A obra “Carta aos Jovens sobre a Literatura Pagã” foi escrita por São Basílio no século IV com o objetivo de instruir àqueles que iniciam os estudos para a utilidade da leitura dos livros profanos, isto é, dos clássicos da literatura grega que na época sofriam muitas críticas devido aos seus elementos contrários à doutrina cristã. São Basílio exorta à sua leitura, ensinando como tirar proveito dos excelentes preceitos morais e os inúmeros exemplos de virtude encontrados nesses livros, comungando-os à doutrina dos Evangelhos.
People also call him of Mazaca in Asia Minor. He influenced as a 4th century theologian and monastic.
Theologically, Basil supported the Nicene faction of the church, not the followers of Apollinaris of Laodicea on the other side. Ability to balance theological convictions with political connections made Basil a powerful advocate for the Nicene position.
In addition to work as a theologian, Basil cared for the poor and underprivileged. Basil established guidelines, which focus on community, liturgical prayer, and manual labor for monastic life. People remember him, together with Pachomius, as a father of communal monasticism in east. The traditions of east and west consider him.
People refer collectively to Basil, Gregory of Nazianzus, and Gregory of Nyssa as the fathers. The Eastern Orthodox Church and Catholics gave the title of hierarch to Basil, together with Gregory of Nazianzus and John Chrysostom. The Catholic Church recognizes him as a doctor. The epithet "revealer of heavenly mysteries," sometimes refers to Basil.
A edição brasileira desta carta já clássica está primorosa. Com textos biográficos, introduções, notas explicativas, mais duas homilias de São Basílio e uma exortação do Papa Bento XVI, plasmou-se um livro que, embora ainda curto, está dotado de grande valor editorial.
Ademais, não é o tamanho do livro que dará a medida de sua valia. A Carta de São Basílio é um documento importantíssimo, pois rebate, muito cedo na história da cristandade, duas falácias perniciosas que ainda pairam entre nós: a primeira é a de que o cristão não deve se dedicar ao estudo de autores pagãos clássicos, por perigo de perder sua alma, ao que o Bispo de Cesareia responde não só ser lícito lê-los, como ser um dever (sim, um DEVER), pois o cristão deve se exercitar nas virtudes comuns aos homens (exemplificadas magistralmente pelos grandes clássicos pagãos) para só depois começar a contemplar a verdade da Revelação. A segunda falácia, mais perniciosa ainda, é a de que estudar as letras clássicas ou ciências profanas é coisa de vaidoso e desocupado, que bonito mesmo é ser ignorante "como as criancinhas", assim glorificando sua própria indolência mental.
Com um estilo claro e elegante, elogiado em toda a antiguidade até por judeus e pagãos, São Basílio demonstra como, em que medida, com quais cuidados, e com quais objetivos devemos (repito, DEVEMOS) estudar os clássicos da literatura ocidental e as ciências profanas.
Fico imaginando como deveria ser ouvir as homilias dos pais da igreja. Eram sem dúvida homens de uma tenacidade surpreendente, que sabiam como efetuar uma cristalina exortação.
São Basílio nos ensina a procurar as virtudes mesmo em literatura pagã. Esses exemplos de vida reta podem ser úteis para o jovem cristão em busca da verdade, do modo reto de viver. "Da mesma forma se dá com a alma: a verdade é seu fruto essencial, no entanto pode ser enriquecida com conhecimentos profanos, assim como as folhas realçam a beleza dos frutos."
Mas essa busca não deve ser feita forma indiscriminada. "Devemos imitar as abelhas, que não voam indiscriminadamente sobre todos os tipos de flores: escolhem somente as mais aptas para lhes fornecer aquilo que é útil ao seu trabalho, abandonando o resto inútil."
Dedica os capítulos finais para alertar aos jovens que não se entreguem às satisfações momentâneas e à preguiça, e que tenham humildade na busca da verdade.
Uma carta que move o coração, e faz alegrar no pouco, mostrando que a virtude pode ser aproveitada dos mais diversos lugares e se elevar no alto dos céus!