Outro livro da coleção Taschen-jornal Público de pequeno formato.
Escrito por Andrea Kettenmann, de quem eu lera o livro sobre Frida Kahlo na mesma coleção.
Com muitas fotografias e pinturas do artista mexicano Diego Rivera, que cedo revelou os dotes artísticos.
Estudou e viveu na Europa, onde pintou segundo várias escolas, cubismo, entre outras.
De regresso ao México torna-se um grande pintor de murais, representando a história do seu país.
Casou-se com Frida Kahlo, também artista, sendo ela hoje mais conhecida que ela.
Viveu nos Estados Unidos, Chicago, Nova Iorque, onde trabalhou para grandes magnatas, como Rockefeller, Ford. Podemos dizer era ideologia comunista para clientes capitalistas.
Apoiante de Trotski a quem ofereceu a sua casa, quando este era um pária sem pátria, pois nenhum país queria receber este opositor a Stalin. Mais tarde, desentendeu-se com este.
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Citação do livro:
Como artista excepcional, político militante e contemporâneo excêntrico, Diego Rivera teve um papel primordial numa época muito importante no México. Tornou-se, embora polémico, o mais citado artista do continente hispano-americano no estrangeiro. Foi pintor, desenhador, artista gráfico, escultor, arquitecto, cenógrafo e um dos primeiros coleccionadores de arte mexicana pré-colonial. O seu nome está relacionado com os de Pablo Picasso, André Breton, Leo Trotski, Edward Weston, Tina Modotti e, como não podia deixar de ser, Frida Kahlo. Foi, simultaneamente, alvo de ódio e amor, admiração e rejeição, lendas e difamação. O mito que, ainda em vida, se criou à volta da sua pessoa, não se deve somente à sua obra, mas também ao seu papel activo na vida política da sua época, às suas amizades e aos seus conflitos com personalidades famosas, à sua aparência fascinante e ao seu carácter rebelde.
Nas suas recordações, difundidas em diversas obras biográficas, Rivera contribuiu bastante para a criação do mito à volta da sua pessoa. Gostava de se apresentar como menino precoce de ascendência exótica, que combatera na Revolução mexicana como jovem rebelde, um visionário que se recusava a fazer parte da vanguarda europeia, e que estava predestinado para ser o cabecilha da revolução artística. A sua biógrafa, Gladys March, confirma, no entanto, que a sua vida real era muito mais banal e que Rivera tinha grandes dificuldades em separar a ficção da realidade.