Um conto de fadas para atrasados mentais, contado por atrasados mentais, com personagens atrasados mentais, escrito de uma forma atrasada mental: como um atrasado mental tenta chegar à atrasada mental que tem um tesouro atrasado mental numa montanha atrasada mental e nunca lá chega a ir devido a peripécias atrasadas mentais que deliberadamente atrasam o desenlace atrasado mental. Uma história em capítulos; uma história capitular, um capítulo histérico. Uma estomatite de risos de dentaduras loucas. Cascalheira de redenções exangues.
Estudou na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Fundador e vocalista das bandas Ena Pá 2000, Irmãos Catita e Corações de Atum, criou e encarnou diversas personagens em palco, como Lello Universal, Orgasmo Carlos, Catita, entre outros. Recentemente uma sua biografia fictícia foi alvo de uma série de seis episódios intitulada Mundo Catita, transmitida em exclusivo na RTP2, em 2008, editado em DVD, em 2009 e, exibida na SIC Radical em Dezembro de 2010. Foi membro do movimento Homeostético, em conjunto com Pedro Proença, Pedro Portugal, Ivo Silva, Xana e Fernando Brito. É proprietário do Cabaret Maxime, junto à Avenida da Liberdade, em Lisboa. Anunciou a sua candidatura a Presidente da República, para 2011[1]. É o filho mais velho do pintor português João Rodrigues Vieira. É professor na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha.
A Princesa do Gelo é nonsense puro, daquele que nos faz acabar a leitura sem ter percebido rigorosamente nada porque parece não haver mesmo nada para perceber. Não gostei nada do conto e custou-me a acabar porque não tem piada, enredo ou personagem que interesse. Admito que o blurb é bastante bem conseguido e avisa claramente o leitor quanto que está prestes a experimentar. Percebe-se aqui uma brincadeira com a típica história de aventura, só que infelizmente sem análise ou piada que justifiquem dedicar-lhe atenção.
Os meus comentários a todos os contos da colecção estão publicados no meu blog.
Já estamos habituados ao puro non-sense de Manuel João Vieira, como vocalista dos Ena Pá 2000 e Irmãos Catita, nos programas de TV e como Candidato Vieira às eleições presidenciais.
A sinopse do conto veio a confirmar-se com a leitura: "Um conto de fadas para atrasados mentais, contado por atrasados mentais, com personagens atrasados mentais, escrito de uma forma atrasada mental: como um atrasado mental tenta chegar à atrasada mental que tem um tesouro atrasado mental numa montanha atrasada mental e nunca lá chega a ir devido a peripécias atrasadas mentais que deliberadamente atrasam o desenlace atrasado mental. Uma história em capítulos; uma história capitular, um capítulo histérico. Uma estomatite de risos de dentaduras loucas. Cascalheira de redenções exangues."
E nada mais há a dizer, visto que não se pode comentar a história de algo que não tem história... Nem consegui concluir a leitura do "conto".
Da persona publica de Manuel João Vieira esperamos exactamente aquilo a que ele nos habituou. Non-sense desbragado, elegante e decadente com toques de surrealismo descarrilante. E é isso que nos dá nesta intencionalmente incoerente piada a brincar com os pressupostos das narrativas de aventura. Lê-se como a piada que é, mas honestamente Vieira é capaz de bem melhor. Décadas passadas a chocar o o nacional pequenismo lusitano deixam os seus vícios de pensamento.
Muita invenção, pouca coerência e estes são os aspectos semelhantes à sinopse que diz: "Um conto de fadas para atrasados mentais, contado por atrasados mentais, com personagens atrasados mentais, escrito de uma forma atrasada mental..." e por aí fora. A leitura veio (por incrível que pareça) confirmar a sinopse.
Um conto de fadas para atrasados mentais - check Contado por atrasados mentais - check Com personagens atrasados mentais - check Escrito de uma forma atrasada mental - check
Este conto deve ser a coisa mais estúpida que já alguma vez li. Sinceramente, não há enredo que se possa de facto chamar isso e expressões como "labirinto vaginal" são daquelas coisas que nem consigo começar a perceber.
Texto confuso, referências culturais e temporais ambíguas (eventualmente despropositadas). Sem qualquer desprestígio para o seu autor, este conto não me convenceu.