, ao tempo que busca compreender a distância da democracia ideal. Isto é, a democracia de fato, é um modelo deturpado da democracia real? Quais seus pressupostos, qual a condição mínima para se definir a democracia?
Democracia para Bobbio, é um procedimento que engloba decisões coletivas, que envolve o pluralismo, representação de interesses, oligarquias, poderes invisíveis e demais. Tudo isso é posto na obra, de modo a elucidar e demonstrar que através da educação social, o bem-estar coletivo deve e pode ser alcançado, sendo base humanista e jurídica essencial aqueles aos quais se interessam pelos fenômenos sociais e políticos em longa escala.