Durante a noite, um grande mal foi lançado contra todo o planeta. Ele rastejou e abocanhou cada recôndito das cidades e do campo, cada metro de superfície existente, penetrando em casas e edifícios, casebres e mansões, sem pedir permissão a ninguém.
A primeira consequência foi percebida quando metade das pessoas adormecidas após aquela noite simplesmente não acordou mais. Não estavam mortos, mas capturados por um sono profundo, aterrador e inexplicável. Assistimos inquietos ao flagelo desse evento caótico através da dor e desespero de pessoas de todos os cantos tentando, mais do que compreender, salvar seus familiares e amigos. A segunda tormenta foi descobrir que celulares, telefones, internet, rádio ou qualquer meio de comunicação não funcionavam mais. Havia a sensação crescente de que o planeta inteiro tinha se tornado uma ilha, assaltado por algo maligno e até então inexplicável. Não era possível se comunicar com outras pessoas; nem receber notícias por aplicativos ou pela TV. Estavam lançados às sombras sem imaginar que aquilo era só o começo de um mergulho sombrio no fim do mundo como o conhecemos, cercados por desesperança, pânico e vampiros.
Com sua capacidade ímpar de envolver os leitores em um mundo assoberbado, Vianco apresenta personagens complexos de forma brilhante e indescritível nesta verdadeira obra-prima do terror. Uma grande batalha entre humanos e vampiros é iniciada. Agora, a única saída é fugir das cidades populosas para se esconder das feras da noite.
Andre Vianco is now the Brazilian writer wins more readers of fantasy and terror.
Vianco explores the supernatural and the popular imagination with ease and enthusiasm, taking the reader on a journey of no return, an "addiction" of the property.
His book The Seven already hit the home of 50,000 copies sold. Each day more and more people are enchanted with the saga of vampires Portuguese found sealed in a silver box on the Brazilian coast.
Welcome to this world full of unusual characters, deep feelings and fantasy, one page after another.
Resenha primeiramente publicada em Leiturasdajurodrigues.blogspot.no
A narrativa do livro é realizada através de crônicas, agrupadas em intervalos entre NOITE e DIA, contando o que aconteceu e como reagiram vários personagens a singularidade ocorrida na noite posteriormente conhecida como "a noite maldita", onde o mundo mudou. Com parte da população adormecendo a um nível semelhante ao do coma, outra parcela adoecendo e ficando extremamente agressiva, coube ao grupo "são" recuperar-se rapidamente do estado de estupor e aprender a adaptar-se as mudanças e consequências que agora precisam enfrentar.
"(...) Os gritos. Os gritos vieram à sua mente, aqueles que já pouco ouvira aqui e ali tinham um significado. Aquele demônio insano parado ali na sua frente não era o único. Então era isso! Era isso o que estava acontecendo! O mundo estava mudando, fugindo dos trilhos, deixando pessoas caírem num sono para despertarem mudadas, como que saindo de um casulo e se tornando aquilo: demônios, monstros, assassinos, vampiros." - pág. 188
O texto tem uma narrativa gostosa, onde por vezes a história desenvolve-se sem pressa, nos deixando absorver as mudanças sutis no início, enquanto que em outros momentos assume um ritmo intenso com cenas de ação bem escritas, brindado-nos também com passagens espirituosas.
"- Ainda bem que você não foi atacado por um saci.
- Por quê?
- Porque de saci eu não sei como a gente se livra.
- É só mandar ele te dar uma rasteira. Quando ele te der o rodo ele cai, aí é só algemar." - pág. 293
O que mais me encantou foi que o autor conseguiu me fazer gostar de uma história mais sangrenta do que estou acostumada. Não que A Noite Maldita seja sanguinolenta, o livro tem sangue, ataques, sustos, suspense e clima apavorante na medida certa, conseguindo utilizar bem essas partes como elementos naturais do texto, e não simplesmente os usando para manter o nível de adrenalina dos leitores em alta.
As crônicas seguem um bom número de personagens, e aos poucos o foco principal vai mudando de um para outro, um recurso que achei bem interessante, pois o papel central foi dividido entre parcelas diferentes da sociedade, nos mostrando uma visão mais ampla do que estava acontecendo em São Paulo e em outras cidades do Brasil. Como esse evento atingiu diversos níveis da sociedade. Talvez alguns leitores não gostem de ter que acompanhar tantos personagens secundários, que acabam não tendo um "desfecho" propriamente dito, mas acho que funcionou bem para percebemos a abrangência e diversidade de efeitos e reações.
O autor conseguiu criar bons personagens, tanto do lado dos sobreviventes quanto do lado dos atingidos pela doença misteriosa. Gostei em especial do Cássio e da Raquel. Um de cada lado desse novo mundo, ambos lutando por sua sobrevivência e por aqueles que eles amam, infelizmente a vitória de um é a derrota de outro.
Fiquei super curiosa para saber de onde surgiu essa "doença" e como ela se alastrou tão rapidamente, não sei se isso é respondido nos outros livros da saga, e apesar da curiosidade não encarei a falta dessa informação como um ponto negativo do livro, deixou-o na verdade cercado ainda mais de mistério.
"(...) O tempo, com a chegada do crepúsculo, tornava-se um adversário poderoso, visto que era ele o corcel que puxava, furiosa e insensivelmente, o assustador cabriolé da noite, cujo passeio cobria a terra com um manto de escuridão e, quando as portas da tão funérea carruagem se abriam, a promessa se cumpria e os novos passageiros sem vida desciam, pálidos e cheios de fome de vida a nos visitar." - pág.526
Ok, eu admito, comprei esse livro porque a capa me lembrou uma cena de The Walking Dead. E quer saber, não me arrependo. Vianco conseguiu novamente escrever algo legal com sabor unicamente tupiniquim e chutou um monte de baboseiras atuais sobre vampiros e zumbis.
Você não precisa ter lido mais nada dele, pois A Noite Maldita é o prelúdio de uma nova saga não conectada a Os Sete. O que não quer dizer que o nosso autor ignora coisas que o tornaram conhecido por aqui.
Ainda temos cenas sangrentas, desespero, vampiros monstruosos que não pensariam duas vezes antes de abrir um ser humano de alto a baixo para fazer um banquete. Infelizmente, porém, não há terror. Isso mesmo, Vianco continua com sua fórmula fantasia, aventura e deixou a nós, viciados em terror, na mão.
Isso é problema? Redondíssimo não.
O protagonista, Cassio, um policial cheio de marra que com certeza você gostaria de ter ao seu lado naquelas noites malditas em que alguém tenta invadir a sua casa, percorre toda a São Paulo ao mesmo tempo em que se defende de vampiros, organiza uma resistência e ainda tenta proteger a família da qual ele se perdeu.
Talvez você se assuste um pouco com o tamanho do livro, e com o fato que ele abarca pouco mais de alguns dias de história. Ledo engano, você não vai nem notar o quanto leu ao chegar no final.
Se O Turno da Noite falhou em virar série de TV, bem que alguém poderia apostar nesse aqui. Público cativo para esse tipo de história já tem.
André Vianco volta para 30 anos antes dos eventos de Bento e O Vampiro Rei, e agora a gente sabe como surgiram os vampiros e os bentos depois da noite maldita. Mas o André Vianco não dá um desfecho, a história termina de um jeito, tipo: haverá uma seqüência... (Mal consigo esperar pela continuação...)
André Vianco turns back some 30 years before the events in Bento (The Blessed) and O Vampiro Rei (The King Vampire), and now we know how vampires and also the blessed arose after the cursed night. But André Vianco does not give it a disclosure, the history ends a way, kinda: there's gonna be a follow up... (I can hardly wait for the continuing...)
Um dos melhores livros que eu já li na minha vida. Apesar de ter sido encantada antes com a história já in media res, foi realmente muito bom poder acompanhar finalmente o início do desfecho que já conhecemos, e saber como foi o caso inicial que levou a tudo aquilo. Como sempre, André Vianco me encantando com tudo que eu leio dele.
História antes a saga Vampiro-Rei onde o mundo já está profundamente transformado (cidades destruídas, população humana reduzida, vampiros dominando a noite, humanos sobrevivendo em pequenas comunidades isoladas). O grande conflito gira em torno do Vampiro-Rei, um líder poderoso que busca consolidar o domínio absoluto dos vampiros sobre o planeta. Ao longo da saga surgem figuras que lideram a resistência humana — especialmente o caçador Bento (Lucas), um dos maiores inimigos dos vampiros. Quando a saga se aproxima do fim e depois de concluir essa narrativa, esse livro conta o antes.
Por que A Noite Maldita existe A Noite Maldita: As Crônicas do Fim do Mundo foi escrito como uma espécie de prelúdio do universo Vampiro-Rei. como começou o apocalipse, como o mundo caiu, o que aconteceu na primeira noite da tragédia. O começo do apocalipse, A história começa em um dia aparentemente comum, de repente, ocorre um fenômeno inexplicável: metade da população mundial entra em um sono profundo, milhões de pessoas simplesmente desmaiam ao mesmo tempo, hospitais ficam lotados, governos entram em pânico, ninguém entende o que está acontecendo.
Enquanto isso: sistemas elétricos começam a falhar, comunicações entram em colapso, aviões caem, acidentes acontecem por toda parte e a civilização entra em colapso em poucas horas.
O despertar:
Horas depois, algo muito pior acontece, algumas das pessoas que haviam adormecido: despertam violentas, atacam quem está ao redor, demonstram força e agressividade anormais, Logo se descobre que elas se tornaram vampiros. Essa noite passa a ser conhecida como A Noite Maldita — o momento em que o mundo acabou. A história acompanha sobreviventes, seguindo vários grupos tentando sobreviver às primeiras horas do apocalipse.
Entre os principais personagens estão: Sargento Cássio Porto: Um militar que tenta manter a ordem em meio ao caos. Chiara: Uma adolescente muito corajosa que assume responsabilidades de sobrevivência muito cedo. Foguete: Um garoto mais jovem que acaba sendo protegido por Chiara. Everaldo: Um homem comum que inicialmente parece covarde, mas que acaba tendo um crescimento importante conforme a situação piora.
Primeiras batalhas contra os vampiros Conforme a noite avança: ataques vampíricos aumentam, bairros inteiros são devastados, sobreviventes tentam se refugiar em locais seguros. Militares e civis improvisam defesas com: armas, barricadas, fugas desesperadas, essas primeiras tentativas de resistência são as sementes do que mais tarde se tornará a luta contra os vampiros na saga principal.
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André Vianco continua sendo André Vianco: com uma narrativa oral e uma brasilidade típicas, o autor joga seu leitor em um universo macabro e as vezes até mesmo desconcertante. Fazia tempo que eu não lia nada do autor, e curti demais essa volta à seu universo. Eu não sabia (lembrava?) que o livro era em formato de contos que se reúnem em uma história maior. A quantidade grande de personagens traz aquele desesperinho que dá quando acaba um capítulo e o próximo começa com outro personagem, te deixando na curiosidade, além de trazer um entusiasmo toda vez que os personagens se encontram (ou uma nova referência à trilogia Bento é feita). Ainda assim, é fácil gostar de cada um deles. O final aberto, na verdade, me deixou com vontade de reler a trilogia original e tentar relembrar o que acontece com cada um (O que traz uma certa tristeza quando eu lembro que o Cássio é um personagem original de Crônicas. Ele é mencionado na trilogia? E a irmã? E o Graziano? O que acontece com eles??). Falando nos personagens, queria falar sobre o Cássio [SPOILERS] e o fato dele ser bissexual. Gente, que vibe Grande Sertão Veredas. Passar um livro inteiro lendo sobre um personagem claramente masculino e heróico e torcer por ele pra no final descobrir que o mesmo é bi e portador de AIDS foi fantástico. Quase chorei um pouquinho. Mallory, a enfermeira nordestina, Francis, o senhor segurança de uma casa de prostituição, Raquel, a promotora ruiva com filhos adolescentes, todos os personagens criam uma atmosfera brasileira maravilhosa (que as vezes é um pouquinho exagerada, mas esse é o Vianco sendo Vianco). A vontade maior é de falar sobre o estilo narrativo do autor. Bem oral, ele usa palavrões e gírias sem o menor pudor, o que aproxima seus personagens do mundo real. As muitas referências à serviços e locais do Brasil também fazem seu trabalho. Ainda assim, em certos momentos eu acabava me sentindo meio sufocada. Vai ver eu não estou acostumada a consumir mídia feita no Brasil pro Brasil. Ou talvez André confie demais em seus exageros de narração. (Rapidinho, queria reclamar um pouco das descrições feitas dos corpos das mulheres, sua super sexualização e o fato disso ocorrer só com personagens femininas. Pô, Vianco, eu sei que é um livro oral e macabro, mas isso não significa que cê pode forçar a barra com machismo chato, né :/ Pensa nas suas leitoras das próximas vezes. Eu sei que vampiros são supostamente sensuais e tudo mais, mas só falar das mulheres fica difícil. Equilibra as coisas aí, coloca uns Inverno e uns Sétimo no meio, se for o caso.) Finalmente, A Noite Maldita foi um livro ótimo de ler. Me bateu uma saudadezinha boa da época em que eu li todos os seus outros livros. Até sonhar com os vampiros eu cheguei a sonhar. E ainda bateu um leve medinho saudável de voltar pra São Paulo. Vai que estoura um apocalipse aí, né.
Não sei se vocês conhecem o André Vianco, se não conhecem precisam conhecer! Tenho uma relação de muito carinho e respeito por esse autor porque foi através de um de seus livros (Os Sete) que descobri que eu pertenceria para sempre ao mundo da leitura. "A Noite Maldita" é mais uma de suas obras fantásticas. O livro é um prequel da trilogia "Vampiro-Rei" porém você pode lê-lo independente da trilogia porque não vai impossibilitar em nada a compreensão da história. A narrativa conta sobre um acontecimento que viria a mudar todo o mundo que conhecemos hoje. Um fenômeno que foge ao alcance da explicação humana desativa toda a tecnologia e telecomunicações do planeta. TV, rádio, internet, celulares, satélites, nada mais funciona. Se fosse só isso até que seria razoável, a questão é que a humanidade foi diretamente afetada por fenômenos sobrenaturais. Num cenário caótico, ambientado em diversas cidades brasileiras, acompanhamos a luta dos humanos por suas vidas. Bom... Acho que essa sinopse já diz muito por si só. Mas se for para eu acrescentar algo a mais diria que esse livro é um dos melhores do autor. Muito bem escrito, envolvente desde a primeira página. É um dos poucos livros que li e que não fica parado nem enjoativo hora nenhuma. São 664 páginas de muita emoção. Esse é daquele tipo de livro que joga por terra todo aquele mi-mi-mi de que a literatura nacional não tem qualidade. Aos fãs de fantasia, um prato cheio!