Bernardo Carvalho (Rio de Janeiro, 1960) é um escritor e jornalista brasileiro.
Foi editor do suplemento de ensaios Folhetim, e correspondente da Folha de São Paulo em Paris e Nova Iorque. Seus dois primeiros livros foram editados na França.
Bernardo Carvalho teve o seu livro Mongólia distinguido com o prêmio APCA da Associação Paulista dos Críticos de Arte, edição 2003, na categoria romance, depois de ter já vencido, a meias com Dalton Trevisan (Pico na Veia) o Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira, com o romance Nove Noites.
Infelizmente, a leitura de As Iniciais, escrito por Bernardo Carvalho, ficou longe de ser o que eu imaginava.
Reconheço que em parte eu fui o problema tendo em vista que costumo ter dificuldade com histórias narradas sem a presença de nomes ou de características que me façam sempre associar algo a alguma coisa. No livro, temos as iniciais. Acontece que as iniciais não me prendiam a atenção e nem me faziam ficar me questionando sobre os acontecimentos da história ou sequer ter alguma curiosidade sobre os temas trabalhados. Temos a grande trama que envolve a narrativa ao ter o homem tentando decifrar as iniciais, mas estranhamente eu me senti menos curioso do que ele. A cada página que eu lia, eu me sentia mais afastado e com menos vontade de terminar a história. Ainda assim, terminei.
Evidentemente, a escrita de Bernardo Carvalho é muito boa. Eu tive expectativas altíssimas para o livro por conta de alguns comentários que já tinha visto sobre o autor, mas, infelizmente, pra mim não funcionou.
"havia por fim entendido que óbvio não pode ser dito, nunca, que a verdade do óbvio é potente demais pra ser repetida ou explicada, que o óbvio será sempre um ato puro e incompreensível, condenado à inverossimilhança das explicações"