De 80 a 72 a.C., à frente de uma confederação de povos ibéricos, Quinto Sertório enfrentou com êxito os numerosos exércitos que a "sua" Roma enviara para submeter as províncias hispanas. A guerra de Sertório foi um episódio da longa e sangrenta agonia da República Romana, que, esgotada na sua força interior, sacrificou sistematicamente os homens que a poderiam salvar; Sertório foi provavelmente a mais ilustre das vítimas. É essa época de crise — política, económica, mas, sobretudo, de valores — que este livro evoca, através das narrações de um filósofo grego, de um general romano e de um jovem lusitano, Medamo de seu nome.
JOÃO AGUIAR nasceu em 28 de Outubro de 1943. Licenciado em Jornalismo pela Universidade Livre de Bruxelas, trabalhou nos centros de turismo de Portugal em Bruxelas e Amesterdão, regressando a Lisboa e à carreira jornalística em 1976. Foi assessor do Ministro da Qualidade de Vida, no VII Governo Constitucional (1982-83). Foi autor da reportagem Uma Incursão pelo Esoterismo Português (1983) e dos romances A Voz dos Deuses (1984), O Homem Sem Nome (1986), O Trono do Altíssimo (1988), O Canto dos Fantasmas (1990), Os Comedores de Pérolas (1992), A Hora de Sertório (1994), A Encomendação das Almas (Prémio Eça de Queiroz, 1995), O Navegador Solitário (1996), Inês de Portugal(1997), O Dragão de Fumo (1998), A Catedral Verde (2000), Diálogo das Compensadas (2002), Uma Deusa na Bruma (2003), O Sétimo Herói (2004), O Jardim das Delícias (2005), O Tigre Sentado (2008) e O Priorado do Cifrão (2008). Foi também autor de colecções infanto-juvenis, nomeadamente de O Bando dos Quatro e Sebastião e os Mundos Secretos. Faleceu a 3 de Junho de 2010.
Se as aulas de história pudessem ter livros como este como livros de apoio, em vez daqueles manuais chatissimos cheios de graficos e mapas com setas, e coisas sensaboronas para decorar, eu tenho a certeza que muito mais gente saberia mais sobre a historia de Portugal, e do mundo em geral. Mais um excelente livro deste autor, que depois de nos ter presenteado com um relato ficcionado sobre o Viriato na Voz dos Deuses, vem aqui continuar a descrever-nos a resistencia lusitana ao invasor romano, desta vez pelos passos de Sertório. Se alguem souber onde mais eu posso ler coisas interessantes sobre este periodo da nossa historia (pre Afonso Henriques), que me dê umas dicas. E mais uma vez dispensam-se os manuais pretensiosos com os mapas de setinhas e afins. Aconselhado a todos os que gostam de romance histórico, estratégia militar, livros bem escritos em geral.
Dentro da mesma linha de "A voz dos deuses", este livro narra o período da formação da Lusitânia. Através de três narradores, um filósofo, um soldado e um guerreiro, é recreada a mitica figura de Sertorio. Tal como Viriato foi um general dos lusitanos, mas encontra-se mais ligado ao período de crise do império romano.
" A hora de Sertorio" é uma obra interessante, nos levando a embarcar o início das nossas origens históriicas mas as várias vozes tornam a narração, por vezes, um pouco inconsistente. O único narrador do qual verdadeiramente me conquistou foi Medamo, adorei a sua relação com a corça e por ter-se mantido leal até ao fim.
Entre 80 e 72 a.C.,o romano Quinto Sertório enfrentou com êxito os numerosos exércitos que Roma enviara para submeter as províncias ibéricas. Esta guerra foi um episódio da demorada e cruel agonia da República Romana, que, esvaziada na sua força interior, sacrificou sistematicamente os homens que a poderiam salvar, sendo Sertório a mais ilustre das vítimas. A vida deste general é descrita através de três partes, cada uma correspondendo a uma personagem que conviveram com ele: um filósofo grego, Euménio de Rodes; um general romano, Lúcio Hirtuleio e um jovem lusitano, Medamo. Deste modo, são narradores do trajecto pessoal e político de Sertório, sendo estes simultaneamente personagens, protagonistas por vezes, de pequenos quadros a partir dos quais é possível conhecer os mais distintos aspectos da vida coetânea.
Ao longo desta estrutura tripartida, é-nos dada uma verosímil, belíssima e igualmente poética reconstituição histórica de uma das figuras caras ao folclore histórico nacional.
Como sempre, João Aguiar brinda-nos com uma leitura cativante misturando detalhes históricos e ficcionais, onde o povo lusitano entra em evidência. Gera-se sempre aquela ânsia e tristeza para que um livro como estes não termine querendo saber o futuro dos personagens mas, ao mesmo tempo, fica o desejo de explorar todos os seus livros.
Una biografía del famoso general romano que campó por las Hispanias dando quebraderos de cabeza a los líderes de la agonizante República Romana. Contado desde el punto de vista en primera persona de tres personajes que cruzaron su camino con él. Le falta ritmo, coherencia y una idea conductora de forma que parece que se limite a repetir las narraciones clásicas sin aportar demasiada ficción. Flojo.