Inspirado em casos irreais, Os chouriços são todos para assar é uma viagem em contra-mão pelas estradas secundárias do país, marcada por encontros com personagens encantadoras e situações delirantes. O autor tem, ainda, publicados dois romances, Mizé - Antes galdéria do que normal e remediada e Depois de morrer aconteceram-me muitas coisas e o livro infantil, Os monstrinhos da roupa suja.
«… o escritor mais notável da sua geração…» António Pedro Vasconcelos.
O título chamou-me desde logo a atenção e devo dizer que o livro esteve à altura do mesmo. Divertido, sarcástico, original e verdadeiro, este livro de pequenos contos com personagens e situações caricatas e (i)rreais é mesmo a minha "praia":
"(...) e um padre que ficou com uma Passat pelo preço de custo mas isso era um investimento que o senhor Galhoz tinha feito a pensar na sua última viagem."
"não podias ter deixado os livros como estavam? estavam sem ordem masera como eu os queria. os chatos aqui, os muito chatos ali e os chatos comá putaça nas prateleiras de baixo isso não é ordem é a ordem da chatice"
Dei umas belas gargalhadas com este livro. É divertido, original, e verdadeiro. Gosto do tom cínico, dos personagens completamente errados, e portanto perfeitos. Diálogos excelentes. Histórias para rir, e por vezes muito bem vistas. E o melhor, não há páginas que se perdem. São todas boas. Muito bom.
Quem gostar de contos pode gostar muito deste livro. Não é o meu caso. Já tenho dito que não gosto de começar algo que vai terminar depressa. E estar sempre a começar e a acabar, aborrece-me!
Com isto tudo não quero dizer que não gostei do que li. Já ia à espera de uma escrita com humor, muito humor, porque adorei o "Tóquio vive Longe da Terra". Neste livro cada capítulo conta-nos algumas histórias, algo caricatas, passadas em Tóquio. Esse elo de ligação fez toda a diferença entre adorar e gostar bastante.
Nestes "Chouriços" são pequenos episódios, alguns contos pequenos, cheios de humor que gostei bastante de ler. O humor é o elo de ligação entre todas estas histórias. Algumas recambolescas mas com um humor muito típico que reconheço do livro anterior que referi. Algumas histórias são pequeninas nem contos se podem chamar... mas são deliciosas e cheias de imaginação!
Quem gosta de contos vai gostar muito, quem não... vai gostar também!
Sarcástico e inteligente, esta obra reúne em si uma simplicidade de histórias que nos remetem para situações do quotidiano que, sendo banais, ganham, nas mãos de Ricardo Adolfo, uma presença esdrúxula. Uma escrita madura e com ginga, é um livro que se lê super depressa, com ritmo oscilante mas necessário.
É óbvio, para quem me conhece, que "pesquei" este livro por causa do seu título. Mini histórias sobre pessoas, pessoas com quem já nos cruzamos, que habitam o nosso país.