"Edu é um menino de onze anos que sonha vir um dia a ser piloto-aviador, como o pai. Sonha cruzar os céus infinitos nas asas de um lindo avião a voar ao sol. Sonha conhecer todos os países do mundo, mesmo os mais longínquos, aqueles que ficam do outro lado do globo. Todos apoiam o seu grande desejo, o pai, a avó Aninha, com quem ele vive e até a mãe, que está internada num hospital psiquiátrico. Edu adora a mãe e vai visitá-la todos os fins-de-semana. Embora tenha sempre alimentado a esperança de voltar a ver os pais juntos, Edu vê-se obrigado a encarar a realidade quando o pai lhe comunica que vai voltar a casar... Mas, de repente, tudo muda quando ele reencontra um amigo muito especial, alguém que o compreende e que está sempre presenta, alguém capaz de lhe revelar um segredo maravilhoso - que o amor torna tudo possível: a vida, a criatividade e a alegria."
Maria Teresa Maia Gonzalez nasceu em Coimbra, em 1958. É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas – Variante de Estudos Franceses e Ingleses – pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Vive em Lisboa e tem como passatempo a pintura. Foi professora de Português, Inglês e Francês, no ensino particular e público, entre 1982 e 1997, em Alverca do Ribatejo, Manique e Lisboa. Muito cedo sentiu despertar o gosto pelas histórias ouvidas e lidas em família. Por volta dos nove anos, começou a sentir o gosto pela escrita, escrevendo poemas e histórias com regularidade. Iniciou a sua carreira na escrita em 1989, quando ainda era professora. Recebeu o Prémio Verbo-Semanário, juntamente com Maria do Rosário Pedreira, pelo livro O Clube das Chaves Entra em Ação, em 1989. Da sua obra constam sobretudo romances juvenis, sendo também da sua autoria histórias infantis, fábulas, poesia, contos, crónicas, ficção para adultos e uma coleção juvenil de peças de teatro. São temáticas recorrentes nos seus livros os direitos das crianças e dos adolescentes, a espiritualidade e os problemas da adolescência, nomeadamente, a solidão, as perdas, a depressão, os conflitos familiares, as dependências químicas, a violência em meio escolar, a violência doméstica, a sexualidade e a afetividade. Vê o livro destinado aos mais novos como veículo promotor dos valores humanos, sobretudo o respeito pelo indivíduo e pela natureza, a paz, a saúde, a harmoniosa convivência entre gerações e culturas diversas, e a espiritualidade.
Neste livro, Edu depara-se com situações difíceis de aceitar para uma criança: a sua mãe (a pessoa que ele mais ama no mundo) está internada numa clínica psiquiátrica e o seu pai vai voltar a casar-se. Entretanto, Edu encontra uma estatueta, a qual assume a representação física de um anjo da guarda. Este foi o aspecto menos positivo do livro, a amizade entre Edu e este “anjo” acabou por trazer um componente religioso demasiado proeminente ao longo da história. Apesar disto, a personalidade bondosa e sonhadora de Edu foi, para mim, o elemento cativante desta leitura.