Segundo Edgar Morin, há três séculos o conhecimento científico não faz mais do que provar suas virtudes de verificação e de descoberta em relação a todos os outros modos de conhecimento. Em Ciência com Consciência, publicação da Bertrand Brasil, Morin alerta, então, para a necessidade de uma nova consciência para a ciência e pergunta: “A aventura científica nos conduz à catástrofe ou a um mundo melhor?”.
Para Edgar Morin, a ciência criou meios extremamente poderosos de transformação, manipulação e destruição, como as armas atômicas e as experiências genéticas, que ameaçam o meio-ambiente. A ciência, com sua realidade multidimensional, pode reproduzir efeitos profundamente ambivalentes. O pensamento científico é ainda incapaz de se pensar, de pensar sua própria ambivalência e sua própria aventura.
Com o propósito de explicar ao leitor o porquê do título do livro – Ciência com Consciência – o pensador francês ressalta que a ciência empírica privada de reflexão e uma filosofia puramente especulativa são insuficientes.Consciência sem ciência e ciência sem consciência são radicalmente mutiladas e mutilantes.
Edgar Morin (born Edgar Nahoum, 1921-2026) was a French philosopher and sociologist of the theory of information who has been recognised for his work on complexity and "complex thought" (pensée complexe), and for his scholarly contributions to such diverse fields as media studies, politics, sociology, visual anthropology, ecology, education, and systems biology. He held two bachelors, one in history and geography and one in law, and never did a Ph.D.
During his academic career, Morin was primarily associated with the École des hautes études en sciences sociales (EHESS) in Paris. Although less well known in the Anglophone world due to the limited availability of English translations of his over 60 books, Morin is renowned in the French-speaking world, Europe, and Latin America.
Je me suis imposée de lire ce livre dans le cadre de ma thèse. Très philosophique, je ne m'attendais pas à ce qu'il m'apporte autant : tant sur le plan de l'aspect éthique de mes recherches, mais aussi dans la conception de ma théorie et même... Dans la façon dont je pense la vie de tous les jours ! C'est un excellent livre pour comprendre à la fois les bases de la complexité, mais aussi la responsabilité du chercheur face à la société. Ce livre est très libérateur dans la mesure où il replace l'être humain conscient comme un acteur et pas seulement le cobaye de la science et de sa vie de manière générale.
Je le conseillerais vraiment à tout scientifique, je pense que ce livre et ses propos vont m'accompagner longtemps, tant dans ma vie professionnelle que personnelle...
Uma porta de entrada para a complexidade do pensar e agir, e uma provocação fortíssima endereçada aos defensores da fragmentação e especialização contínuas dos saberes. Em seu discurso, a racionalidade, a irracionalidade e a "aracionalidade" são elementos intrínsecos à construção do conhecimento, à revelia das circunstâncias da institucionalidade acadêmica e o pensamento de ordem. Leitura recomendada!
Very though provoking book. As a teacher/researcher in information technology it opened my mind to inter/multi-disciplinary (and the complexity of it). The book will raise a lot of (good questions), and will take you out of your "box" :).
The book is in two parts of similar length: I - "Science avec conscience" (Science with Conscience) II - "Pour la pensée complexe" (For the Complex Thought)
The first one is the one that Edgar argues for the multidisciplinary need as a scientists/researchers (really convinced me, though I was already convinced provides very good points on the topic). The second part is much more philosophical and analyses the complexity of (system-unity/order-disorder, resilience, cybernetics/system theory, many other relationships).. the universe, the self etc. based on many of his previous work.
I would recommend reading the first part at least. The second one is much more "philosophical" aiming at (new) fundamentals for a complex though (as the title says).