Un narrador farsante lucha por articular una intriga pero solo logra quebrar la comunicacion, riendose con panico y delicia ante la ola represiva de la economia capitalista sobre el arte, y ante la influencia cultural y politica de los Estados Unidos sobre America Latina. En la decada del 80 era necesario colocar la literatura y las artes en la arena de las nuevas discusiones y conquistas en debate en el mundo desde los anos 60. Habia llegado el momento de liberar al ser humano de las microestructuras de poder y represion. A la libertad debia sucederle la liberacion. La cuestion politica debia ser suplantada por la sexualidad. La accion de la novela transcurre en plena dictadura militar brasilena y se desarrolla no en Brasil sino en Nueva York.
Nasceu em 1936, em Formiga (MG). É o romancista de Mil rosas roubadas, vencedor do prêmio Oceanos em 2015. Sua vasta obra inclui romances, contos, ensaios literários e culturais. Doutor em letras pela Sorbonne, Silviano começou a carreira lecionando nas melhores universidades norte-americanas. Transferiu-se posteriormente para a PUC-Rio e é, hoje, professor emérito da UFF. Por três vezes foi distinguido com o prêmio Jabuti. Pelo conjunto da produção literária, recebeu o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras e o José Donoso, do Chile. Silviano vive hoje no Rio de Janeiro.
COMENTÁRIO ⭐⭐⭐⭐ “Stella Manhattan” Silviano Santiago
Silviano Santiago era um nome distante que tinha referenciado como autor de alguns livros sobre temática LGBTI nos anos 80/90. O facto de ter sido agraciado com o Prémio Camões colocou holofotes sobre si e a sua obra. Assumi a curiosidade e fui pesquisar... De repente deu comigo a começar a ler o ebook de “Stella Manhattan”. A leitura estava a correr tão bem que comprei a edição brasileira em papel na Livraria da Travessa. Estamos perante uma história de exílio e de intriga política passada em Nova Iorque algures nos anos 70, centrado numa persona trans, indentidade essa que é por outro lado de funcionário do consulado brasileiro da cidade. É igualmente uma estória marcada pelo momento político vivido no Brasil com uma ditadura de direita, uma forte perseguição política e o autoritarismo marcante da sociedade brasileira desse tempo. Stella Manhattan, alter ego de Eduardo da Costa e Silva envolve-se num trama em que marcam presença personagens brilhantemente construidas como o Coronel Valdevinos Vianna, a misteriosa Viúva Negra, o Professor Anibal e a sua esposa Leila, e a deliciosa La Cucaracha... Num registo narrativo algo disperso e fragmentado Stella Manhattan é uma obra que conecta e cruza a problemática política – os anos de chumbo da ditadura brasileira - e as identidades marginais LGBTI num crescendo de visibilidade, afinal estamos na Nova Iorque dos anos 70. Essa territorialidade da trama do romance é um elemento muito destacável, pois nos mostra a intensidade das vivências LGBTI nos meandros dos diferentes grupos que marcam a paisagem urbana. Para finalizar diria Stella Manhattan foi uma experiência de leitura que me encantou. Sendo certo que lerei outras obras de Silviano Santiago. E foi um modo perfeito de começar as leituras deste novo ano de 2023.
tem momentos que poderiam ser vistos como estereotípicos, algumas construções problemáticas, a própria ideia de Eduardo ser dividido em Stella e Eduardo (e que sua versão gay seja uma mulher), toda parte de sexo me cansou bastante, muita porra, muito masculino (mesmo quando sexo hetero), por outro lado, pra um livro considerado "o primeiro romance gay da literatura brasileira" (bem discutível, mas deixemos "um dos primeiros"), se sai melhor que muito romancista de hoje. todo o trabalho de ficar no armário durante a ditadura é interessante paca, o aspecto de trabalho de consulado e embaixada na ditadura, as relações brasil - eua, as trocas de favores, os boatos, os núcleos os imigrantes, refugiados cubanos, personagens bastante complexos (e todos lixos imprestáveis), uma linguagem bem trabalhada, excelentes reflexões . Talvez 1/4 do livro seja um teto metalinguístico, as vozes narrativas conversando, e that's my jam SON ( https://media.giphy.com/media/3o7WTJM... ). Vejo inclusive como o meu gostar de certos aspectos faz passar pano pra muita coisa que outro leitor acharia pior. No geral, eu entendo por que existem as cenas de erotismo e tal, a "intenção autoral", alguns diálogos, mas estou no século XXI e cogitei largar o livro de tão sem saco. Se for ler, recomendo pular e ter um livro cinco estrelas.
Já tinha lido do Santiago somente um livro, Machado, obra recente que me agradou muito. Tanto é assim que comprei uma coletânea de críticas e resenhas, que está na minha fila de leituras. Esse Stella Manhattan é uma obra mais antiga, da década de 1980. Gostei em parte do livro. Achei que começa muito bem, a história de Eduardo/Stella que em 1968 trabalha como funcionário no consulado brasileiro em Nova Iorque. É uma espécie de refugiado. Gay abandonado pelos pais, consegue o emprego graças ao adido militar, que é amigo de infância do pai. O adido, como depois se descobre, também é gay e toca o terror nas noites nova-iorquinas. O começo do livro é bastante bom, mas, à medida em que a técnica narrativa pós-moderna se torna mais presente, o livro decai. Ao mesmo tempo, outros personagens vão surgindo, mas alguns são desinteressantes, como o casal Aníbal/Leila. Aníbal é uma espécie de estereótipo do conservador. É um tanto risível. A despeito do talento evidente do Santiago, o terço final do livro é um tanto cansativo em razão justamente dessas técnicas narrativas que ele passa a utilizar ao mesmo tempo em que os personagens vão psicologicamente se fragmentando. A fragmentação da narrativa, enfim, acompanha a fragmentação dos personagens. Entendi o propósito dele, mas no balanço final, esperava mais justamente pelo que tinha lido em Machado.
"soy un sentimental, me apego a las personas que me ayudan como si fuera una garrapata, no desaparezco, no me voy (...) Me parece que vos no podés imaginarte que malo es ser sentimental, tener los sentimientos a flor de piel como otros tienen los nervios; el día que alguien no riega mis sentimientos es un martirio, me convierto en un necesitado, resentido, entro en una paranoia loca, como si un ciempies me recorriera el cuerpo, corro de un lado a otro como una cucaracha tonta y solo me calmo cuando escucho una voz amiga y generosa."
Reading my 4th or 5th book in Portuguese. Part I is about Brazilian ex-pats in New York during the time of the Brazilian dictatorship -- I am now getting into the next section with its academic, philosophic and political discussions and the connection between the two parts of the book hasn't been made yet.
Stella Manhattan is Eduardo by day who works at the consulate, Stella Manhattan queen by night.
Há livros que demoram "uma eternidade" a ser lidos... Eu é quase raro abandonar a leitura de um livro, por muito que me custe saber que estou provavelmente a gastar um tempo precioso com um livro que "anda muito devagar" e em prejuízo de tantos que estão na lista de espera - sim, eu só consigo ler um livro de cada vez... Este livro já publicado no Brail há uns anos - década de 80 - por Silviano Santiago, um conceituado e pouco conhecido entre nós, escritor brasileiro, fez algum furor quando desta sua edição recente, principalmente junto de alguns leitores - e não os critico - que descobrem virtuosidades em simples, e ao mesmo tempo, bastante complicadas situações que misturam as muitas complicações poíticas brasileiras com um tempero sexual muito especial e que foi exageradamente qualificado como o primeiro livro gay brasileiro - um autêntico disparate... "Stella Manhattan" é um livro interessante, não nego, passado nas esferas políticas externas brasileiras da diplomacia do país nos EUA, mas que tenho que reconhecer como um livro chato. Arrasta-se demasiado em coisas supérfluas, não tem personagens bem definidas e anda de um lado para o outro numa narrativa errática. Tenho pena de decepcionar quem achou o livro algo excepcional, mas raros são os livros que obteém um geral reconhecimento de obra-prima que esta obra está a milhas de ser.
Livro curioso. Funciona muito como um livro sobre sociedade e seus costumes, política e exílios. Não trabalha muito a parte da personagem principal e seu principal "Dilema", com isso acho que rotulam esse livro de maneira errada. É uma boa jornada e Silviano até brinca de Lé Carré no final.
It was surprisingly interesting to listen to this Brazilian book in Italian. A very nice story of one kicked out of their family and living abroad, having an alter-ego that presents herself... I liked it.
one of the post-colonial, post modern, pretty well translated brazilian novels that works darn good. a little hysterical at times, but is populated by loca drag queens and sinister(ish) leather daddies.