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Selected Poems: Bilingual Edition

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Widely accepted as the greatest of the Brazilian Modernist poets, Manuel Bandeira (1886-1968) spent most of his life suffering from tuberculosis. It has been said "his poetry spits blood" and yet he is a poet of wit and humor. Bandeira's poetry wanders through Brazil's hidden life, beauty and language, through the slums of Rio de Janeiro, the Amazon, European and Brazilian civilization. He convalesced at the sanitarium Thomas Mann described where his fellow patient was Paul Luard. Readers may see a certain brotherhood between these two great poets. Bandeira's gifts as a poet and his humanity were much appreciated by Elizabeth Bishop. There is something of the carnival in Bandeira's poetry, a wild celebration that precedes and perhaps precluded the Passion. He is a poet of revelation, mystery and strangely ironic humor. This volume has been translated brilliantly by David Slavitt, who has translated more than forty books. His translations from the Greek include the Metamorphoses of Ovid, The Fables of Avianus, the Eclogues and Georgics of Virgil, and Seneca: The Tragedies, Vols. 1 and 2.

150 pages, Paperback

First published January 1, 1979

20 people want to read

About the author

Manuel Bandeira

85 books95 followers
Manuel Bandeira (April 19, 1886 – October 13, 1968) was a Brazilian poet, literary critic, and translator, who wrote over 20 books of poetry and prose.
~
Manuel Bandeira foi desenganado pelos médicos por causa de uma tuberculose, aos dezenove anos de idade. O que provou ser um engano: ele viveu até os 82. Toda a sua poesia tem esse sentimento, em suas palavras, de "Toda uma vida que poderia ter sido e não foi".

Ele foi um dos poetas nacionais mais admirados, inspirando, até hoje, desde novos escritores a compositores. Aliás, o "ritmo bandeiriano" merece estudos aprofundados de ensaístas. Por vezes inspira escritores não só em razão de sua temática, mas também devido ao estilo sóbrio de escrever.

Manuel Bandeira possui um estilo simples e direto, embora não compartilhe da dureza de poetas como João Cabral de Melo Neto, também pernambucano. Aliás, numa análise entre as obras de Bandeira e João Cabral, vê-se que este, ao contrário daquele, visa a purgar de sua obra o lirismo. Bandeira foi o mais lírico dos poetas. Aborda temáticas cotidianas e universais, às vezes com uma abordagem de "poema-piada", lidando com formas e inspiração que a tradição acadêmica considera vulgares. Mesmo assim, conhecedor da Literatura, utilizou-se, em temas cotidianos, de formas colhidas nas tradições clássicas e medievais. Em sua obra de estréia (e de curtíssima tiragem) estão composições poéticas rígidas, sonetos em rimas ricas e métrica perfeita, na mesma linha onde, em seus textos posteriores, encontramos composições como o rondó e trovas.

É comum criar poemas (como o Poética, parte de Libertinagem) que se transforma quase que em um manifesto da poesia moderna. No entanto, suas origens estão na poesia parnasiana. Foi convidado a participar da Semana de arte moderna de 1922, embora não tenha comparecido, deixou um poema seu (Os Sapos) para ser lido no evento.

Uma certa melancolia, associada a um sentimento de angústia, permeia sua obra, em que procura uma forma de sentir a alegria de viver. Doente dos pulmões, Bandeira sofria de tuberculose e sabia dos riscos que corria diariamente, e a perspectiva de deixar de existir a qualquer momento é uma constante na sua obra.

A imagem de bom homem, terno e em parte amistoso que Bandeira aceitou adotar no final de sua vida tende a produzir enganos: sua poesia, longe de ser uma pequena canção terna de melancolia, está inscrita em um drama que conjuga sua história pessoal e o conflito estilístico vivido pelos poetas de sua época. Cinza das Horas apresenta a grande tese: a mágoa, a melancolia, o ressentimento enquadrados pelo estilo mórbido do simbolismo tardio. Carnaval, que virá logo após, abre com o imprevisível: a evocação báquica e, em alguns momentos, satânica do carnaval, mas termina em plena melancolia. Essa hesitação entre o júbilo e a dor articular-se-á nas mais diversas dimensões figurativas. Se em Ritmo Dissoluto, seu terceiro livro, a felicidade aparece em poemas como "Vou embora para Pasárgada", onde é questão a evocação sonhadora de um país imaginário, o pays de cocagne, onde todo desejo, principalmente erótico, é satisfeito, não se trata senão de um alhures intangível, de um locus amenus espiritual. Em Bandeira, o objeto de anseio restará envolto em névoas e fora do alcance. Lançando mão do tropo português da “saudade”, poemas como Pasárgada e tantos outros encontram um símile na nostálgica rememoração bandeiriana da infância, da vida de rua, do mundo cotidiano das provincianas cidades brasileiras do início do século. O inapreensível é também o feminino e o erótico. Dividido entre uma idealidade simpática às uniões diáfanas e platônicas e uma carnalidade voluptuosa, Manuel Bandeira é, em muitos de seus poemas, um poeta da culpa. O prazer não se encontra ali na satisfação do desejo, mas na excitação da algolagnia do abandono e da perda. Em Ritmo Dissoluto, o erotismo, tão mórbido nos dois primeiros livros, torna-se anseio maravilhado de dissolução no elemento líquido marítimo, como

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Displaying 1 - 4 of 4 reviews
Profile Image for Steven Godin.
2,784 reviews3,428 followers
October 27, 2020

The light of your poems is sad but pure.
Solitude is the grand sign of your destiny.
The picturesque, the living colors, the mystery and heat of others
really engages you,
but you remain aloof from all this because you live in the
company of your dead,
those who frolicked and sang by the light of St. John's
bonfires
but who now are in a profound and eternal slumber.
From the poetry of a man who loves and dies, you have gone on
to that of a man who lives, receiving sorrow as naturally
as the darkened sky receives the company of the first stars.
Profile Image for Edita.
1,590 reviews599 followers
September 23, 2018
From the poetry of a man who loves and dies, you have gone on
to that of a man who lives, receiving sorrow as naturally
as the darkened sky receives the company of the first stars.
*
I don’t ask for happiness anymore,
because I have seen the other side of it.
Profile Image for Leonardo.
7 reviews11 followers
August 11, 2012
Great book, by on of the best brasilian poets. At times, very melancholic and sad, due to the known close death that the author was always writting with, but even this pain is beutifully experienced by Bandeira
Displaying 1 - 4 of 4 reviews

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