Às vésperas das eleições presidenciais de 2008 nos EUA, o repórter da TV Globo Rodrigo Alvarez embarcou numa viagem de 17 dias que partiu de São Francisco, na Califórnia, rumo a Nova Orleans, na Louisiana.
“Sem sorte, melhor nem sair de casa”, costuma dizer Rodrigo Alvarez. O acaso pode até ter sido generoso com o repórter no início de sua carreira, mas de pouco adiantaria isso não fosse também sua iniciativa e ousadia – e ele também foi um dos jornalistas de TV que mais souberam usar a seu favor as novas tecnologias digitais. Rodrigo Nascimento Alvarez nasceu em 8 de junho de 1974, no Rio de Janeiro. Formou-se em jornalismo pela PUC e fez pós-graduação em negócios no IBMEC. Sua ideia quando entrou para a faculdade, porém, era ser escritor; até o sexto período, quando colegas de faculdade o convenceram a fazer uma prova para a Globo News, que estava para ser inaugurada. “Eu não queria, mas elas insistiram muito. E no fim do longo processo de seleção, acabei passando. Passaram sete pessoas de fora da Globo”, conta.
Alvarez foi contratado como editor de imagens pouco antes de a nova emissora entrar no ar, no dia 15 de outubro de 1996. Exerceu a função até 1999, no Jornal das Dez, quando virou repórter da madrugada e deu o seu primeiro furo – durante a realização da Cimeira do Rio de Janeiro, que reuniu Chefes de Estado da América Latina, Caribe e União Europeia. “Eu dei a sorte de entrevistar Fidel Castro. Ele estava no hotel com o Hugo Chávez, que ninguém conhecia direito na época, e só eu e um repórter argentino ficamos esperando até ele sair do quarto, às 5h. Ficamos meia hora entrevistando o Fidel. Acabou que entrou no Jornal Nacional”. Era a primeira vez que Cuba participava deste tipo de encontro.
No ano seguinte, o repórter vendeu seu carro e comprou uma câmera, foi para a Califórnia durante as suas férias e produziu, sozinho, uma série de reportagens sobre o Vale do Silício. “Entrevistei 30 daqueles jovens que criavam empresas de internet, inclusive os fundadores do Google, quando eles não eram conhecidos. Pouco depois, a Bolsa Nasdaq entrou em crise, foi a semana da bolha da internet. Então, o meu material se tornou atualíssimo”, lembra.
Ainda no Jornal das Dez, registrou o naufrágio da plataforma P36 da Petrobras, em Macaé, no Rio de Janeiro, em 2001. “A Globo News foi a única televisão que gravou as imagens, que depois foram para o mundo. Na época, disseram que era o único registro de uma plataforma afundando em alto-mar que já tinha sido feito”. Novamente, viajou sozinho, na virada de 2001 para 2002, desta vez à Europa, para produzir uma série de reportagens sobre a implantação do Euro. “Acompanhei a chegada das notas e das moedas, fisicamente, a Portugal, Alemanha e Itália. Na virada do ano, eu estava em Berlim e entrei ao vivo, por telefone, no Jornal das Dez, contando como os alemães haviam recebido a nova moeda”. A partir daí, especializou-se de vez em reportagens internacionais; logo depois, fez parte da equipe da emissora que cobriu a Copa do Mundo do Japão e da Coreia do Sul, em 2002.
Em 2006, tornou-se correspondente da Globo em Nova York. Sua primeira grande cobertura foi a do massacre na Universidade de Virgínia, em abril de 2007, quando o estudante Cho Seung-Hui matou 32 pessoas e se suicidou. O repórter e o cinegrafista Orlando Moreira foram os primeiros a entrar com uma câmera escondida no dormitório onde os crimes haviam ocorrido. Para o Jornal da Globo, fez uma série de reportagens sobre a fronteira do México com os Estados Unidos. “Foi no momento em que estava se construindo o muro entre os dois países. O México estava começando a ficar violento, roubaram nossa câmera”, conta. Depois, foi para a Califórnia. “Eu sempre busquei a possibilidade de fazer as coisas de maneira mais independente do padrão. E acabou que lá eu me fixei no Fantástico. Acho que o perfil de repórter que tenho hoje se consolidou na Califórnia”, diz.
Durante a cobertura das eleições americanas de 2008, ele e o cinegrafista Sérgio Telles viajaram pelo país de carro, percorrendo 18 estados, um por dia. “O objetivo era mostrar o que americanos diferentes pensavam das eleições. Fomos a uma cidade fantasma em Nevada que
Interessante esta obra do autor Rodrigo Alvarez, comprei numa descolada banca de jornais da Granja Vianna, de texto fácil e super fluente, viajei pelas páginas e devorei o livro em dois dias, do jeito que eu gosto….fiquei surpreso com algumas descobertas sobre a sociedade americana, sobre a diferença entre democrátas e republicanos. Eu tinha uma imagem totalmente diferente dos dois lados da política americana.Recomendo o livro do Rodrigo, pode comprar ou emprestar tranquilo….abaixo mais informações sobre a obra.
O Livro Às vésperas das eleições presidenciais de 2008 nos EUA, o repórter da TV Globo Rodrigo Alvarez embarcou numa viagem de 17 dias que partiu de São Francisco, na Califórnia, rumo a Nova Orleans, na Louisiana. Nessa jornada, Rodrigo encontrou personagens diversos e contraditórios: brancos, negros, muçulmanos, cristãos, mórmons, democratas, republicanos, constitucionalistas, libertários e desempregados. No país de Obama, o leitor entende aos poucos, conhecendo cada personagem, que as coisas são mais complexas do que parecem — e, às vezes, mais surpreendentes do que poderíamos imaginar.
O Autor Rodrigo Alvarez, carioca, é correspondente da Rede Globo nos Estados Unidos desde 2006. Cobriu as eleições presidenciais baseado em São Francisco, na Califórnia, o maior colégio eleitoral americano, e atualmente vive em Nova York – onde produz reportagens para os telejornais da Globo e apresenta o programa Mundo S/A, da Globo News. Participou de grandes coberturas, como o massacre na Universidade Virginia Tech, os 30 anos da Guerra do Vietnã, a Copa do Mundo de 2002 e os primeiros dias do euro na Europa.