Osvajački pothvati Sulejmana Veličanstvenog bili su natopljeni rijekama krvi, plaćeni desecima tisuća odsiječenih glava, stotinama udavljenih izdajnika, žrtvama koje umiru u najtežim mukama. Međutim, nakon svih njegovih osvajanja, kad se ista ta smrt nastani u njegovoj Palači, i počne odvoditi njegove najdraže, Veliki gospodar počinje svoju najtežu bitku.
Bitku sa samim sobom.
Veliki gospodar potresna je priča o događajima koji su označili kraj vladavine Sulejmana Veličanstvenog. Krvava obiteljska tragedija, inspirirana stvarnim završetkom jedne povijesne ere, po tko zna koji put otvara pitanje koja je stvarna cijena moći. I vrijedi li ona baš toliko...
Esta é a sequela de “A aurora dos bem-amados”. Depois de “visualizar” mexericos e intrigas palacianas, cenários de inveja e medo, quadros violentos de luta pelo poder e pela sobrevivência, o leitor embrenha-se, desta vez, numa leitura em que sobressai o cariz psicológico da importância e da dimensão do agitado reinado de Solimão, “O Magnífico”. Neste livro, o leitor toma conhecimento das suas urdiduras racionais, motivações, argumentos e legitimidades para a tomada de decisões dramáticas que irão enublar os seus dias no poder supremo do império Otomano. Porém, no meio de tudo isso sobressai a sede doentia pelo poder absoluto e a subalternização dos sentimentos, nas suas diversas facetas. É assim que Solimão: - Afasta do caminho Mustafá, o seu filho mais velho - pessoa muito popular entre o povo e o exército – por ser um suposto candidato ao trono. - Assiste impotente à morte de Cihangir, um príncipe frágil e deficiente físico; o seu filho favorito, mas simultaneamente alguém incapaz de lhe fazer frente. - Afasta-se de Russiana - o amor da sua juventude que mais tarde se tornou imperatriz – graças ao seu caráter manipulador e às suas pressões para que abdique a favor de Bajazeto, o primeiro dos dois filhos de ambos. Apesar de tudo, mais tarde, a sua morte irá abalar fortemente Solimão, já de si, perturbado com o desaparecimento de Cihangir. Com este cenário dramático, o seu corpo tornar-se-á pasto mais apetecível para a doença que já o consome. Para o ajudar, Solimão irá ter a seu lado um jovem corcunda - de nome Efraim - cujas mãos milagrosas serão fonte de alívio e, em cuja deformidade, o sultão irá recordar o infeliz Cihangir. Na solidão do seu fanatismo pelo poder absoluto, Solimão afastara-se dos seus descendentes vivos. Nesta situação, aquela relação irá constituir uma última fonte de afeto e dedicação desinteressada. Apesar da ancilose, o sultão consegue ainda e por fim consolidar o seu poderio militar com várias conquistas que o deixarão às portas do Ocidente e que estarão na génese de muitos conflitos ocorridos no século XX europeu. Acaba por falecer sem o conhecimento explícito do seu exército, numa pantomima que o faz chegar a Istambul, onde será finalmente sepultado. Esta é a história de uma vida plena, mas conturbada, luxuosa, mas só, que não é mais do que o reflexo de uma visão tirânica do poder que não conhece recusas, abandonos, desistências ... Ao fim e ao cabo, um mergulho na História, com muitos sintomas de modernidade.