Jump to ratings and reviews

Orin

Conto gratuito.

No Início, existia apenas uma vontade. Essa vontade não tinha desejos, pois não havia nada para desejar. Para essa vontade, todo o conhecimento era imediato e limitado à sua própria existência. A vontade existia numa plenitude despreocupada. Tudo mudou com um simples pestanejar…

https://www.smashwords.com/books/view...

53 pages, ebook

First published December 21, 2012

Loading...
Loading...

About the author

Manuel Alves

30 books92 followers
Become a Patron!
--
O autor só fala de si mesmo na terceira pessoa quando tem de falar do autor ou, é claro, quando pratica a extraordinária arte da feitiçaria imaginativa — há quem lhe chame Escrita. Se houvesse na minha vida lugar para gatos, teria dois e um seria um Gremlin disfarçado. Tenho um furão e uma hiena — ambos imaginários.
--
The author only speaks of himself in the third person when he has to speak about the author or, of course, when he conjures the extraordinary art of imaginative sorcery—some call it Writing. If there was any place for cats in my life, I would have two and one of them would be a Gremlin in disguise. I have a ferret and a hyena—both imaginary.

Ratings & Reviews

What do you think?

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
9 (18%)
4 stars
10 (20%)
3 stars
15 (31%)
2 stars
8 (16%)
1 star
6 (12%)
Displaying 1 - 10 of 10 reviews
Profile Image for Rosa Ramôa.
1,570 reviews88 followers
March 29, 2014
As características míticas das pataniscas...
A ler*
Manuel Alves, com a naturalidade de todas as coisas naturais, apresenta-nos a intuição feminina associada à sabedoria inesgotável completamente falível… E depois, com ironia e sarcasmo, diz que a mulher é perfeita. Ou melhor, a sua única imperfeição é a necessidade do homem. A imperfeição de uma coisa perfeita é sempre exterior à sua forma!
É claro que se isto fosse escrito por outra pessoa qualquer levava já com uma estrela em cima e com um comentário completamente arrasador, do género de ter de esperar uns dias (ou meses) até se conseguir levantar!
Eu até podia conspirar e dizer que há aqui uma associação maldosa entre a mulher e a patanisca! Ou seja, esta visão da mulher como um subproduto é machista e redutora
~~~~
A mulher na condição de mãe é perfeita!
A mulher na condição de mulher não é perfeita!
~~~~
A próxima vida que fizeres nascer vai doer-te nove vezes mais.”
Maternidade!
A voz é o som que sai da boca. O fim é o oposto de Inicio. Tudo e nada são próximos e nem todas as buscas são infrutíferas…
Chama-se Orin! Ora pleno, ora vazio! Ora, ora…
CRIAR…
O conceito da criação definido pela dor?
Dor. Dor dolorosa. Doer nove vezes mais…
~~~~
É que todos sabemos que o cotovelo não é apenas uma articulação…E que os maxilares não são só para prender os dentes…E que sabemos as coisas mesmo sem saber disso…
~~~~
Manuel Alves sabe que meter as pataniscas aqui seria motivo de piada!
Nada é feito ao acaso”
Marketing natural…
~~~~
“Gostou da palavra patanisca e sorriu. “
~~~~
A ideia da criação do homem como acidente de percurso, como coisa errada!
A ideia do estudante e das perguntas!
A ideia de arte como algo que não necessita de explicação!
A ideia do homem se perder em explicações!
A ideia de afastamento quando não nos queremos explicar!
A ideia da criação da mulher com seios e ventre!
A ideia da perfeição associada ao sorriso!
A ideia de associar a mulher a perguntas!
A ideia de associar o sorriso feminino a algo premeditado!
A ideia de associar o desconforto dos homens às mulheres!
A ideia da mulher gostar de sofrer!
A ideia da mulher ver ideias onde não existem!
Ah ah*
E tudo na ideia do homem…
~~~~
Author 8 books2 followers
October 6, 2014
Excelente mesmo! Vale a pena ler esta versão da criação. Um conto bastante original.
Profile Image for Olinda Gil.
Author 23 books38 followers
Read
January 16, 2013
Eu aprecio muito o discurso mítico, e acho que o autor teve um bom início, parecendo dominar o tipo de narrativa. Porém, à medida que o texto avança, perde a beleza, a doçura que possuía inicialmente, relegando para a estupidez, como o próprio autor a determinada altura admite. De facto, falar de "pataniscas" num texto com características míticas não é lá grande ideia. Também não apreciei a criação do homem, destruição do homem, criação da mulher (mais perfeita que o homem), desejo da mulher pela existência de um ser semelhante do sexo masculino, satisfação desse mesmo desejo e consequente metaforização pelo parto, e condenação da mulher à dor física pelo seu desejo e amor pelo seu equiparado do sexo masculino.
O autor não se conseguiu despegar das tradições culturais e religiosas que, inconscientemente, todos carregamos.
Foi pena, pois o início foi fabuloso.
Profile Image for carpe librorum :).
757 reviews56 followers
March 19, 2013
Orin foi a minha primeira aventura ao universo dos contos do autor.
É uma viagem bem humorada à Origem, que fica ali entre o Génesis e o Big Bang. Pelo caminho, apreciei a beleza das curvas e contracurvas da criação da Linguagem e do Género e as magníficas construções de jogos de palavras, com traços arquitetónicos de Babel e Lego.
Orin é um hino à Vida, à Feminilidade e à Dualidade do Universo (com uma ou outra estrofe gastronómica). Sarcástico, pateta e enternecedoramente refrescante, com tudo o que de imperfeito e intempestivo podem ter a Criação e a Experimentação.
Fiquei agradavelmente surpreendida e com vontade de ler mais e foi isso que fiz assim que tive oportunidade.
Orin será sítio a revisitar, quem sabe, para a próxima vez em inglês? É que fiquei curiosa por saber como ficará, por causa das pataniscas...
Profile Image for Margarida.
461 reviews44 followers
March 19, 2013
Neste conto, o autor "brinca" com a noção que todos nós recebemos culturalmente da criação do mundo, das coisas, da linguagem, do homem e da mulher. Um texto bem humorado e que coloca uma divindade, Orin, que seria o criador das coisas e do mundo, a pensar sobre as palavras, descobrir os sentimentos e sensações, como se fosse uma criança a descobrir a vida. Aliás, no começo do conto, Orin ouve a voz d'O Fim, que lhe diz que ele é uma criança, que não conhece as coisas nem as palavras, mas depressa saberá tudo, e que lhe diz que Orin é O Início. Depois vai perceber-se porquê.
Orin acreditava saber tudo, pois vivia no Todo e conhecia o ilimitado, para depois descobrir que não conhece nada. Todo o texto é construído em torno de conceitos pré-definidos na cultura judaico-cristã, dicotomias e na própria desconstrução da realidade e daquilo que Orin conhece.
Profile Image for Carina.
Author 46 books87 followers
July 18, 2014
Apesar da escrita fluída, que facilita a leitura do texto, o mesmo não conseguiu cativar-me. Se ao princípio se aparentou interessante, na verdade acabou por tornar-se algo aborrecido e repetitivo. Para além disso, ser-me-ia difícil gostar de um trabalho em que a personagem principal está imbuída de preconceito. Não é o tipo de sentimento que crie empatia com o leitor.
Profile Image for Eloisa Louceiro.
90 reviews17 followers
January 9, 2013
Obrigada ao autor pelo livro grátis! Este é o ano para ler coisas escritas em português, logo, veio mesmo a calhar.

Uma história de um deus preocupado com pataniscas. Ocasionalmente engraçado, mas também reflexivo q.b. Vale a pena se gosta de refletir sobre as aprendizagens.
Displaying 1 - 10 of 10 reviews