Relações familiares ásperas, por vezes cruéis. Maridos e mulheres que não têm nada para dizer uns aos outros, sofrendo juntos todos os domingos. Fiordes, cenários bucólicos. Álcool, cigarros e fantasmas interiores. Estes são os elementos das histórias de Askildsen, impregnadas de silêncios, desassossegos, mentiras, frustrações.
Uma atmosfera de melancolia percorre as narrativas de 'Os Cães de Tessalónica', e de certa maneira reconhecemos nos pequenos dramas íntimos das personagens os dramas da nossa própria condição. Lúcido e implacável, poucos escritores como Askildsen conseguem em tão poucas palavras penetrar nas profundidades do abismo humano.
Kjell Askildsen (f. 1929) debuterte med novellesamlingen Heretter følger jeg deg helt hjem i 1953. Askildsen har fått Kritikerprisen to ganger, for novellesamlingene Thomas F's siste nedtegnelse til almenheten (1983) og Et stort øde landskap (1991). Han har også blitt tildelt blant annet Aschehougprisen, Doblougprisen og Brages hederspris. Sommeren 2006 kåret Dagbladet novellesamlingen Thomas F's siste nedtegnelser til almenheten til den beste norske boken utgitt de siste 25 årene. Kjell Askildsens bøker er oversatt til over 20 språk, blant dem engelsk, tysk, fransk og italiensk.
Tive de ir procurar a recensão do livro anterior que li de Kjell Askildsen para perceber exactamente o que me levou a querer ler mais dele, porque este aqui foi uma decepção do início ao fim. As personagens dos contos de “Cães de Tessalónica” parecem fotocópias umas das outras e surgem nas várias histórias a fazer o mesmo: a espreitar, a fumar e a beber no lusco-fusco, a contemplar os fiordes, em silêncios supostamente prenhes de significado, em diálogos totalmente inanes, a desprezarem-se umas às outras. Irmãos, casais e pais e filhos que interagem uns com os outros como se estivessem em morte cerebral.
Tinha expectativas muito elevadas e fiquei algo desiludida. É um bom livro, sem dúvida, talvez até um muito bom livro. Mas carece de novidade, não só entre os vários contos que o compõem (com excepção do último conto), mas também em si mesmo. Há algo que fica dos ambientes introspectivos e íntimos das personagens, mas mais como uma sensação que atravessa todos os contos, sem que em nenhum deles se encontre uma particularidade ou uma personagem com uma identidade que se separe claramente das restantes. Poderá ter sido intencional, quem sabe. A mim soube-me a menos do que esperava. Manterei as expectativas para Uma Vasta e Deserta Paisagem.
Em "Os cães de Tessalónica", o norueguês Kjell Askildsen apresenta-nos uma colectânea de sete contos. Aqui a natureza não é protagonista, deixando esse lugar para as lutas inglórias que as personagens travam com o seu interior mais obscuro. Os diálogos, muitas vezes, são densos. Nos interstícios da narrativa sente-se o peso do silêncio, mesmo quando tudo está "normal", a decorrer dentro do esperado, nas cenas mais habituais do quotidiano. Todavia, o autor tem uma enorme capacidade de premir determinados gatilhos, fazendo com que a atmosfera mais banal se adense; deixa a nu fendas que estavam ocultas, adubadas de perversão.
O álcool e o tabaco são presença assídua, em todos os contos. Sempre com um objectivo de preencher uma lacuna; como se servissem deles para expurgar penumbras interiores, guardadas há muito. Adorei a escrita minimalista, mas muito certeira de Askildsen. De costas voltadas à moralidade, tudo é deixado em suspenso, numa aparente conclusão. O autor é mestre em fazer uma radiografia, aos pensamentos mais sórdidos e inconfessáveis de cada um.
Lido num dia, quando terminei, a vontade era ter outro livro do autor e devorá-lo, logo de seguida. Recomendo. Conquistou-me.
Em quase todos há um homem que espreita mulheres - a dele, a amiga da filha, a irmã, - adivinhem para quê...
No último conto - "Um lugar Maravilhoso"- um casal vai para uma casa na floresta... Ela diz-lhe que têm de arrear a bandeira e esvaziar a latrina... Bebem vinho e têm conversas sem o mínimo interesse... Ela deita-se e ele tira-lhe o edredão de cima e sai do quarto... Para ela se constipar?
„Ebben a hangos szavakkal teli világban Askildsen visszaadta a csendet az embereknek” – idézi a fülszöveg egy méltatásból. Hm, ha Norvégiában ilyen a csend, megértem, ha sokan inkább bekapcsolják a rádiót, csak hogy valami szóljon. Askildsen fanyar humorú, finoman groteszk és pazarul kesernyés minimálprózái egy olyan Skandináviába visznek el minket, ahol a vasárnapok hosszúak, mint egy magyar alsóházi bajnoki, a családi viszonyok hidegek, mint egy jegesmedve kétségbeesett sóhajtása, az öregek pedig olyan sokáig élnek, hogy a végén már azt se tudják, mi végre. Egyszerűen fázik ezektől a szövegektől az ember, vénebbnek érzi magát – én is mintha nehezebben tudnék lehajolni, hogy bekössem a cipőfűzőmet. Szóval: jó kötet.
Depois de “Uma Vasta e Deserta Paisagem” do escritor norueguês Kjell Askildsen não me restava alternativa se não ler imediatamente “Os Cães de Tessalónica”. “Os Cães de Tessalónica” é um livro sem meio-termo, impossibilitando qualquer equilíbrio entre duas posições completamente antagónicas – ou se adora ou se odeia – e que depende fundamentalmente do estado de espírito e da componente emocional do leitor. Quem procura nos livros de Kjell Askildsen uma escrita ficcionada, minuciosamente descritiva de personagens e de ambientes, com enredos detalhados e conclusões evidentes – ficará completamente desiludido. A prosa de Askildsen é um verdadeiro desafio emocional, porque utilizando um vocabulário quotidiano simples, consegue manter uma intensidade exasperante de emoções e sentimentos, que se reflectem em pequenos gestos e comportamentos evasivos e ambíguos – reflectindo uma rotina asfixiante entre homens e mulheres em convivência diária ou ocasional. Os sete contos de “Os Cães de Tessalónica” têm uma escrita incisiva, numa narrativa rápida, com um estilo de frases curtas e muito precisas, que expressam um pessimismo e uma tensão em relação ao comportamento humano – normalmente, entre casais em ruptura emocional e física – através de personagens frios e distantes, que mantém conversações triviais e aparentemente insignificantes, revelando uma brutal ansiedade interna e uma solidão confrangedora. Destaco dois contos: "Elisabeth” em que o narrador fica excitado com a sua cunhada... Passados dois anos reencontra a sua mãe, num diálogo que devia ser reconciliatório mas que acaba em ruptura e em lágrimas... Reflecte "sobre a distância entre um pensamento atrevido e um acto concreto"... O jardim como espaço cénico da narrativa... Um desejo que parece aparentemente mútuo e que exige uma ruptura... e "O Rosto da Minha Irmã”, uma sucessão de perversões familiares com a temática do incesto entre dois irmãos... Diálogos sugestivos numa tensão insuportável...". Uma literatura cínica, minimal e maliciosa, que explora o efeito repetitivo, com uma lucidez emocional admirável, descrevendo a tormenta diária de relações conflituosas, dissimuladas em silêncios ou diálogos aparentemente sem nexo ou contexto, numa tormenta sem fim. Uma verdadeira tempestade literária… Imprescindível…
Não sendo consensual, "Os Cães de Tessalónica" é a das últimas compilações de contos originais de Askildsen, tendo como ideia central a falta de liberdade e o sufoco dos laços familiares sobre o indivíduo. Ao longo de pequenos episódios, retratando cenas do quotidiano, somos confrontados com os defeitos dos seus intervenientes, acentuados pelas regras sociais de convivência.
Viperina e incisiva a escrita de Askildsen ilustra o acontecimento sem aparente parcialidade, deixando que o leitor, ao seu ritmo, se vá afectando a cada linha. Amargo e incendiário, os não-diálogos (porque muitas vezes os personagens respondem com silêncio) desgastam quem lê e passam, na perfeição, a mensagem do autor. Kjell Askildsen tem na narrativa curta o seu domínio e permite-se a algumas subtilezas - ex.: em vez de dizer “tia” refere-se a esta como “irmã da mãe”, menosprezando a personagem para sob o ponto de vista do próprio conto, imbuindo-nos do desagrado que domina aquela família.
A subjectividade da leitura nota-se mais em alguns livros que noutros e este parece-me ser dos primeiros. O seu apelo é algo de pessoalmente familiar, que na maior parte das vezes preferimos manter no esquecimento. As suas personagens maculadas relembram-nos das armadilhas da vida, preenchida pelas relações interpessoais. Gostei, mas nos últimos dois contos perdi parte do interesse, tão vincado que estava já o tema. Talvez não seja para ler de uma vez só.
Tal como muitas das personagens, estamos escondidos a observar as vidas alheias, na esperança de que não nos vejam ou reconheçam. Há sempre algo (um olhar, um gesto, uma palavra) incrivelmente poético em cada uma das histórias, e gostei tanto disso. Apesar dos temas, personagens e motivos serem quase sempre os mesmos em cada um dos contos, nunca me senti aborrecida. Talvez devido às insinuações, às meias-palavras e às ambiguidades que me fizeram lembrar das maravilhosas peças do Pinter.
Første novellesamling jeg leser skrevet av Kjell Askildsen. Fortellingene handler om uforløste relasjoner, som regel mellom partnere eller familie. Konfrontasjon og konflikt, men også sårhet og forsoning. Fortellingenes stil varierer, men er alle skrevet med en fin kombinasjon av enkelthet og dybde. Substansen i karakterene og det uforløste i relasjonene kommer frem gjennom hverdagslige situasjoner og de enkle, men samtidig komplisere samtalene mellom fortellingenes få karakterer. Ofte er det mannens perspektiv og erfaringer som setter premissene, men ikke alltid. Gleder meg til neste! Favoritter: Elisabeth og Gresshoppen.
Maravilhoso. Muito silêncio, muito desconforto, muito deslocamento. Melancolia, desejos interditos, pessoas que observam as outras de uma posição escondida, uma tremenda incapacidade em nomear emoções e, como diz na contracapa, fiordes, álcool, cigarros e fantasmas interiores. Direto ao ponto, só está escrito o que interessa, e vem tudo do âmago. Quero ler tudo que esse autor escreveu. Obs: me lembra Denis Johnson Obs2: começo de abril e me atrevo a dizer que já tenho meu preferido de todo o anos de 2025
Families keep secrets – more because they refuse to talk together rather than to hide something that may have happened. Heavy memories. Lust – towards one's brother's wife, whose solitude shines through. A minimalistic style and simple dialogues.
These six short stories by Askildsen are written with a simplicity that hides their true depth. But on close inspection, they describe those moments in life that concentrate all the grudges and traumas of a lifetime.
If details or the modalities of those realisations are quickly forgotten (what are the names, again? The timeset? The family ties?), this only serves to better underline that solitude is global, as well as means of communication, which would allow to break some walls down.
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Des secrets de famille, plus parce qu'on refuse de se parler qu'à cause d'un véritable événement. Le poids des souvenirs. Le désir, envers la femme de son frère, dont on perçoit la solitude. Un style minimaliste et des dialogues simples.
Ces six nouvelles de Askildsen sont écrites avec une simplicité qui pourrait faire douter de leur profondeur. Mais à bien y regarder, elles décrivent les quelques instants où tous les ressentiments et les traumatismes de la vie se concentrent.
Si on oublie rapidement les détails ou les modalités de ces prises de conscience (quels sont les prénoms? L'époque? La parenté?), cela ne souligne que mieux l'universalité de la solitude et l'incapacité à communiquer, ce qui permettrait de dépasser les blocages.
Kort liten sak. Fine noveller, underfundige, om mennesker som ikke kommuniserer med hverandre. Jeg sitter igjen med en følelse av å ha lest noe fint, men det gikk så fort, plutselig var det forbi. Jeg vet ikke hvor lenge følelsen vil vare.
Jeg ble nok ikke forandret på noen måte, heller ikke fikk jeg ny innsikt om meg selv eller andre. Kanskje må jeg øve meg på sjangeren. Finne ut hvordan disse små, små øyeblikkene skal leses. Det som mangler, er refleksjonsrommet. Skal jeg reflektere etter hver novelle, etter boka er ferdig lest? Når jeg leser romaner, selv kortromaner, går det av seg selv. Her har jeg ganske enkelt ikke tid, før alt allerede er forbi.
Men det var fint så lenge det varte.
Redigert 4.5.10: Jeg husker at jeg likte denne, men nå - 2,5 måned etter - kan faktisk ikke gjenfortelle handlingen til én eneste novelle i denne boka.
Kjell Askildsens styrke er også hans begrænsning. Måske er det, fordi jeg efterhånden synes, at novellerne virker skabelonagtige, at jeg har det ambivalent med denne samling. Tag en knudemand som hovedperson (der enten er første- eller tredjepersonsfortæller), fåmælt, helst tavs (“Jeg/han svarte ikke” kan der stå op til flere gange på samme side), med vanskelige familierelationer, der, som oftest ufrivilligt, tilbringer tid med en kone, en bror/søster, en gammel kæreste eller en fremmed, men mislykkes i forsøget på at nå hinanden - det er opskriften på en Askildsen-novelle. Askildsen skriver klinisk, asketisk, økonomisk og derfor nærmest per definition godt, men hans noveller er også ved at blive forudsigelige; de overrasker sjældnere og sjældnere.
I Hundene i Tessaloniki er novellerne mere forbundne end tidligere hos Askildsen: scenebilledet i novellerne er det samme: en mand, en kvinde, et hus, en veranda, en have, og handlinger, genstande, motiver og temaer går igen. I én novelle bliver nogle græshopper nævnt i en bisætning, i den næste novelle er titlen “Græshoppen”. I dén novelle kører hovedpersonen på et tidspunkt ud af byen, drejer af fra hovedvejen og kører ned mod fjorden, alene. I næste novelle foretager parret i novellen samme rute, på vej til deres sommerhus; osv. osv. På den ene side kan man mene, det skaber et mere helstøbt værk, på den anden side bliver novellerne også så ens, at det bliver vanskeligt at skelne dem fra hinanden. Det sidste anser jeg ikke for at være en kvalitet ved en novellesamling.
Askildsenin novelleissa ihmiset keskustelevat keskenään ja pienellä porukalla, mutta he puhuvat usein toistensa ohi tai kommunikaatiossa on muita jännitteitä. Tarinoissa on vähän kumma tunnelma, ja lukija jää miettimään hahmojen välillä lopulta onkaan. Lukukokemus on nopea, mutta jäi kummittelemaan jonnekin mielen sopukoihin, houkutellen palaamaan tarinoihin. Jos toisella lukukerralla niistä saisi vielä enemmän irti.
“¿Te acuerdas de aquellos perros de Tesalónica que no podían separarse tras haber copulado?, preguntó. En Kávala, respondí. Los viejos sentados en la terraza del café gritaban, prosiguió, y los perros aullaban intentando librarse el uno del otro. Y cuando salimos de la ciudad vimos una luna creciente y fina tumbada de espaldas, y tú y yo nos deseamos, ¿lo recuerdas? Sí, contesté.”
La escena Variaciones de un mismo cuento. Pongamos una pareja en un escenario común, ordinario: una casa por ejemplo. Pero no es una casa normal, claro, pues la situación es extraña, tensa. Un ambiente de pareja (un matrimonio o unos hermanos por ejemplo) viciado por el rencor, la frustración, la incomunicación o el deseo de escapar. Son personajes que parecen atrapados en una escena sin sentido, paralizados en un teatro de marionetas, tediosas escenas de gestos y diálogos repetidos, mecánicos, frases apenas formuladas, preguntas sin respuesta, escupidas a la nada, como en una ópera bufa, o deseos que se agotan al instante, como un eco muerto: son parejas que ya no recuerdan desde cuando se detestan, pero son incapaces de cambiar el rumbo de sus vidas.
La "acción" o "trama”, el suceso ¿Qué sucede? Alguien amenaza el orden doméstico, una visita inesperada: un familiar o un amigo que viene a importunarnos, violentarnos o una amiga de nuestra mujer o de nuestra hija con la que fantaseamos, ese fuego apenas vislumbrado de nuestra pasión; o tal vez hay alguien vigilando la casa, un intruso, o un animal que nos acecha. La casa como refugio, como búnker, nuestra celda, nuestro lecho varado en un desierto de amor. Afuera está el bosque, los fiordos, el mar. ¿Has cerrado la puerta? Fuera, siempre golpea el viento, o se aproxima una tormenta, o hay una luz que amenaza con extinguirse, una oscuridad que amenaza con devorarnos.
Vasos vacíos Y Alcohol, mucho alcohol, el combustible para afirmarnos en cada deseo, limpiar el aire enrarecido y sofocante del hogar. Para arder juntos en este lecho, y como un barco a la deriva, navegar insomne, fantasmal, esperando que el crepúsculo o el mar nos devore.
Nå har jeg vært frem og tilbake på rangeringen av denne, men må lande på fem stjerner. Denne er like god som Thomas F's siste nedtegnelser til allmennheten. Alle novellene er stilistisk helt perfekt gjennomført. Ikke ett ord er overflødig, ikke én eneste setning er uviktig eller entydig. Tematisk ligner noe av det samme som vi ellers er vant til fra Askildsen. Der de litt eldre novellene noen ganger er litt røffe i kantene eller ikke helt overbeviser til siste slutt, er stil og tema så fint avrundet her, at hver eneste novelle sitter igjen etter du har lest dem.
Hundene i Tessaloniki handler om det som ikke sies og det uforløste i relasjoner. Det handler om fortid og sjalusi. Det handler om å late som at alt er ålreit og uforandret når det ikke er det, og hva som skjer når tausheten omkring dette brytes. Det handler om makt og selvhevdelse i sosiale situasjoner og relasjoner. Alt skildret i Askildsens upåklagelige språkbeherskelse. Askildsen er blant dem som vil bli stående om 40 år, tror jeg.
Numa série de contos muito curtos, Askildsen põe a nu o ser humano como ele realmente é: esquisito, deslocado de si mesmo, numa luta constante entre aquilo que é seu desejo e aquilo que dele se espera. Somos, assim, convidados a partilhar de pequenos eventos do dia-a-dia de sete personagens masculinos. Apesar de viverem contextos diversos, todos eles estão carregados de segredos, hesitações, desejos ocultos, pensamentos proibidos e relações familiares castradoras e decadentes. Assim, todos eles são estranhamente semelhantes entre si. Dir-se-ia até que estamos perante uma só personalidade multiplicada por sete cenários, repetição essa que sublinha a ideia de que somos todos seres estranhos, travestidos pelas construções sociais consequentes daquilo que nos rodeia. Apesar de escritos com frases curtas e incisivas, os contos de Askildsen não serão certamente simples de ler, em virtude do tom negro que lhes imprime que exige que se lhes dê espaço para serem digeridos.
Érdekes, hogy pont a derűre voltam fogékonyabb. Persze, nyomasztó is. És minimál. De annyira emberi. Vagy inkább embertelen…? Azt hiszem, hogy ha valami embertelen, akkor inkább a gyermek, aki a forró puliszkába esett. Mert ennek az embernek van humora. Jó kedélyű öregúr (vénember :)) a maga szikárságában. Már majdnem mosolyogtam, és szinte végig. Fura érzés volt a vélemények, értékelések végigolvasása után konstatálni, hogy kilógok a sorból azért, mert van gyomrom hozzá. Mintha én is alulról szagolnám az ibolyát. Mert tényleg sötét az akasztófahumora. De hány ilyen ember élhet észrevétlenül, hasonló helyzetben és hozzáállással? Egyáltalán, lehet-e bármi értékes az öregkorban és magányban? (…) Olyan ez a könyv, mint az a hideg novemberi szél, ami egyszer majdnem kifújt engem Koppenhágából. Ami után nagyon tudtam értékelni a meleg szobát. Vagyis, egész más. De nagyon jó.
Um livro estranhamente cativante, uma tradução com linguagem acessível, que conta várias histórias. Eu achei que abordava vários temas que fazem pensar bastante, e uma coisa que me cativou foi o facto de ao ler isto consegui criar as situações na minha cabeça o que me fez apreciar a leitura, mas por outro lado eu acho que a sinopse me deu expectativas a mais, eu acho que deverias relê-lo mais tarde porque tem situações neste livro que me deixaram ligeiramente transtornada, em cada conto havia um homem perverso que tinha desejos muitas vezes errados como em relação a incestos e afins, e acho que isso também deveria de ser algo mencionado na sinopse porque é algo que percorre o livro inteiro, e eu não sei se dei muita atenção a isso ou se realmente está demasiado referido no livro, talvez deve-se mesmo relê-lo, foi um livro difícil de digerir e ainda estou a tentar criar uma opinião, gostei pelo facto de ser cativante e te-lo lido bastante rápido mas ao mesmo tempo tem situações no livro que me deixaram perturbada de uma forma exuberada.
Ya habrá dicho mucha gente que Askildsen es como el Carver noruego pero bueno, lo digo otra vez, por si a alguien se le olvidó. En realidad sus cuentos son todos el mismo, con ligeras variaciones, lo que me hace pensar a ratos que estoy leyendo una novela de ciencia ficción, como Replay de Ken Grimwood si Grimwood tuviese ambición literaria.
Tror ikke jeg var smart nok til å skjønne denne da jeg leste den for et par år siden, sitter igjen med en følelse at den var sånn midt på treet. Men etter å ha lest mer Askildsen senere, tror jeg nesten at jeg må gi denne et nytt forsøk snart.