Ana Casaca não é nenhuma escritora. Isso sente-se na forma atabalhoada como escreveu o romance “Todas das palavras do amor”, criando uma necessidade ora de arrastar a história, ora de criar múltiplas tragédias perto do fim, como se de uma telenovela se tratasse. Falta de sentimentos num romance é grave. Às personagens criadas por Casaca faltam sentimentos, conexões, situações criadas pela autora para que consigamos sentir que as personagens não são ficção, mas sim pessoas como nós. O estilo epistolar não ajuda a criar esta conexão, serve apenas para afastar o leitor. As cartas, embora escritas com um romantismo muito á flor da pele, não passa para nós, visto faltar mais situações reais, sem ser-nos dito pelas personagens, para que acreditemos que os casais são feitos um para o outro. O livro é demasiado curto para criar e está muito longe de ser “o melhor livro do ano”. Aliás, é o contrário. É só mais um livro, que podia ser bom, que podia ser bonito, mas que não o é. Que tenta passar um sentimento sem que a autora tenha capacidade para tal. Não sabemos nada das personagens e elas envolvem-se instantaneamente, forçando o leitor a acreditar que eles se amam. Casaca foi no entanto inteligente em criar problemas que dificultassem a vida das personagens (tal como uma novela), contudo, se quiser ler sobre padres, leio “O crime do padre Amaro” e se quiser ler um romance epistolar bom, prefiro “A paixão do jovem Werther” de Goethe. Um livro que tem muito por ordem explorar e que deixa demasiadas perguntas em aberto, sem se preocupar com detalhes importantes para criar uma relação entre livro – leitor.
Depois de se ter apaixonado por uma completo desconhecido em Londres, que resulta numa paixão de sete dias, Alice decide manter contacto com António, escrevendo cartas para a morada que ele lhe deu, antes de desaparecer. Nestas cartas que vão dar lugar a uma pequena povoação perto da Covilhã, Alice desabafa, contando um pouco do que estar a ser a sua fuga, uma espécie de viagem de inspiração para a sua nova vida. Fugida de um casamento que já não a satisfazia, de um emprego como professora que a desgostava, Alice decide fugir de tudo e de todos e parte numa viagem de reflexão por alguns países europeus.
Que excelente surpresa se revelou este livro para mim! Como é que um livro relativamente pequeno pode conter tanto? Como é que pode uma linguagem cuidada e até poética ser tão fácil de apreender e ler? Que poder de escrita tem Ana Casaca que transforma cartas trocadas entre vários personagend numa história tão bonita?
Os vários tipos de amor que todos podemos sentir estão bem representados neste livro. Longe de ser uma história lamechas, mostra-nos que o amor pode estar de fato em toda a parte! ⭐⭐⭐⭐⭐ mesmo!
Ana Casaca conta a história de Alice, uma mulher que escreve cartas a um grande amor. Nessas cartas coloca toda a paixão que sente por um homem que conheceu e por quem julga estar apaixonada. O que não imagina é que, na morada para onde envia as cartas, vive António, um homem "Padre" que nunca viu. António recebe a primeira carta e as palavras daquela mulher que também não conhece, pela primeira vez na vida sente-se tentado, com aquilo de que sempre fugira, com a sua recente dúvida de falta de vocação, e vê-se confrontado pela falta de coragem para trocar o certo pelo incerto. Será que algum dia se conheceram? Será que Alice descobre o engano? Será que o Padre finalmente ganha força para mudar a sua vida? “Todas as Palavras de Amor” é um Romance que mostra que por vezes um engano pode muito bem solucionar uma Vida.
Este livro surpreendeu-me pois não conhecia a autora e agarrei nele ao acaso. Quando comecei a ler não conseguia parar, li em 2 dias. Adorei a escrita: trabalhada, tão bonita, coisa que nos dias de hoje não é hábito encontrar-se, normalmente a escrita é mais banal. Esta prende pelas palavras que usa. Parabéns à autora Ana Casaca 🙌
Todas as palavras de amor é de todo um livro de emoções, conflitos e desilusões. Alice confusa do que realmente quer para si, sai de casa e desiste do trabalho que tem e vai em busca do seu “eu interior”. Ao longo do livro, Alice troca uma de muitas cartas com um grande amor. Um homem chamado António, que conheceu que jura paixão. No entanto essas cartas estão a ser enviadas para um outro António. Por sua vez António recebe essas cartas e é confrontado com esse sentimento, amor. Essas palavras de amor pela Alice. António é um padre que se confronta com essas cartas direccionadas a si. E decide então respondê-las com o que realmente sente. Um início de confusão, mas uma descoberta a um novo amor. Enquanto Alice troca cartas com António nessa nova descoberta desse sentimento de amor. Alice supera a perda da sua queria avó Clara, que depois ainda lhe escreve, mesmo não ser respondida. E António tenta ajudar um bom amigo Tomás a salvar o seu casamento com Sofia. Tenta faze-lo perceber o que realmente viveu com ela. Todo o amor que tinham juntos que não morreu. Gostei de ler o livro, pois além de ser de uma escritora portuguesa, sente-se em poucas 206 páginas um furacão de imensos sentimentos de dúvida, desilusão, perda, remorso e esperança. O que realmente importa é o amor. Saber esperar por quem amamos de verdade é essência do livro. E saber dizer adeus a quem já não está connosco. A dor e o amor andam sempre juntos.
Eu achei uma história bastante bonita e fascinante. Um padre sim pode apaixonar-se, afinal é feito de carne e osso como todos nós. Para quem gosta de um bom romance eu recomendo este livro. Duas pessoas que se amam descobrem o sentido de amar está para além de todas as coisas.
Não querendo ser crítica demais e não negando o talento que a autora tem, invejando um pouco a escrita poética e profunda que percorre o livro, achei que mais umas boas cem páginas no livro não fazia mal nenhum.
Quando me ofereceram pensei que era um livro lamechas e que a intenção teria sido mandar-me a boca de que deveria ser mais romântica. As primeiras páginas confirmaram as minhas previsões iniciais mas depois as personagens ganharam vida própria através de cartas que se escrevem e se vivem mutuamente...lê-se de uma assentada. Bonito e bem escrito. Não julgar um livro pela capa! nem pela sinopse!
É engraçado como peguei neste livro pela curiosidade só, e enquanto o lia o achava muito ingénuo e de linguagem muito simplista, mas ao terminá-lo senti uma agradável sensação de missão cumprida. Às vezes poderá não ser o melhor livro do mundo, mas o livro que fez sentido ler numa determinada altura.
Adorei! É uma história de amor diferente de todas as que li. Esta escritora tem uma forma de escrever que consegue ir bem ao fundo dos sentimentos, sem qualquer monotonia. Recomendo!