Deuses que descem à terra para vigiarem os homens; heróis que combatem rochas gigantes e dragões imortais; guerreiros de ferro que nascem do solo; pássaros que se transformam em constelações de estrelas… Conhece estas e outras histórias do universo fantástico da mitologia grega!
António Sérgio de Sousa (1883-1969), que sempre assinou os seus escritos como António Sérgio, nasceu na Índia Portuguesa, viveu parte da infância em África,e já em Lisboa, seguindo uma tradição familiar, estudou no Colégio Militar, e depois na Escola Politécnica e na Escola Naval. Cedo sentiu grande interesse pela poesia e pela filosofia, devendo-se o seu precoce pendor racionalista à leitura da Ética de Espinosa e ao estudo da geometria Analítica e ao interesse pela obra de Antero de Quental. Iniciando uma carreira de oficial da Marinha, faz várias viagens que o levam a a Cabo Verde e a Macau; casa com Luísa Epifâneo da Silva (que assinará os seus notáveis escritos pedagógicos Luísa Sérgio) com quem terá uma grande camaradagem intelectual. As suas duas primeiras obras publicadas são um volume de Rimas e uma obra filosófica sobre Antero de Quental onde reage contra o naturalismo positivista. Abandonou a Marinha com a implantação da República em 1910 por ter jurado fidelidade ao Rei deposto. Em 1912 concorreu para assistente para a secção de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, num concurso a que também se apresentou Leonardo Coimbra e Matos Romão, que haveria de ser nomeado. Sérgio, muito influenciado por Antero e portanto pelo socialismo de Proudhon, não considerava a questão república/monarquia importante por julgar a questão social (melhoria das condições de vida das classes trabalhadoras) mais fundamental que a revolução política. A sua acção e pensamento, inicialmente guiados por figuras como Alexandre Herculano, Oliveira Martins e Antero de Quental, foi marcadamente voltada para a reforma das mentalidades, para a compreensão histórico-sociológica de Portugal e para a problemática da Educação; defendeu o modelo da Escola-município, basaeado no ideal de self-government e de educação cívica; a sua interpretação da história de Portugal, que foi amadurecendo entre 1913 e 1924, valorizou os factores socio-económicos (As duas políticas: Transporte e fixação)e de psicologia social (dicotomia ideal-típica entre particularismo e comunarismo, originária da corrente sociológica francesa do grupo de La Science Sociale, onde se destacaram Edmond Desmolins e Léon Poinsard o autor do Le Portugal Inconnu de 1909), e criticou as histórias românticas que enalteciam os feitos guerreiros e a aventura norte-africana de Dom Sebastião, esquecendo a pesada herança do nosso colonialismo.O seu pensamento inscreve-se numa constelação de pensadores voluntaristas seus contemporâneos, defensores da democracia e de ideiais socialistas, entre os quais se contam John Dewey, Guglielmo Ferrero, Ramsay MacDonald, Georg Kerschensteiner. Durante a década de 1910 a sua intervenção foi enquadrada pelo movimento cultural da Renascença Portuguesa (onde pontificavam Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão); Sérgio considerou proritária a constituição de uma opinião pública e de uma elite, recrutada sobre a base social mais ampla, a qual fiscalizaria os representantes eleitos - esta era a sua noção prática de democracia,a qual, na acepção filosófica, equivaleria ao regime em que todo o ser humano estivesse investido da dignidade que resulta de o considerar sempre como fim em si e nunca como meio (Kant); por isso teorizou sobre a noção de elite, para a qual se inspirou de Proudhon, de Gabriel Tarde e de Paul de Rousiers. Após estudos de pós-graduação no Instituto Jean-Jacques Rousseau (1914-16) grande centro mundial do movimento da Escola Nova onde estudou junto com sua esposa, e onde priva com Édouard Claparède e com Adolphe Ferrière, participa no mais consequente projecto de reforma do Ensino Português elaborado durante a Primeira República (Projecto Camoesas); a sua vida aventurosa fê-lo viver em diversos lugares (Lisboa, Rio de Janeiro, Londres, Genebra, Paris, Santiago de Compostela, Madrid) favorecendo o seu assumido Cosmopolitismo. Durante o consulado sidonista (1918-19) lança a Revista Pela Grei, para a qual convoca diversos especialista
Confesso, não comprei este livro pelos seus textos. Por muito que goste de mitologia grega, não estou particularmente interessado em mais um recontar simplificado destas histórias que compõem o cerne da nossa cultura. Apesar de ter terminado a leitura com um sorriso, com o recontar do episódio do reencontro de Ulisses e Argos na Odisseia (amantes de cães compreendem). Por outro lado, após resumir muito bem a Argonautica, termina com um final feliz à conto de fadas para os amores de Jasão e Medeia, algo que as lendas contrariam, entre os frenesis assassinos dela e s proficiência em aproveitar-se das mulheres para alcançar o poder dele.
O que despertou o meu interesse foi o ser uma edição, profusamente ilustrada, naquele estilo entre o expressivo e o realista que é marca estética do modernismo português. As ilustrações são assinadas por Luís Filipe de Abreu e cruzam elegãncia gráfica, remetem para os mitos e ainda têm um forte caráter expressivo.
The book is is an interesting and accessible take on classical mythology. The first story has a special beauty and sets the tone for the book in a captivating way, showing both the simplicity and depth that mark these myths. Among the later stories, I was especially moved by “The Dog of Ulysses.” I have a strong connection to dog stories, and this one - with Argos’ unwavering loyalty as he waits for his master’s return - was the most touching in the collection. Although there are beautiful and emotional moments, overall the book leans towards a didactic tone, which sometimes makes the reading less engaging. Still, it works well as an introduction to Greek myths and leaves behind some memorable images.
O início de Filémon e Baúcis é simples, directo e muito belo: "Há muito, muito tempo, vivia numa terra chamada a Grécia um povo a que se dá o nome de Gregos. Em muitas coisas, eram os Gregos muito diferentes do que nós somos." (p.9). Lembro-me bem desta história recontada por António Sérgio, lia-a pela primeira vez na escola, e não mais me esqueci. Além desta, António Sérgio contou também Histórias de Argonautas e O Cão de Ulisses, numa prosa simples mas bela, uma boa iniciação à mitologia grega.
2.5. Decidi ler porque tinha o livro em casa por causa da minha irmã. Gostei porque adoro all things Greek mythology mas estava à espera de ter mais (ou outros?) contos. No entanto, devo dizer que claramente é um livro escrito para crianças, pelo que a escrita não me cativou particularmente.