Convidada da Flip 2022, a antropóloga argentina Rita Segato reúne neste livro uma série de ensaios que atravessam os temas que fizeram de seu pensamento uma referência internacional. As relações de poder e opressão, os efeitos da violência colonial e patriarcal, as lutas feministas, a crítica ao eurocentrismo e à problemática dos direitos humanos no mundo contemporâneo são algumas dessas questões abordadas em textos que transitam entre perspectivas teóricas e intervenção pública. Rita olha o mundo com lentes decoloniais e reforça constantemente a importância de pensarmos o mundo a partir da América – lição aprendida com o sociólogo peruano Aníbal Quijano, cujas ideias são tema de um dos capítulos deste volume.
O pensamento de Rita Segato é decolonial, anticapitalista, antipatriarcal, desobediente, vibrante. É também incômodo, pois desafia o status quo, complexifica o debate, convoca novas posturas. "Rita Segato é uma das principais pensadoras de nosso tempo. Seu prestígio rompeu fronteiras acadêmicas e regionais, e transcende o âmbito dos movimentos feministas. Impossível atravessar seus textos, concordando ou não, sem de algum modo mudar a forma de pensar e, em alguma medida, se transformar."- Luiz Eduardo Soares
Rita Laura Segato is an Argentine-Brazilian academic, who has been called "one of Latin America's most celebrated feminist anthropologists" and "one of the most lucid feminist thinkers of this era". She is specially known for her research oriented towards gender in indigenous villages and Latin American communities, violence against women and the relationships between gender, racism and colonialism. One of her specialist areas is the study of gender violence.
Segato was born in Buenos Aires and educated at the Instituto Interamericano de Etnomusicología y Folklore de Caracas. She has an MA and a PhD in anthropology (1984) from Queens University, Belfast. She teaches Anthropology at the University of Brasilia, where she holds the UNESCO Chair of Anthropology and Bioethics; since 2011 she has taught on the Postgraduate Programme of Bioethics and Human Rights. She additionally carries out research on behalf of Brazil's National Council for Scientific and Technological Development.
In 2016, along with Prudencio García Martínez, Segato was an expert witness in the Sepur Zarco case, in which senior officers at a military base in Guatemala were convicted of crimes against humanity as a result of the holding of fourteen women in sexual and domestic slavery. The defence tried to challenge the expertise of the witnesses, but their appeal was unsuccessful. Her works were an inspiration to the Chilean collective Las Tesis from Valparaíso for the song and performance A Rapist in Your Path, which was performed by women throughout America, Europe and Australia.
Una colección de artículos que funcionan como. Una muy buena introducción a distintas vertientes del pensamiento de Segato. Algunos no me interesaron. Pero los dos primeros, sobre la violencia sexual contra las mujeres, el mandato de la masculinidad y sobre la cárcel, me han parecido de una lucidez impresionante.
"La extraordinaria profundidad histórica de la desigualdad de género hace que no sea posible considerar el patriarcado como una 'cultura'. La expresión 'cultura patriarcal' no es adecuada. El patriarcado es un orden político, el orden político más arcaico, que se presenta enmascarado bajo un discurso moral y religioso."
"la antropología, como ciencia del otro, sería el campo de conocimiento destinado a contribuir al desarrollo de la sensibilidad ética. En un viraje radical de su deontología, su tarea no sería la de dirigir nuestra mirada hacia el otro con la finalidad de conocerlo, sino la de posibilitar que nos conozcamos en la mirada del otro."
Haré trampa y lo daré por terminado porque lo últimos ensayos no son de mi interés😬 Sin embargo, disfrute mucho el resto del libro, muy puntual, honesto, claro y directo. Me gustó ese diálogo entre "la escritura en el cuerpo" y el arte. Rita es una especie de autora cabecera para mí, y pues siempre es un gusto leerla.
Quanto mais eu leio a Rita mais eu a amo. Leitura essencial! É lindo ver o carinho que ela tem pelo Aníbal, e como ele afetou o trabalho dela de forma tão positiva. Tenho que falar que a ler é delicioso, é como assistir a uma aula extremamente bem feita. Espero poder aplicar tudo que li aqui e que eu ainda veja essa mudança social.